Dengue chega a quase 200 casos; Zona Leste recebe fumacê

O mais recente boletim divulgado pela Vigilância em Saúde aponta que Mogi Mirim caminha para 200 casos positivos de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também causador da zica e da chikungunya. Já são 197 casos. Os registros podem ser ainda maiores, já que há exames, dentre as 1.562 notificações, aguardando resultado.

Nessa realidade do município, a Zona Leste segue como a região com maior índice da doença, com 103 casos positivos, seguida pela Zona Norte, com 48. A região central ocupa a terceira colocação na lista, com 21 casos. A Zona Sul registra 13, enquanto que a Zona Oeste tem 12 casos positivos. Seguindo a tendência das últimas semanas, as mulheres são as mais infectadas com a doença, com 108 casos, enquanto os homens possuem, até aqui, 89 confirmações.

Por idade, o maior número de casos corresponde à faixa etária entre os 16 e os 59 anos, com 127 registros, acompanhado da terceira idade, acima de 60 anos, com 48 casos. De 6 a 15 anos, há 14 casos, e de 0 a 5 anos, oito casos. Especificamente na faixa de maior incidência - 16 a 59 anos - a Vigilância em Saúde alerta para que as mulheres tenham atenção ao fluxo menstrual, ocorrido até perto dos 50 anos e que, muitas vezes, pode mascarar o contágio da doença.

“Nessa faixa etária, até os 50 anos, as mulheres ainda menstruam e é preciso ficar em alerta com o fluxo menstrual. Se aumentar, deve-se procurar atendimento médico, fazer exames, como o hemograma, para verificar a quantidade de plaquetas e poder prevenir contra alguma hemorragia”, aconselhou a coordenadora da Vigilância em Saúde, Joalice Penna Rocha Franco.

FUMACÊ
A Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, realiza a partir desta quarta-feira, 24, a nebulização veicular (pulverização de inseticida popularmente conhecida como fumacê), em bairros da Zona Leste, região com o maior número de casos positivos da dengue. A operação abrange o Mirante, Jardim Elite, parte do Jardim Brasília e Vila Dias, Vila Universitária e Jardim Sbeghen, em um total de 50 quarteirões. O fumacê segue até sexta-feira, com início às 18h e duração até perto de 22h30.

A operação já estava definida desde a última semana. A Vigilância em Saúde aguardava posicionamento da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), responsável pelo envio do inseticida, recebido via Ministério da Saúde, para confirmar os dias e horários da nebulização.

A escolha da Zona Leste leva em conta, além da maior incidência da doença, o acúmulo de sujeira e locais apropriados para a proliferação do mosquito espalhados por ruas, terrenos e nas próprias residências. Para conseguir a autorização do fumacê, o município precisar estar em consonância ao protocolo nacional de controle da dengue, responsável por, dentre várias regras, estabelecer normas técnicas para aplicação do veneno.

Um mapeamento a fim de verificar qual a região com maior necessidade para receber a operação é elaborado pela Sucen, antes da autorização do serviço.
O fumacê é visto como última alternativa, indicado após a realização do controle de criadouros, busca ativa do mosquito e nebulização costal, realizada por agentes em cada casa. De janeiro ao final de março, foram 1.200 nebulizações em todas as regiões da cidade.

A Vigilância em Saúde já solicitou à empresa terceirizada responsável pelo trabalho costal o aumento no número de funcionários, de seis para 12, de olho em alcançar um número ainda mais significativo de imóveis.




CRIADOUROS
Joalice destaca que a colaboração da população na limpeza e conservação das residências é de suma importância no combate à transmissão. “Temos que eliminar criadouros, a população precisa se conscientizar, se sensibilizar, olhar até debaixo da cama para ver se não tem nenhum criadouro desse mosquito. Uma tampinha de garrafa já é suficiente. Não podemos deixar esse mosquito nascer, porque está cheio, temos muitos criadouros”, alertou.

Procurar a assistência médica é outro ponto crucial. “Começou a sentir sintomas, a orientação é procurar atendimento médico. Todos os profissionais das UBSs (Unidades Básicas de Saúde), seja o enfermeiro ou o técnico de enfermagem, estão à disposição para acolher, notificar e fazer os exames. Não precisa ser só o médico”, destacou.

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