Em atividade, MMEC terá duas competições

Buscando ficar alheios à disputa judicial do seu corpo jurídico com o presidente Luiz Henrique de Oliveira, os gestores do Mogi Mirim Esporte Clube reiniciaram as atividades de campo há cerca de um mês, visando as duas competições que o Sapo irá participar no meio do ano. Além de organizar o primeiro mundialito de futebol ‘Reviva Mogi’, previsto para julho, o clube foi convidado a disputar a São Paulo Cup, competição que será realizada no período de junho a outubro deste ano.

Promovida pela Global Scouting Football, uma empresa de marketing esportivo, com sede em São Paulo, a São Paulo Cup é uma competição independente, mas, que reúne equipes filiadas à federação estadual mas, que estão licenciadas. O modelo de disputa é semelhante ao campeonato da 2ª Divisão promovido pela Federação Paulista de Futebol, ou seja, é voltada a jogadores da categoria sub23, com a possibilidade de utilização de até três atletas acima da idade limite.

Clubes como Ecus, de Suzano; o Grêmio Barueri; o Jacareí Atlético Clube; e o Garça Atlético Clube, são alguns dos clubes que estarão participando da competição, que passou a contar, a partir desta semana, com o Mogi Mirim. “Foi com muita honra e alegria que recebemos esse convite. Será a primeira competição que iremos participar e, podem ter certeza, que entraremos para ser campeão”, disse Jaime Marcelo Conceição, da J Winners, empresa que integra o grupo de gestão ao lado da AD Sports, dos empresários André Ko e Denis Ahn.

Além da São Paulo Cup, o Mogi também estará no mundialito que irá organizar durante o mês de julho, reunindo 32 equipes do Brasil e também do exterior. “E um detalhe importante: vamos receber os jogos aqui, no nosso estádio, na nossa casa. Serão duas competições que marcarão o retorno de nossa torcida nas dependências do estádio Vail Chaves”, enfatizou Jaime.

Segundo ele, o processo de liberação do estádio está na reta final. O clube conseguiu a desinterdição da Prefeitura, o que permite usar o campo para treinamentos e outras dependências, como a academia. Há duas semanas, os treinos com bola passaram para o Vail Chaves. Antes, eram realizados em campos particulares e da Prefeitura de Mogi Guaçu.

E o clube também está de posse, desde o final de março, da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), que garante a realização de atividades dentro do estádio. “O clube não tinha a ART desde 2016”, informou. Para ter a liberação completa, para uso dos alojamentos e promoção de jogos com a presença de torcida, o Mogi aguarda apenas a emissão do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

“Toda a documentação exigida pelo Corpo de Bombeiros para essa finalidade já foi providenciada. Fizemos algumas correções, disponibilizamos mais de 100 extintores por todo o estádio, arrumamos as bombas d´águas para que os hidrantes voltassem a funcionar e compramos novas mangueiras. A prioridade nesse início de gestão foi prezar pela segurança no estádio”, destacou. A única exceção foram os setores de arquibancadas ao lado das cadeiras cativas que estão com problemas estruturais. “Esse espaço será isolado e não será usado por hora até que a gente faça a melhoria necessária”, acrescentou. 

Atualmente, o Mogi Mirim Esporte Clube conta com um grupo de 45 jogadores nas categorias sub20 e sub23. Como o clube ainda não pode usar os alojamentos internos, os atletas estão alojados em imóveis de Mogi Mirim e de Mogi Guaçu. Segundo Jaime, todos serão utilizados nas duas competições. “Como vão acontecer de maneira paralela, a ideia é mesclar os jogadores para que a gente esteja em boas condições nas duas competições”, apontou.

Para transportar os jogadores dos alojamentos para o estádio, o clube conseguiu um novo ônibus e a doação de uma ambulância. Dois ônibus que pertencem ao clube não serão utilizados no momento por dois motivos, segundo alegou Jaime: porque são objetos de ações judiciais e porque estão danificados e deteriorados.



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