Santa Casa retoma serviços paralisados

Flávio Magalhães

Sob intervenção da Prefeitura desde a semana passada, por ordem da Justiça local, a Santa Casa de Misericórdia retomou nos últimos dias alguns serviços que estavam parados ou funcionando parcialmente. Um deles é o setor de Ortopedia, que, de acordo com informações da Secretaria da Saúde, está em pleno funcionamento, abrangendo desde atendimentos ambulatoriais a procedimentos cirúrgicos.

Já a UTI neonatal, que fechou as portas semanas antes da intervenção, deve voltar a funcionar na próxima segunda-feira, 15. A Prefeitura informou ainda a plena reativação do Pronto Socorro (PS), inclusive com a realização de cirurgias, e a aquisição de remédios e insumos para o funcionamento da UTI adulto.

O hospital também se prepara para retomar as cirurgias eletivas. Atualmente, quatro dos seis centros cirúrgicos estão em funcionamento para as operações de urgência e emergência, sendo duas realizadas por plantão. Essas informações foram repassadas à imprensa e a vereadores da Câmara Municipal durante um balanço apresentado na tarde da última quarta-feira, 10.

Mesmo apresentando um saldo positivo, a secretária de Saúde Flávia Rossi ressaltou que ainda prossegue tomando conhecimento da situação encontrada na Santa Casa, desde as condições financeiras até o levantamento patrimonial e a estrutura dispensada aos funcionários e médicos. A análise é essencial para o completo funcionamento do hospital.

A Prefeitura também tem trabalhado para manter as referências – espécie de credenciamento concedido ao município pelo Estado. A referência estende os atendimentos aos demais municípios nas especialidades de ortopedia, neurologia e nos serviços de nefrologia e UTI neonatal. “Se Mogi Mirim deixar de ser referência, os nossos munícipes passarão a ser atendidos em outras cidades”, explicou Flávia Rossi.

Desde o início da intervenção, a equipe designada pela Prefeitura, mantém contato com o sindicato da categoria de funcionários hospitalares, com a DRS (Divisão Regional de Saúde), seguindo orientação do TCE (Tribunal de Contas do Estado), prestando contas ao MP (Ministério Público) e direcionada pela decisão judicial.


Flávia Rossi apresenta saldo positivo, mas destaca que ações precisam continuar

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