UPA registra pico de atendimentos em maio

Flávio Magalhães

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h, localizada na zona Leste da cidade, tem registrado picos de atendimento recentemente. Segundo dados preliminares da Secretaria de Saúde, quase 12 mil pessoas foram atendidas no local somente no mês de maio. Comparado com o mesmo período do ano passado, o número de atendimentos dobrou.

Para a secretária de Saúde, Flávia Rossi, o aumento no número de atendimentos – em crescente desde janeiro deste ano – se deve a alguns fatores como a epidemia de dengue registrada em Mogi Mirim e a proliferação da gripe e de outros vírus. Diante desse quadro, a Pasta pretende reforçar a chamada atenção básica.

Isso porque a UPA é destinada a atender casos como febre alta, fratura ou cortes com pouco sangramento, infarto ou derrame, suspeita de fratura, crises convulsivas, dentre outros. Ao reforçar o trabalho de prevenção pela atenção básica (na Unidades Básicas de Saúde, por exemplo), a secretaria espera diminuir a demanda pelo pronto atendimento.

Atualmente, também de acordo com os dados preliminares da Saúde, metade dos casos atendidos da UPA não são considerados de urgência ou emergência, de acordo com o protocolo de Manchester. Com isso, a média atual de atendimentos está entre 350 e 400 pessoas por dia. Por esse motivo, segundo a secretaria, não haveria necessidade de descentralizar o pronto atendimento.

Flávia Rossi lembrou também que, para casos de emergência, a UPA possui todos os equipamentos existentes na Santa Casa de Misericórdia, para atendimento de pacientes nessa condição.



PROTOCOLO
O protocolo de Manchester consiste em um sistema de triagem baseado em cinco cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul, sendo vermelho representando os casos de maior gravidade, e azul os casos de menor gravidade. Esse sistema já é empregado mundialmente, sendo poucos hospitais ou clínicas que não aderiram a esse sistema.


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