Grupo de Operações com Cães completa 10 anos

Priscila Cavallaro

O GOC (Grupo de Operações com Cães) tem tido um alto índice de aproveitamento em suas operações devido ao bom treinamento dos cachorros policiais da cidade, de acordo com o GCM Marcos Cerruti. O canil da GCM (Guarda Civil Municipal) de Mogi Mirim conta, hoje, com oito cachorros. O treinamento diário acontece no período da manhã, depois de um descanso os cachorros saem para patrulhamento até as 19h. Cerruti, o responsável pelo canil desde sua implementação, conta que os filhotes, que estão sendo preparados para substituir os caninos ativos há mais tempo, estão com sete meses. Os cachorros se aposentam com seis anos e sempre são adotados por algum membro da GCM.

Os filhotes já estão operando. Cada equipe tem três cachorros novos que recebem treinamentos diferentes para cada tipo de operação. Faro de entorpecentes; busca e captura; contenção e patrulhamento de rua. “Os treinamentos são diferentes. Hoje temos uma Border Collie para trabalho social. É uma raça mais dócil, melhor para ser usada em apresentações com crianças”, explica Cerruti. O oficial conta que a outra raça muito usada pelo canil é Pastor Belga de Malinois, por ter características úteis ao treinamento policial como coragem, não se assustar facilmente e escalar árvores. 

Quando a equipe começou o canil, há 10 anos, adestravam cachorros que recebiam de doação. Normalmente eram cachorros bravos demais para manter em casa e o comportamento do animal mudava tanto com o treinamento que, além de se adaptarem para o serviço policial, era possível até devolvê-los ao convívio social.

“O Canil da GCM ficou um bom tempo trabalhando sem a parte social. Quando assumi, pedi para que fosse dado continuidade nesse trabalho. O canil pode fazer 10 apreensões de drogas na semana, que passa despercebido pela população. Mas a criança que participa de um evento com o canil, não esquece. Daqui cinco anos ela vai lembrar. É um trabalho de prevenção do uso de entorpecentes, também”, garante o Secretário Municipal da Segurança Pública, José Luiz da Silva.

Kayra ainda está em treinamento, mas deve atuar futuramente no patrulhamento (Foto: Flávio Magalhães)

TREINAMENTOS
O treinamento do faro utiliza a satisfação que o animal sente ao morder um brinquedo chamado “kong”. Os treinadores associam a vontade do cachorro de achar o brinquedo com o odor dos entorpecentes. “Quando ele acha o “cheiro”, já recebe o brinquedo. Mas só quando for confirmado que achou mesmo, não pode ser indicação falsa. Muita gente acha que os cachorros são viciados em drogas, mas eles são treinados apenas com o odor”, ensina Cerruti. O treinamento de busca e apreensão consiste em ensinar os cachorros a obedecer aos comandos para atacar e parar. “Os cachorros passam a identificar amigos e suspeitos pelo tom de voz do policial”, completa.

Quando o cachorro, em uma operação de busca e apreensão, localiza o que está procurando, late para sinalizar mas ataca também, se não estiver na coleira. Já o treinamento de patrulhamento é condicionar o cachorro a reconhecer a população e ser condicionado a não sentir medo nem atacar em multidões.

Dara foi treinada para agir em situações de contenção e patrulhamento (Foto: Flávio Magalhães)

MODELO
Forças de Segurança de Pirassununga visitaram a estrutura do Canil da GCM em Mogi Mirim, a fim de obterem dados do projeto mogimiriano para a implantação do canil pirassununguense.

Na ocasião, a comitiva conheceu a estrutura do local, as técnicas utilizadas para o adestramento dos cães, como empregar os cães em operações, entre outros assuntos, após serem recebidos pelo secretário de Segurança Pública José Luiz da Silva e o responsável pelo Canil da GCM, Marcos Cerruti.

A equipe de Pirassununga foi representada pelo secretário de Segurança Pública, Paulo Tannus, acompanhado pelo Comandante da GCM Rossi, além de militares do Canil da AFA (Academia da Força Aérea) de Pirassununga.

O cão Athos foi treinado para localizar entorpecentes (Foto: Flávio Magalhães)

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