Sede da APD é destruída pelas chamas

Flávio Magalhães

Um incêndio na madrugada de quinta-feira, 4, destruiu a sede da Associação da Pessoa com Deficiência de Mogi Mirim (APD), localizada na Rua Ulhôa Cintra, 76. O fogo que consumiu o local teve início por volta da meia-noite. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal estiveram no local. Ninguém se feriu.

As causas do incêndio serão investigadas. Os responsáveis pela APD, porém, não acreditam que a origem do fogo tenha sido criminosa, exatamente por se tratar de uma entidade filantrópica. No momento, ainda não é possível calcular o valor aproximado dos prejuízos. A área foi isolada para retirar dos destroços.

Além dos danos no imóvel, documentações e prontuários de pacientes foram consumidos pelas chamas. Equipamentos também foram destruídos, incluindo aparelhos de fisioterapia e computadores recebidos em doação há aproximadamente sete meses. A APD atendia cerca de 150 pessoas diariamente. Eram mais de 3 mil atendimentos mensais. Inclusive, 20 novos pacientes começariam a serem atendidos na quinta-feira.

A Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, expressou “profunda tristeza” com o incêndio. O espaço era responsável por atender pacientes ortopédicos e neurológicos crônicos. Administração Municipal ressaltou que a APD detinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A secretária de Saúde, Flávia Rossi, se reuniu ainda na manhã de quinta-feira com representantes da associação, a fim de discutir quais serão as medidas a serem adotadas neste momento.

“Estamos checando os termos jurídicos e legais para definir o que podemos fazer. Na medida do possível o que for legal iremos trabalhar e acolher os pacientes. Peço a compreensão de todos neste momento, nunca nos deparamos com uma situação tão trágica como essa”, ressaltou a secretária de Saúde, Flávia Rossi.

A Secretaria de Saúde orienta que os pacientes atendidos na APD procurem o Centro de Reabilitação em Traumatologia no Centro de Especialidades Médicas (CEM), localizado na Avenida Professor Adib Chaib, 1001, na Vila São José, para receber orientações acerca do agendamento das consultas e a sequência do tratamento. Paralelo a isso, a equipe do Centro de Reabilitação entrará em contato com as famílias dos pacientes também visando reagendar o atendimento.

Como o incêndio destruiu também os prontuários dos pacientes, a identificação de cada diagnóstico deve ser ainda mais difícil. “Vamos ter que promover um pente fino junto à equipe administrativa e técnica (de Traumatalogia) da Prefeitura, da associação e pontuar quem são os pacientes, quais as prioridades. Temos que olhar para frente. Tanto a secretaria como a equipe da associação estão em busca de um novo espaço”, frisou Flávia Rossi.



Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top