Assembleia fora do Vail Chaves elege Bernardi presidente

Diego Ortiz

Realizadas na área externa aos portões do Estádio Vail Chaves, por impedimento de ocorrer no setor interno, duas assembleias gerais extraordinárias decidiram a destituição do presidente Luiz Oliveira e a eleição por aclamação de João Carlos Bernardi para a presidência do Mogi Mirim, de forma provisória até o final de 2019. As assembleias foram realizadas nas noites de segunda e terça-feira, contando, segundo as atas, com 33 participantes no primeiro dia e 30 no segundo. A eleição definiu João como presidente até dezembro de 2019, quando encerraria o mandato de Luiz. Em novembro, haverá novas eleições para o biênio de 2020/2021. 

A convocação foi feita por associados antigos via edital, publicado pelo grupo da chapa eleita, Amigos do Mogi – Reage Mogi, a única a concorrer. Diferente do que havia dito de que nada faria contra a assembleia por considerá-la um devaneio, Luiz viajou até Mogi para impedir a realização da reunião na área interna do Vail e esteve no estádio nos dois dias.

Ontem, o grupo protocolou as atas em cartório e há um prazo de até 15 dias para retorno. Após o esperado registro, outros passos são comunicar as entidades desportivas, notificar extrajudicialmente Luiz sobre a destituição e, então, buscar amigavelmente a entrega da presidência ao novo grupo, algo descartado por Oliveira, que não reconhece a validade dos atos por entender que os participantes não são associados. Caso não consigam a presidência de forma amigável, o grupo estuda tomar medidas coercitivas e judiciais para Bernardi assumir, de fato, o comando. A validade das assembleias pode ser discutida na Justiça.

As assembleias foram abertas por Bernardi. O advogado Alcides Pinto da Silva Júnior Alcides atuou como secretário. Na segunda-feira, foi definida a destituição de Luiz, por unanimidade. Como Luiz não se fez presente e nem enviou representante, Alcides, embora opositor, promoveu, para cumprir o protocolo, uma defesa do dirigente, com argumentos contra a destituição. Entre os argumentos esteve o de que Luiz sempre lutou pelo melhor do clube, mas foi infeliz com parcerias e prejudicado pelas condições do país. Alcides classificou Luiz como vítima do sistema e pediu nova oportunidade para o dirigente resgatar o clube que tanto ama, o que foi encarado com zombaria nos bastidores. Em seguida, Luiz foi destituído. Na terça-feira, a destituição foi confirmada por unanimidade e Bernardi eleito por aclamação. 

Em seu discurso, Bernardi frisou que sua gestão irá iniciar um levantamento da situação do clube, iniciar tratativas com a Federação Paulista de Futebol e CBF para retomada nas competições e, ao final do mandato, apresentar um diagnóstico e um planejamento para um maior período de tempo. Apoiador do grupo, o ex-presidente do Conselho Deliberativo do Mogi na Era Barros, Luiz Adorno, o Luizinho, lembrou que a idéia é recadastrar os antigos sócios e cadastrar novos e falou da necessidade de uma pequena colaboração mensal como mensalidade. Filhos de Wilson Barros, Danilo, Marcos, Leandra e Márcia estiveram presentes.

A chapa eleita tem João Bernardi como presidente, Celso Semeghini como vice, José Marcos Dellafina de Oliveira como presidente do Conselho Deliberativo, formado ainda por Fábio Augusto Adorno, Ernani Gragnanello, Henrique Stort e Luiz Guarnieri. Os membros do Conselho Fiscal são Aloizio Cortez, Nilson Albano Pulz, Pedro Paulo Brandão, com os suplentes Ivan Bonatti, Pauloroberto Silva e Rogério Manera.

A chapa eleita teve João Bernardi como presidente (Foto: Diego Ortiz/A COMARCA)

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