Mirlene Picin é a maior medalhista brasileira da história em campeonatos sul-americanos

Diego Ortiz

A maior medalhista brasileira da história em competições sul-americanas de esportes olímpicos entre homens e mulheres é, agora, de Mogi Mirim. A esquiadora Mirlene Picin superou a marca de 30 medalhas da nadadora Piedade Coutinho e se tornou a maior vencedora, com 32 conquistas, de 2009 a 2019. Falecida em 1997, aos 77 anos, Piedade tinha 30 medalhas na natação em diferentes provas da modalidade.

A marca de Mirlene foi alcançada com três bronzes na segunda etapa do Campeonato Sul-Americano de Biathlon 2019, realizada de 28 a 30 de agosto, no centro de ski de Cerro Otto, em Bariloche, na Argentina. O biathlon é uma modalidade olímpica de inverno que une duas disciplinas: ski cross country e o tiro com rifle 22.

Anteriormente, a mogimiriana contabilizava 28 medalhas e com as últimas três, da Argentina, o número chegaria a 31, já superando Piedade. No entanto, a atleta havia deixado de contabilizar uma medalha de prata de 2010, no Chile, depois confirmada, tendo, então 29 antes do Sul-Americano de 2019, o que fez, agora, o número chegar a 32.

Piedade divide com Joanna Maranhão a marca do melhor resultado da história da natação feminina de piscina do Brasil em Olimpíadas. Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, na Alemanha, obteve a quinta posição, colocação de Joanna em Atenas, na Grécia, em 2004. Piedade também disputou as Olimpíadas de 1948 e 1952. Na terceira posição em conquistas de medalhas em competições sul-americanas de inverno está justamente Joana Maranhão, com 24.

PROVAS
No dia 28, Mirlene competiu no sprint de 7,5 quilômetros com duas paradas de tiro, uma deitada e outra em pé. No dia 29, a prova foi a perseguição, de 10 quilômetros com quatro paradas de tiro, duas deitadas e duas em pé. A prova é denominada perseguição em função da ordem de largada estar relacionada ao resultado do dia anterior, do sprint.
No dia 30, a prova foi a largada em massa, em que todos largam juntos, com 12,5 quilômetros, envolvendo quatro paradas de tiro, duas deitadas e duas em pé.
Com o resultado, Mirlene terminou o Sul-Americano na terceira colocação.

CHILE
Na primeira etapa, em Portillo, no Chile, também em agosto, Mirlene havia conquistado três pratas. As conquistas foram nas provas de Sprint de 3 quilômetros com duas paradas de tiro; pursuit de 5 quilômetros com quatro paradas de tiro e Mass Start de 5 quilômetros  com quatro paradas de tiro. Estas três medalhas, Mirlene não contabilizou para a contagem de medalhas sul-americanas de inverno, pois em função de questões climáticas, a competição foi reformulada. A primeira etapa acabou sendo um cross biathlon de verão, pois, de forma surpreendente, o local onde a prova ocorreria ficou sem a habitual neve. Desta forma, em vez de envolver o ski, as provas foram de corrida com tiro de rifle 22.

Como na maioria dos anos, Mirlene foi a única civil do Sul-Americano, que teve todos os outros competidores militares. Mirlene é patrocinada pela Visafértil e AJP Motos Brasil, além de contar com apoio da Murilhas Comunicação, Hospital 22 de Outubro, Mediphacos, Explosão Nutrition e Ibeas Academia.

Mogimiriana faz história ao chegar a marca de 32 medalhas (Foto: Arquivo pessoal)


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