Justiça restabelece PSL de Mogi Mirim

Flávio Magalhães

A Justiça determinou, em caráter liminar, que o diretório estadual do Partido Social Liberal (PSL) restabeleça a comissão da legenda existente em Mogi Mirim. Por decisão do presidente estadual da sigla, deputado federal Eduardo Bolsonaro, o “filho 03” do presidente da República Jair Messias Bolsonaro, o diretório municipal foi dissolvido no dia 7 de outubro.

No entanto, a juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves, da 4ª Vara da Comarca de Mogi Mirim, entendeu, em sentença proferida na quarta-feira, 30, que a direção estadual do PSL não observou o estatuto do partido. Mais que isso, atentou para o fato de que, segundo as regras estabelecidas na própria legenda partidária, uma comissão executiva estadual não tem poder para dissolver um diretório municipal.

Diante disso, a magistrada deu um prazo de cinco dias para que o PSL de São Paulo restabeleça a comissão municipal em Mogi Mirim, sob pena de multa diária de R$ 500, até o limite de R$ 10 mil. Outros diretórios dissolvidos por Eduardo Bolsonaro, como os de Americana e Campinas, também conseguiram o mesmo direito na Justiça.

RELEMBRE
Conforme A COMARCA noticiou em primeira mão, o presidente do PSL em Mogi Mirim, Jarbas de Gusmão Caroni, acredita que a dissolução do diretório municipal se trata de uma perseguição, levada a cabo por pessoas com influência junto à família Bolsonaro, como o deputado Gil Diniz e Renato Bolsonaro, irmão do presidente da República. Isso porque todas as comissões destituídas no estado tinham em comum uma proximidade de suas lideranças com o senador Major Olímpio, ex-presidente estadual do PSL, e outros nomes do partido.

“Somos a favor do governo Bolsonaro, mas devemos lealdade ao senador Major Olímpio e à deputada Janaína Paschoal”, frisou Caroni para A COMARCA, na ocasião. O próprio Eduardo Bolsonaro comentou a polêmica em sua página no Twitter, há aproximadamente um mês. “Nos locais em SP onde houver judicialização do PSL municipal, apoiaremos candidatos de outros partidos ou ninguém, simples. Não vamos apoiar alguém só porque é do PSL, nosso público não é assim”, escreveu. “E seguiremos derrubando diretórios não alinhados”, garantiu.

Jarbas, presidente do PSL de Mogi Mirim (ao centro), com o senador Major Olímpio e o deputado federal Coronel Tadeu


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