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Novo golpe já deu prejuízo de R$ 42 mil a aposentados

Uma nova modalidade de estelionato está desafiando os investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Mogi Mirim. Nos últimos dias, mais de R$ 42 mil foram levados de três vítimas da cidade, na chamada “Fraude do Motoqueiro”.

Ainda não se sabe como, mas bandidos grampeiam o telefone fixo da vítima e ligam dizendo tratar-se de funcionários do banco onde ela tem conta. Em seguida, os estelionatários “alertam” a vítima sobre a clonagem de seu cartão e que é preciso fazer o cancelamento urgente.

Pedem para que a pessoa ligue imediatamente para um telefone 0800, existente atrás dos cartões de crédito. Ao fazer isso, a vítima acaba falando com os mesmos golpistas, só que agora simulando serem atendentes de um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do banco.

Após “acalmarem” as vítimas, eles afirmam que um motoboy do banco passará na casa da correntista para pegar os cartões para poder cancelá-los. Foi o que aconteceu com um idoso de 81 anos, que, na manhã da última quarta-feira, 20, não percebeu o golpe e entregou o cartão do Itaú para o “motoqueiro do banco”, juntamente com a senha de acesso à conta corrente.

Ele também foi orientado a fornecer outros dados para “facilitar” o desbloqueio. Naquele mesmo dia, ao checar a conta, o aposentado deu por falta de R$ 3,6 mil.  A vítima está inconformada, uma vez que ligou para o 0800 de seu cartão e mesmo assim caiu no golpe.

R$ 30 MIL
Também esta semana, um senhor de 91 anos foi vítima da “Fraude do Motoqueiro”. O prejuízo dele foi de R$ 8,5 mil e só não foi maior porque o Banco do Brasil suspeitou da movimentação atípica na conta do aposentado e suspendeu os saques. Ele também confirmou que, ao ligar para o 0800, achou que estava falando com funcionários do banco e não desconfiou de nada.

Prejuízo maior teve uma aposentada de 60 anos, que entregou o cartão do Itaú para um motoboy e, mais tarde, descobriu um rombo de R$ 30 mil em sua conta. Ela também recebeu uma ligação dizendo que o cartão havia sido clonado e que precisava bloqueá-los imediatamente.

Ela recorda que o número da primeira chamada era com DDD de São Paulo (11) e o telefone era 2005-1525. O SIG já investiga a origem e o possível dono dessa linha telefônica. Já os bancos esclarecem que jamais, em nenhuma hipótese, utilizam motoboys em seus serviços bancários.

MÚSICA DE FUNDO
O que mais intriga os policiais é a interceptação do telefone da vítima e como os grampos estão sendo feitos. Uma hipótese é o grampo feito a partir de equipamentos eletrônicos de última geração. A sofisticação dos estelionatários é tanta que, em pelo menos um dos casos, eles usaram até música de espera no telefone, com propaganda do banco.

Esse fato foi confirmado por um técnico em informática de 31 anos que, na quarta-feira, 20, recebeu uma chamada do banco Inter, informando sobre tentativas de saque em sua conta corrente. Os golpistas sugeriam que ele fizesse um recadastramento de seus dados bancários.

Como a agência fica em São Paulo, os “bancários” pediram para a vítima mandar os dados por meio de SMS e confirmar a senha no teclado do telefone.

Algumas horas mais tarde, ele desconfiou que pudesse estar sendo vítima de um golpe.
Ao checar a conta, percebeu que haviam sacado R$ 400 e depositado em uma agência do Bradesco, também na capital. O nome do correntista é mantido em sigilo pela polícia.



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