Vigia é executado a tiros em Martim Francisco

Um vigia noturno foi executado na madrugada desta quarta-feira, 27, no distrito de Martim Francisco, por dois desconhecidos. Segundo o que a polícia apurou até o momento, Vitor Eloi Vital Garcia, 27, trabalhava em uma empresa de segurança do distrito.

Por volta das 2h da madruagada, Garcia foi chegar o disparo de um alarme em um supermercado localizado à rua Mário Piovesani e, ao parar em frente ao estabelecimento, foi surpreendido por dois homens que chegaram a pé e começaram a disparar contra ele.

Pela câmera de vigilância do supermercado, é possível observar que foram disparados, ao menos, seis tiros contra o vigia, que morreu no local. Testemunhas afirmam que no corpo dele havia três ferimentos causados por arma de fogo.

Ainda observando as imagens da câmera de segurança, é possível notar um dos homens efetuando cinco disparos de revólver contra o vigia. Já o comparsa, que parece estar com uma arma longa, tipo escopeta, deu apenas um tiro.

Outras testemunhas ouvidas pela polícia acreditam que os assassinos, antes de armarem a emboscada contra Garcia, teriam forçado a entrada no supermercado para disparar, propositalmente, o alarme.
Isso faria com que o vigia fosse até o local checar a segurança do estabelecimento. E foi o que realmente aconteceu. Garcia chegou em frente ao supermercado e sequer teve tempo para reagir, sendo alvejado ainda em cima da moto.

O caso é tratado pela polícia como execução, já que nada foi roubado da vítima, nem mesmo a Honda Bros NXR 150, vermelha, usada para as rondas no distrito. Após a execução, os dois assassinos fugiram a pé por uma praça existente ao lado do supermercado.

Vitor Garcia, de 27 anos, foi morto em frente a um supermercado no distrito de Martim Francisco


CONEXÕES
Este crime pode estar ligado a outro homicídio, envolvendo o próprio vigia, no qual o caminhoneiro Maurício Ramos de Freitas, 26, foi morto no distrito de Martim Francisco, no dia 30 de abril deste ano. Na ocasião, Garcia alegou legítima defesa, já que Freitas estava ameaçando uma amiga dele, que tinha um filho com o caminhoneiro, fruto de um breve relacionamento.

No dia do crime, por volta das 23h, a moça ligou para o vigia e pediu ajuda, afirmando que o ex-namorado a estava ameaçando de morte. Quando ele foi à casa da amiga, encontrou Freitas armado. Eles acabaram entrando em luta corporal e Garcia alegou que, na tentativa de desarmar o suporto agressor, a arma teria disparado e atingido o caminhoneiro, que acabou morrendo na Santa Casa.

Um policial militar que passava pelo local corroborou a versão de Garcia, que sempre alegou legítima defesa. A moça que estava sendo intimidada pelo caminhoneiro encaminhou vários “prints” de whatsapp à Delegacia da Mulher com as ameaças sofridas por parte do ex. Também a época, o vigia entregou um revólver Taurus 38 à polícia.

Confira as imagens da câmera de monitoramento feitas no momento do crime:



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