ICA entre as 100 melhores ONGs do Brasil

Ana Paula Meneghetti

Buscar fazer melhor e ser melhor. Com 22 anos de existência, essa sempre foi a meta da Instituição de Incentivo à Criança e ao Adolescente (ICA) de Mogi Mirim. Em 2018, o ICA estava entre as 200 melhores Organizações Não Governamentais (ONGs) do Brasil. Em 2019, subiu de posição, figurando entre as 100 melhores ONGs do país.

A premiação foi realizada na noite do dia 18 de novembro, no Teatro Safra, em São Paulo, pelo Instituto Doar, a agência O Mundo Que Queremos e a Rede Filantropia, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Em sua terceira edição, o prêmio, também conhecido como o “Oscar do Terceiro Setor”, reconhece as ONGs que mais se destacam pela transparência e gestão em suas atuações.

Parte da equipe do ICA, no noite de premiação em São Paulo (Foto: Divulgação)

Neste ano, o prêmio avaliou 757 organizações, levando em conta 47 critérios, como estrutura administrativa e financeira, a presença de conselhos de gestão, captação de recursos e transparência. Além das 100 melhores ONGs atuantes no Brasil, o guia também classifica as melhores entidades por região e ramo de atuação: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Esporte, Criança e Adolescente e Desenvolvimento Local.

Nesse caso, o ICA recebeu a premiação principal e ainda o prêmio de finalista da melhor prática na sua área de atividade. “Ambos os reconhecimentos, em uma mesma noite, nos faz perceber que o caminho trilhado nesses 22 anos de história do ICA é a nossa maior conquista. Os aprendizados, as transformações, o crescimento e as vitórias são frutos de muita dedicação, compromisso, transparência e, acima de tudo, crença no potencial humano. Um sonho compartilhado e construído com muitas pessoas e que, hoje, se consolida através destas premiações”, declarou a fundadora e atual conselheira administrativa do ICA, Tarcísia Mazon, em nota à imprensa.

Ao lado do ICA, entre as organizações vencedoras desta edição, estão nomes como a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), Fundação Amazonas Sustentável, BrazilFoundation e Instituto Ronald McDonald. Desde sua fundação, o trabalho do ICA tem como impulso o ser humano, visando à transformação humana e social de crianças e adolescentes, que encontram na instituição outras opções proporcionadas por meio de novas experiências, como o acesso espetáculos e viagens, por exemplo. “Essa injustiça social nos incomoda. E isso é o que nos move”, destacou a fundadora, em entrevista ao jornal A COMARCA.

ICA teve destaque em dose dupla na premiação
(Foto: Divulgação)
O prêmio “Melhores ONGs” foi criado para ajudar doadores, patrocinadores e voluntários a conhecer melhor as organizações que trabalham pelo benefício da sociedade. Ao todo, 300 mil ONGs estão ativas no Brasil. Tarcísia acredita que esse reconhecimento funciona como um selo de qualidade, pois confere visibilidade ao projeto e abre portas.

“Que esta premiação, assim como toda a história do ICA, torne ainda mais perene as parcerias já existentes e nos aproxime de novos parceiros, ampliando essa rede do bem cada vez mais”, comentou. Para o ano de 2020, a fundadora quer mais: projeta estar entre as dez melhores organizações do país e atender mais 200 crianças.

UM POUCO SOBRE O ICA
O ICA é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1997, que tem no circo sua principal ferramenta de atuação. A partir da arte circense, diversas possibilidades surgem no desenvolvimento humano de crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social no município. Segundo Tarcísia, a principal missão é “formar gente boa” e ser um celeiro de jovens que atuem, futuramente, na própria comunidade. “A arte é usada como ferramenta e não como fim. No ICA, 30% do quadro de funcionários é composto por ex-alunos”, completou a fundadora.

Nos anos 90, o projeto começou com 40 atendimentos. Atualmente, disponibiliza 650 vagas para crianças, adolescentes e jovens de 6 a 24 anos, atuando também junto à população mogimiriana por meio de projetos complementares e prestando assessoria, como referência de serviço, para outras instituições. De forma descentralizada, promove o atendimento em sua sede e unidades periféricas parceiras, tais como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e escolas municipais.

Outro diferencial é que o ICA oferece, em conjunto com a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Dona Sinhazinha, a pedagogia Waldorf, democratizando um ensino de alto custo. Nesse modelo de pedagogia, a arte é usada como instrumento educacional. A iniciativa, com duração de três anos, é patrocinada pelo Instituto Mahle, que investe R$ 100 mil, anualmente, para pagar os educadores.

NOVA UNIDADE
Recentemente, a Prefeitura fez a doação de uma parte da área do Núcleo Integrado de Atividades Sociais (Nias), de aproximadamente 2.500 m², na zona Leste, para a instituição. Com isso, nos próximos anos, o ICA passará a ter mais uma unidade própria, ocupando um espaço, até então, abandonado e potencializando suas estratégias de desenvolvimento integral com crianças, adolescentes e jovens, além de ampliar sua atuação no fortalecimento territorial. A doação do terreno foi aprovada pela Câmara Municipal e reuniões com lideranças do bairro já foram feitas. “Há uma grande demanda na área. Será um trabalho desafiador, mas de grande impacto”, destacou a fundadora do ICA.

A história do ICA é premiada e reconhecida em diversos momentos

2000 – Finalista do Prêmio Criança 2000 - Fundação Abrinq;
2005 – Semifinalista Regional Prêmio Itaú-Unicef;
2007 – Finalista Nacional do Prêmio Itaú-Unicef;
2010 – Apoio Criança Esperança;
2011 – 1º Lugar Categoria Grande Porte Nacional - Prêmio Itaú-Unicef;
2015 – ICA selecionado como Organização da Sociedade Civil (OSC) formadora de educadores de circo social da região sudeste pela Rede Circo do Mundo Brasil, vinculado ao Cirque du Soleil;
2017 – Projeto Garatujas Vencedor Regional - Prêmio Itaú-Unicef;
2018 – Entre as 200 melhores ONGs do Brasil pelo Instituto Doar/Revista Época;
2019 – Entre as 100 melhores ONGs do Brasil pelo Instituto Doar/Revista Época.

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