Ruas acumulam galhos e entulhos

Ana Paula Meneghetti

Tênis, carteira, pia, telhas, madeira, isopor, plástico, gaveta, panos, garrafas de vidro, fios, além de folhas de vegetação seca. Esses são alguns objetos que podem ser encontrados em um dos pontos da Rua Eliza Mansur Pierobon, no Jardim Nova Santa Cruz, região da zona Oeste de Mogi Mirim. O lixo acumulado fica próximo a um terreno, parcialmente fechado, tomado pelo mato alto devido à situação de abandono.

Na Avenida da Saúde, zona Oeste, até uma privada estava jogada em calçada (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Ainda na mesma rua, a reportagem de A COMARCA contou que, a cada 50 metros, tem um monte de entulhos e galhos, já secos, nas calçadas. Os moradores relataram que esperam há mais de cinco meses pelo recolhimento dos detritos. Segundo uma moradora, a Vigilância Sanitária (VS) passou em sua casa, nessa semana. “Disse que tem dois casos de dengue no bairro”, contou a munícipe, que preferiu não se identificar.

Fios, gaveta, isopor são alguns dos materiais
encontrados em rua (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
Ela chegou a fazer reclamações para a equipe da Vigilância sobre a situação da rua e foi orientada a ligar no setor de Limpeza Pública da Prefeitura. “No dia em que liguei, ninguém atendeu, mas vou tentar novamente”, afirmou a moradora. A Rua Cézar Henrique Costa passa pelo mesmo problema. Nesta via, foram contabilizados oito pontos de sujeira aglomerada.

Contudo, o cenário não é exclusivo do Jardim Nova Santa Cruz. Isso porque o serviço de limpeza se mostra deficiente também em outras áreas da zona Oeste. Na Avenida da Saúde, no bairro Saúde, por exemplo, até um vaso sanitário e um travesseiro estavam jogados na calçada, em frente uma residência.

EXPLICA
Em nota, a Secretaria de Serviços Municipais apenas informou que as atividades foram efetivadas recentemente na zona Oeste. Hoje, de acordo com a pasta, os trabalhos são executados na zona Leste e, na sequência, serão realizados na zona Sul – região do Maria Beatriz. A secretaria ainda esclareceu que cumpre um cronograma de trabalho conforme a demanda dos serviços, “seguindo um parâmetro de atendimento por regiões do município”.

Quanto à dengue, com o aumento dos casos e a possibilidade de uma epidemia prevista pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), a Prefeitura fez, na última quarta-feira, 4, uma reunião com todas as secretarias municipais com o objetivo de discutir sugestões de estratégias para o aperfeiçoamento da Operação Zero Aedes Zero Sujeira, coordenada pela VS.

No caso dos terrenos, a Administração notifica o proprietário a promover a limpeza do imóvel, conforme prevê o artigo 2º da Lei 5223/2011, sob pena de multa e posterior execução do serviço pelo Município. Na limpeza de imóveis abertos, fechados total ou parcialmente, edificados ou não, é vedado o uso de fogo.

Por fim, a Secretaria de Serviços Municipais solicitou a conscientização da população quanto ao descarte de materiais, uma vez que em muitos locais, logo após a coleta e limpeza da área, os munícipes voltam a deixar lixo, mesmo com a presença de placas proibindo o descarte. “A população pode ainda colaborar ao disponibilizar materiais na Unidade de Resíduos Recicláveis (URR), de segunda-feira a sábado, no antigo DSM”, orientou a pasta.

Monte de galhos e vegetação seca na Rua Eliza Mansur Pierobon; moradores esperam há mais de 5 meses pelo serviço de limpeza (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

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