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Vereador acusado de usar atestados falsos

Flávio Magalhães

Uma representação feita à Câmara Municipal de Mogi Mirim acusa o vereador Samuel Cavalcante (PR) de possivelmente se utilizar de atestados médicos falsos para justificar ausências em sessões legislativas. A denúncia é assinada pelo empresário Emanuel Axel Lucena da Silva, o mesmo autor das acusações de “rachadinha” contra o parlamentar feitas à Comissão de Ética da Casa de Leis.

A denúncia anexa quatro atestados, assinados por dois médicos diferentes. O primeiro é datado de 9 de abril de 2018, dado por um cardiologista de Pedreira, atestando que o vereador foi acometido por uma cólica nefrética (dor causada por disfunção renal). Em 17 de junho de 2019, Samuel apresentou outro atestado assinado pelo mesmo médico, dessa vez constatando uma infecção intestinal viral.

Os outros dois atestados são assinados por uma pediatra que mantém um relacionamento estável com o vereador. O primeiro deles foi apresentado em 5 de novembro de 2018, alegando que Samuel sofria de diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. O segundo foi dado em 26 de agosto deste ano, em papel timbrado da Prefeitura e com carimbo da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Maria Beatriz, e também menciona diarreia e gastroenterite.

O denunciante chama a atenção para a proximidade afetiva entre vereador e médica e para o fato de ambos os profissionais não serem especialistas nas enfermidades em que Samuel foi diagnosticado nos atestados. Por isso, pede à Câmara que investigue se os médicos que assinam os atestados estavam, de fato, de plantão nas datas mencionadas, alegando que há indícios de fraude.

Segundo apurou a reportagem de A COMARCA, a representação contra Samuel Cavalcante deve ser encaminhada à Procuradoria Jurídica do Legislativo, para análise e providências necessárias. O vereador responde atualmente a um processo na Comissão de Ética da Câmara Municipal por suposta prática de “rachadinha”, isto é, apropriação de parte dos salários de seu ex-assessor parlamentar. A defesa do parlamentar foi protocolada ontem, 6.

OUTRO LADO
Em contato com A COMARCA, Samuel declarou que ainda não foi notificado sobre o teor da denúncia e que prefere tomar ciência das acusações para se manifestar. De início, adiantou apenas que defende a integridade profissional de ambos os médicos citados na denúncia, com quem costuma se consultar. O vereador deve se manifestar assim que for notificado sobre a denúncia.

Vereador ainda não foi notificado e, por isso, não se manifestou (Foto: Arquivo/A COMARCA)



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