Apaixonada, mulher cai em golpe e envia 3 mil dólares a falso médico

Uma pessoa apaixonada é capaz de cometer verdadeiras loucuras. É o caso de uma mogimiriana, de 44 anos, que se apaixonou por um suposto médico do exército norte-americano, que estaria servindo em Cabul, capital do Afeganistão. Ela conheceu Ronald Willian, nome que o tal médico se apresentou, no aplicativo “Hangouts”, há alguns meses.

Os dois passaram a conversar e trocar informações quase que diariamente e acabaram se apaixonando. No entanto, no último dia 20, Willian teria dito à namorada virtual que estaria sendo chantageado por um diplomata afegão, que não queria deixá-lo sair do país com suas economias.

Ainda de acordo com esse médico, o diplomata pedia certa quantia em dólares para não denunciá-lo por lavagem internacional de dinheiro e liberar uma caixa onde estaria cerca de US$ 1,1 milhão (R$ 4,8 milhões) ou “a economia de uma vida inteira”, como enfatizava Willian.

A namorada não teve dúvida. De uma agência do Banco do Brasil, no Paraná, ela enviou US$ 3 mil (R$ 13,2 mil) para uma conta em nome de Mubarak Saeed Musah, o suposto diplomata. Logo em seguida, Willian confirmou o recebimento, mas disse que precisaria de outros US$ 11 mil (R$ 48,4 mil) para que pudesse ter acesso à caixa contendo sua pequena fortuna.

DESCONFIOU
Mais uma vez, a namorada já se preparava para enviar o dinheiro. Desta vez, a remessa internacional seria feita para outra pessoa, Mathapetro Siko, de uma agência do Santander, em São Paulo. Por sorte, a mulher resolveu checar o CPF de Siko e descobriu que o número era idêntico ao da primeira transferência.

Ao perceber que havia sido vítima de um golpe, na última sexta-feira, 24, ela cancelou o envio dos US$ 11 mil e, ao chegar a Mogi Mirim, foi até à Delegacia Central, onde registrou um Boletim de Ocorrência de estelionato.

Há algumas semanas, uma reportagem do Fantástico (TV Globo) exibiu um grupo de mulheres brasileiras que, literalmente, caçam estelionatários que agem em redes sociais, mundo afora. Uma das dicas dada por elas é para sempre desconfiar de pedidos de dinheiro, que normalmente vêm acompanhados de “estórias” comoventes, de pessoas pobres, crianças abandonadas, mulheres doentes, etc.


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