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Colorindo Vidas

Ana Paula Meneghetti

Colorir mais rindo. Quando duas palavras unidas se transformam em ação para levar amor e cor para mais de 100 idosos. O projeto Colorrindo nasceu de um hobby e logo virou a missão de vida da voluntária Erika Rodrigues. Ela, que sempre atuou profissionalmente no mundo das finanças, nunca escondeu a paixão pelo passatempo predileto: colorir.

A atividade, até então realizada como forma de lazer, passou a ter um papel fundamental na vida de várias pessoas assistidas por seis entidades de Mogi Mirim e duas de Mogi Guaçu. “Eu quis compartilhar essa sensação boa com os idosos porque eles são os mais esquecidos, em todos os campos”, afirmou à reportagem de A COMARCA.

Projeto, que nasceu de um hobby, leva amor, cor e arranca sorrisos de mais de 100 idosos assistidos em lares de Mogi Mirim e Mogi Guaçu (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

Tudo começou em fevereiro de 2016, perto de sua casa, no Instituto Coronel João Leite, região central da cidade. Até hoje, o projeto é realizado quinzenalmente na instituição. Foi nesse mesmo local que Erika conheceu aquela que seria o seu “braço direito” no Colorrindo. Há dois anos, a também voluntária Marcia Antonia Teixeira Machado ajuda a colorir vidas.

Marcia recordou o momento em que visitava a amiga da mãe no Coronel João Leite e viu Erika junto aos idosos, colorindo os desenhos. “Trocamos telefone. Depois, mandei uma mensagem dizendo que queria participar. Até me arrepio”, lembrou, emocionada, a aposentada da área de produção. Além da amiga, Erika ainda conta com o total apoio do marido, o fotógrafo Marcos Leandro. “Como eu não dirijo, é ele quem me leva para todos os lugares”, comentou.

Desde então, a iniciativa foi crescendo e chegou a outros lares. Em média, as voluntárias passam cerca de três horas com os idosos, distribuindo não só desenhos e lápis de cor, mas também muito carinho e atenção. “E tem gente que acha que é só pintar”, desabafou Erika. Para fazer parte do Colorrindo é preciso ter comprometimento. Faça sol ou chuva, calor ou frio, elas estão sempre empenhadas na missão.

Embora as entidades já contem com uma estrutura de profissionais da saúde, Erika acredita que o projeto veio para somar, uma vez que a pintura pode ser considerada como uma forma de terapia contra a depressão, além de melhorar o humor e a convivência entre as pessoas.

“A fisionomia muda. Eles (os idosos) se abrem, choram, contam piada. Tem uma idosa que até começa a cantar”, completou Marcia. As voluntárias resumiram o trabalho em uma única palavra: gratificante. O Colorrindo transformou a vida da Erika e da Marcia e trouxe novos amigos. Ser uma pessoa melhor; é esse o sentido.

AÇÕES
Mensalmente, o projeto atende os idosos dos lares São Francisco, Santo Antônio, Emanuel, da Vila Vicentina, do Abrigo Espírita Juca de Andrade (Vila Paim) e das unidades I e II do Lar da Terceira Idade Padre Longino, em Mogi Guaçu. Ainda são feitas visitas esporádicas e doações de desenhos na Associação da Pessoa com Deficiência (APD) e, desde o ano passado, na Pastoral da Pessoa Idosa da Paróquia São Benedito. Os desenhos também são entregues para os pacientes do setor de Hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Mogi Mirim.
                             
As pinturas, que sempre trazem temas referentes às datas comemorativas do ano, como Natal, Dia das Mães, Carnaval etc., ainda vão para os murais das instituições e, uma vez por ano, são reunidas em uma exposição no Centro Cultural Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva e no Centro Municipal de Aperfeiçoamento do Magistério Antônio de Souza Franco, conhecido como Estação Educação.

COMO AJUDAR?
Quem se interessar pelo projeto e quiser ajudar, existe um financiamento coletivo. Basta acessar o endereço www.apoia.se/projetocolorrindo. O valor mínimo de contribuição é de R$ 10. Para colaborar com outros valores através de contas bancárias, entre em contato com Erika Rodrigues, na página do projeto, no Facebook (Projetocolorrindo).

Doações de lápis de cor, giz de cera, canetinha, papel sulfite e apontador com depósito também são aceitas. Todos os materiais doados, especialmente os lápis, passam por uma triagem. Alguns recebidos acabam até sendo repassados para outros setores, como a pediatria de hospitais. Para saber mais, acesse também o Instagram e canal no YouTube do Colorrindo  (Projetocolorrindo).


Voluntárias e idosos da Vila Vicentina, em Mogi Mirim, durante momento do Projeto Colorrindo (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)

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