Pai de motociclista acidentada acusa médico por negligência

A família da frentista Aline Lima da Silva, 22, moradora do Jardim Planalto (Zona Sul), acusa um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de negligência, por não ter percebido uma grave lesão na perna da jovem, após um acidente de moto ocorrido no último dia 12.

Segundo o pai de Aline, Edcarlos Antônio da Silva, 42, naquele dia, por volta das 13h30, quando a filha passava com sua Honda Twister 250 pela Rodovia dos Agricultores (Mogi Mirim/Artur Nogueira), na altura do quilômetro 8, acabou perdendo o controle do veículo ao passar por um buraco.

A frentista acabou caindo e sofrendo vários ferimentos. A frentista foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à UPA. Naquela unidade de saúde, o médico plantonista pediu exames de raio-x, medicou a paciente e limpou os ferimentos aparentes.

Porém, ainda de acordo com o pai, ao chegar em casa, ao tirar a calça que usava e que estava toda rasgada e encharcada de sangue, a moça constatou que em sua perna havia um corte profundo, que não foi percebido no primeiro atendimento na UPA.

Imediatamente, a frentista foi encaminhada ao Hospital 22 de Outubro, onde precisou levar cinco pontos internos e 12 externos no corte da perna. O pai de Aline também registrou um boletim de ocorrência contra o médico da UPA na Delegacia Central, mas descartou processá-lo.

“Quero apenas que minha filha se recupere e fique bem”, disse à reportagem de A COMARCA. Ele acrescentou que ficou chateado com o atendimento prestado à sua filha na UPA, pois, segundo ele, havia um corte profundo, com muito sangue e, apesar disso, o médico não detectou esse ferimento. “Espero que isso não ocorra com outras pessoas”, finalizou.

Em nota, a Prefeitura informou que Aline Lima recebeu atendimento médico necessário, inclusive com exames raio-x, e que o resultado de outros exames ainda eram aguardados, quando ela deixou aquela unidade de saúde sem autorização ou alta médica.

Familiares dizem que corte profundo não foi percebido no primeiro atendimento na UPA (Foto: Divulgação)

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