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Vereadores querem afastar Flávia Rossi com base em processo de 2018

Flávio Magalhães

Os vereadores André Mazon (PTB), Tiago Costa (MDB) e Maria Helena Scudeler de Barros (PSB) estão solicitando o afastamento da secretária de Educação Flávia Rossi. O motivo é um processo em andamento desde 2018 na Justiça de Itapira por improbidade administrativa movido contra Flávia, que exerceu função semelhante na cidade vizinha.

Na última quinta-feira, 23, André Mazon entregou ao Ministério Público de Mogi Mirim um requerimento em que pede o afastamento cautelar de Flávia Rossi de suas funções na Prefeitura. No mesmo dia, Tiago Costa e Maria Helena assinaram um ofício encaminhado ao prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) solicitando o afastamento imediato da secretária de Educação “até que seja apurado em definitivo as denúncias feitas pelo Ministério Público de Itapira”.

Em nota para A COMARCA, a Prefeitura informou que “o caso está sendo tratado na Justiça pelos advogados particulares da secretária de Educação Flávia Rossi sobre o fato corrido em Itapira, em 2016. O assunto não está na esfera do município de Mogi Mirim e as informações estão restritas ao processo, o qual não apresentou mudanças”.

Na mesma nota, a Administração Municipal descartou o afastamento de Flávia “por não haver decisão judicial proferida ou condenação no processo ocorrido na cidade vizinha”. A Prefeitura divulgou ainda que “reitera confiança no trabalho e na idoneidade da secretária Flávia Rossi, a qual permanecerá à frente da Secretaria de Educação desempenhando normalmente suas funções”.

RELEMBRE
O processo envolvendo Flávia Rossi já foi noticiado por A COMARCA e por demais órgãos de imprensa de Mogi Mirim e de Itapira, mas motivou ações dos vereadores locais após virar pauta – mesmo sem nenhum fato novo – no site “MM Notícias”, nesta semana. O caso também envolve o prefeito José Natalino Paganini (PSDB).

A ação civil movida pelo Ministério Público itapirense foi por improbidade administrativa e dano ao erário, por suspeita de superfaturamento em contratos firmados para projetos na rede municipal de ensino de Itapira. Paganini e Flávia foram arrolados no processo por serem os gestores responsáveis pela ordem de pagamento.

A denúncia da Promotoria da cidade vizinha aponta que houve um crescimento de 324% nos gastos com o projeto de musicalização “Batutinha”, se comparadas as gestões do ex-prefeito Toninho Bellini e a de Paganini. O prefeito itapirense rebateu, à época, afirmando que a metodologia de cálculo mudou de uma administração para outra, o que não teria sido levado em conta pelo representante do Ministério Público.

Em conversa com A COMARCA na manhã de sexta, 24, Flávia Rossi explicou que o número de crianças atendidas pelo referido projeto cresceu exponencialmente, se comparado com a gestão anterior, pois passou a cobrir todas as unidades de ensino infantil e projetos de tempo integral de Itapira, que antes era restrito a poucas escolas e alunos.

A justiça itapirense chegou a determinar em caráter liminar, ainda em 2018, o bloqueio de bens do prefeito de Itapira e de Flávia, então secretária de Educação daquele município, bem como da instituição cultural responsável pelo projeto de musicalização.


Em nota, Prefeitura adiantou que Flávia permanece no cargo (Foto: Arquivo/A Comarca)

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