FPF confirma Mogi Mirim na disputa da Bezinha

Diego Ortiz 

Em matéria divulgada em seu site oficial, a Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou a participação do Mogi Mirim na Segunda Divisão do Campeonato Paulista Sub-23, a Bezinha, o quarto patamar estadual. O clube foi representado no Conselho Técnico da competição, na quarta-feira, na Federação. A participação no Conselho era uma condição obrigatória para os clubes poderem disputar a competição. Já para participar do Conselho, era necessário cumprir uma série de requisitos.

O dirigente Luiz Oliveira, que busca registrar sua reeleição em cartório, em caso discutido na esfera judicial, com dois grupos opositores buscando registrar suas eleições, esteve presente no Conselho. Em reportagem publicada em A COMARCA no sábado, Luiz já havia dito ser considerado, independente de registro em cartório, como o presidente do Mogi Mirim pelo presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, a quem considera um amigo. A FPF não respondeu as perguntas de A COMARCA sobre o tema. Além de Oliveira, esteve presente, no Conselho, Rosane Lúcia de Araújo, a sua vice, que aparece no site da FPF como presidente em exercício em virtude de uma suspensão estabelecida a Luiz em virtude do não pagamento de multa.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Luiz definiu o retorno do Mogi às competições da Federação como um presente de aniversário ao clube, em alusão aos 88 anos da fundação oficial. Oficialmente, o Mogi comemora aniversário em 1º de fevereiro de 1932, embora tenha sido fundado em outubro de 1903 e reorganizado quase três décadas depois.

Com uma meta ousada, Luiz foi muito além de manifestar o desejo de evitar mais um rebaixamento. Após ter assumido a presidência do Mogi, em 2015, o clube colecionou cinco rebaixamentos. “Vamos começar a trilhar o caminho para levar o clube de volta à Série A1”, garantiu ao site.

OPOSIÇÃO
O advogado Alcides Pinto da Silva Júnior, assessor jurídico do grupo de Celso Semeghini, que também espera o registro de sua eleição, já havia manifestado considerar a representação do Mogi no Conselho positiva, independente se o representante seria Luiz. Isso porque o principal era garantir o Mogi na Bezinha, uma vez que quando ocorrer a definição judicial sobre qual diretoria será registrada, o clube já teria perdido o prazo de inscrição. Além disso, o grupo considera que a participação de Luiz não significa que o dirigente estará no comando na Bezinha, pois essa questão depende de qual diretoria será registrada para o biênio de 2020/2021.

LAUDOS
Os laudos do Estádio Vail Chaves tinham que ser emitidos até segunda-feira para viabilizar a participação no Conselho e o Mogi conseguiu êxito parcial, o que foi suficiente para participar da reunião. Para a missão ter sido completa faltou a emissão, na segunda-feira, do laudo de Condições Sanitárias e de Higiene. A vistoria ocorreu segunda-feira, mas o laudo acabou emitido apenas na quarta-feira, com validade até 2021. Já o Laudo de Segurança foi emitido na segunda, com validade até novembro. Os dois laudos apresentam restrições, com adequações a serem feitas em 120 dias. O laudo de Vistoria de Engenharia havia sido emitido em 22 de janeiro, com validade de dois anos. O clube já tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) desde junho de 2019, com validade até junho de 2020. O laudo de Prevenção de Combate a Incêndio foi emitido em novembro de 2019, válido até 31 de outubro de 2020.

Luiz Henrique de Oliveira esteve no Conselho Técnico da FPF (Rodrigo Corsi/FPF)


Bezinha terá rebaixamento: 16 classificados escapam 


Com início marcado para 12 de abril e final em 3 de outubro, a Bezinha terá quatro grupos regionalizados e rebaixamento para o quinto patamar estadual, que será implantado em 2021, com a divisão da Série B em duas séries, a B-1 e a B-2. Anteriormente, a Bezinha não tinha rebaixamento, pois era o último patamar.

Na primeira fase da Bezinha de 2020, os times jogam entre si em turno e returno dentro dos grupos, classificando-se os quatro primeiros de cada chave às oitavas de final. Dos 16 classificados, o campeão e vice-campeão garantem o acesso à Série A-3 do Paulista. Os demais 14 clubes disputam a B-1 de 2021, juntamente com os 2 rebaixados da A-3 de 2020. As demais equipes, que não conseguirem se classificar às oitavas de final da Bezinha, serão rebaixadas para o quinto patamar estadual, a B-2.

Além do Mogi Mirim, participaram do Conselho 35 clubes: América, Amparo, Andradina, Assisense, Atlético Mogi, Bandeirante, Brasilis, Flamengo, de Guarulhos, Francana, Grêmio Prudente, Guarulhos, Independente de Limeira, Inter de Bebedouro, Itapirense, Itararé, Jabaquara, Jaguariúna, Joseense, Manthiqueira, Mauá, Mauaense, Osasco, Osvaldo Cruz, Rio Branco, São-carlense, São Carlos, São José, Taboão da Serra, Tanabi, Taquaritinga, União Barbarense, União Mogi, União Suzano, Vocem de Assis e XV de Jaú. Caso os 36 clubes mantenham a participação confirmada, o certame terá quatro grupos de nove times cada na primeira fase.

A última participação do Mogi em competição da FPF foi em 2018, quando disputou a Série A-3 e foi rebaixado.

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