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Mogi Mirim nega caso suspeito de coronavírus

A Prefeitura negou a existência de um caso suspeito de coronavírus na cidade. A negativa veio após a Secretaria de Estado da Saúde incluir Mogi Mirim na lista de municípios com casos suspeitos da doença, em boletim divulgado ontem, 27.

Para as autoridades locais, o paciente que levantou as suspeitas de infecção pelo vírus Covid-19 não se enquadra nos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para identificar possíveis casos do coronavírus. Isso porque ele não viajou para países com casos confirmados da doença nem apresentou todos os sintomas característicos.

O paciente em questão esteve em viagem pelo Canadá e Estados Unidos, retornando ao Brasil na segunda-feira, 24. No dia seguinte, sentiu sintomas como febre, dor de garganta e tosse. Na quarta-feira, 26, procurou atendimento no Hospital 22 de Outubro.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Ederaldo Moreno, houve uma falha de procedimento do hospital, ao não comunicar a suspeita para a Vigilância Epidemiológica local, conforme orientação do Ministério da Saúde. O 22 de Outubro, por sua vez, afirmou em nota ter feito a comunicação do caso, informação essa contestada pela Prefeitura.

BRASIL
Após cerca de 24 horas da confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, o número de pessoas oficialmente tratadas como suspeitas de ter o vírus no país é de 132, segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. Na semana passada, era apenas um caso. As informações são da Agência Brasil.

O Ministério da Saúde recebeu as notificações dos estados até a tarde de ontem, 27, mas não analisou todos.  “Esse número não é definitivo. É muito maior que 132. Ficamos com 213 notificações ainda não analisadas. Elas podem ser todas consideradas suspeitas ou apenas uma parte, mas dá para a gente avaliar que, na verdade, temos perto de 300 casos suspeitos”, disse Gabbardo.

Segundo o secretário, esse aumento se explica em virtude do aumento do número de países com fluxo migratório intenso com o Brasil, e que têm pessoas com o vírus. Um exemplo é o primeiro caso confirmado no Brasil. O homem de 61 anos não esteve na China, que concentra a maioria dos casos no mundo, e sim na Itália. Após a confirmação desse caso, pessoas com histórico de viagem à Itália, à França e à Alemanha e que apresentem febre somada a um sintoma respiratório também são tratadas como suspeitas de ter o coronavírus.


O secretário municipal de Saúde de Mogi Mirim, Ederaldo Moreno (Foto: Arquivo/A COMARCA)

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