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Vigilância aponta 9 inconformidades no Vail Chaves

Diego Ortiz

Embora os laudos técnicos do Estádio Vail Chaves necessários para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a Bezinha, tenham sido viabilizados, a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária concederam prazo de 120 dias ao clube para adequações. Os laudos de Condições de Higiene e Sanitária e de Segurança foram aprovados com restrições. O maior número de restrições está no laudo da Vigilância, que esteve perto de reprovar o Vail e estabeleceu nove tópicos de inconformidades.

Para um estádio ser aprovado com restrições pela Vigilância, é necessário que o percentual de atendimento total às exigências fique entre 51% a 75%. De 76% a 100%, o estádio é aprovado sem restrições. Estádios com até 50% de atendimento são reprovados. O Vail Chaves se salvou por 2,21%, pois o atendimento foi de 52,21%.

O primeiro tópico determina que seja providenciada a manutenção em todos os sanitários e vestiários, com limpeza, pintura e conserto de trincas, rachaduras, infiltrações e vazamentos. O segundo é realizar a manutenção em todas as áreas de venda de produtos alimentícios industrializados. O terceiro é proceder a pintura em todas essas áreas com tinta lavável, impermeável e de fácil limpeza, incluindo pisos, paredes e tetos. O quarto é providenciar a cópia atualizada do laudo oficial da potabilidade da água. O quinto é providenciar serviço médico de urgência e cópia do contrato e da Licença de Funcionamento da empresa prestadora de serviço. O sexto é cópia do contrato da empresa responsável pela coleta de resíduos hospitalares. O sétimo é apresentar o Plano de Operação, Manutenção e Controle do estádio. O oitavo é retirar objetos, materiais em desuso e ou descartes, como garrafas de plástico e vidro, latas, colchões, guarda-roupas, sofás, pneus, dentre outros, e limpar todas as áreas. O nono é realizar manutenção na área da lavanderia como pintura nas paredes e piso, embutir as fiações expostas e providenciar vidros na janela do banheiro, além de piso, parede e forro de material lavável, impermeável e de fácil limpeza.

O laudo de Segurança, da Polícia Militar, apontou duas restrições. Uma é a ausência de numeração adequada dos assentos. Foi dado prazo de 120 dias, que vence em 30 de maio, para a pintura adequada dos assentos.

Outro problema é a ausência de sistema de monitoramento por câmeras adequado. A providência é a instalação de sistema de monitoramento capaz de monitorar as catracas de acesso, as áreas de circulação, os acessos aos banheiros, as áreas de lanchonetes e o entorno imediato. Neste caso, o prazo para cumprimento é imediato, com a capacidade do estádio ficando limitada a 10 mil torcedores enquanto as providências não forem adotadas. A capacidade total do Vail seria de 19,9 mil torcedores. No entanto, em função de problemas estruturais, alguns setores foram interditados, ficando a capacidade total estabelecida em 15.440 pessoas, conforme apontado no Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Já no Laudo de Vistoria de Engenharia, assinado pela engenheira civil Morganna Coelho e o engenheiro elétrico Irwing Coelho, a capacidade de público do estádio é definida em 13.513 pessoas.



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