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1º lugar em Medicina da Unifesp

Ana Paula Meneghetti

Vinícius Pinto Brito, morador do Jardim Longatto, zona Norte de Mogi Mirim, tem apenas 18 anos, mas já é dono de um grande feito. Ele foi o primeiro colocado no vestibular de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deste ano, com uma nota final de 90,796 de um total de 100. O curso é o mais concorrido da instituição.

A trajetória profissional do estudante começou na segunda-feira, 2, com início das aulas na universidade. E as expectativas estão “altíssimas”, como destacou Brito, que já conheceu a Escola Paulista de Medicina (EPM). “Desde que decidi cursar Medicina, a Unifesp foi uma das minhas primeiras opções, e, agora que o sonho se concretizou, tudo parece maravilhoso. Fiquei encantado com a estrutura e fui superbem recebido pelos alunos, que ajudam a sanar todas as mil dúvidas que surgem sobre a graduação”, afirmou à reportagem de A COMARCA.

O estudante Vinícius Brito, de 18 anos, comemora conquista ao lado dos pais, Ariovaldo Brito Filho e Ana Marta Brito (Foto: Arquivo Pessoal)
Para chegar ao pódio, o jovem deixou os familiares e amigos da cidade e foi estudar no Cursinho Poliedro, em Campinas, com 65% de bolsa, desconto que conseguiu por meio de uma prova, realizada anualmente. No cursinho, resolveu traçar um plano de estudos, pontuando os pontos fortes e fracos do conhecimento em cada matéria para se dedicar mais na área em que tinha dificuldade. Outra estratégia de Brito foi apostar nos momentos de lazer e cuidados com a saúde mental para driblar a rotina caótica do vestibular.

Jogar vôlei, tocar piano, assistir a filmes e séries, além de sair com os amigos, foram os escapes que trouxeram um respiro para a vida do estudante. Isso porque o jovem mantinha o plano de estudos durante os dias de semana, frequentava as aulas também aos sábados e, quase todas as semanas, tinha um simulado no sábado ou no domingo, às vezes, nos dois dias.

“O cursinho, por ser extremamente desgastante, tornava momentos de lazer importantíssimos. Uma vez por semana, eu jogava vôlei e, quase toda semana, combinava de assistir filmes em casa com meus amigos. Nos outros dias, assistir séries e tocar piano era o que eu mais gostava de fazer para descansar”, contou. Brito acredita que esses tipos de atividade, geralmente, são as primeiras coisas a serem atropeladas por um plano de estudos lotado. Contudo, ele é a favor do equilíbrio; de conciliar lazer e deveres. “O tempo pra realizá-las pode ser reservado já no planejamento dos estudos, para poder aproveitá-las sem culpa”, orientou o jovem.

Um segundo aspecto destacado pelo estudante, e não menos importante, é a questão de preservar a saúde mental, principalmente em um ambiente competitivo, muitas vezes, como o cursinho. A dica é não se comparar às outras pessoas e entender que cada um tem seu próprio jeito de aprender, tempo e necessidades diferentes. “Para mim, manter a saúde mental foi tão necessário quanto uma boa base de estudo. Pode ser que a pessoa do seu lado esteja estudando o dobro do que você estuda, e isso não quer dizer nada”, argumentou Brito.

O estudante ainda destacou a importância de não se criar expectativas iguais para avaliações diferentes. Segundo o jovem, cada prova é uma prova e nem todos os exames  sairão como se espera. Por isso, o aluno deve se recompor emocionalmente depois de cada fase e se preparar para a próxima. “É um processo cansativo e confuso, mas é o que permite que alguém, por exemplo, falhe na prova da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e vá melhor na Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), como foi o meu caso”, exemplificou.

A ESCOLHA DA PROFISSÃO
“Para ser sincero, quando era criança, eu não pensava muito no que eu queria ser. Fui começar a pensar sobre profissões no Ensino Médio, quando escolhi a Medicina”, revelou o estudante. Segundo Brito, a escolha não foi imediata e outros cursos chegaram a ser pensados. Depois de passar por orientação profissional, ele teve certeza da área que pretendia seguir no começo do cursinho.

“Acabei escolhendo a Medicina porque era mesmo a carreira que eu me identificava mais e, também, porque é uma profissão muito significativa do ponto de vista humano, na qual eu poderia, de fato, fazer a diferença na vida de alguém”, acrescentou.

Por enquanto, o estudante não sabe dizer a área em que pretende se especializar, já que ainda é cedo e algumas ideias mudam ao longo da faculdade. Certeza mesmo é que o jovem mogimiriano tem capacidade de sobra para conquistar novos pódios.

1 comentários:

  1. Parabéns jovem. É admirável nessa geração uma atitude como a sua. Acredite sempre que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.E foi através Dele antes mesmo de vc existir que vc alcançou essa vitória... Deus te abençoe.

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