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Se não definir diretoria, Mogi não joga a Bezinha

Diego Ortiz

Enquanto não houver uma definição judicial em relação à representatividade legal do clube, o Mogi Mirim não poderá disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a Bezinha, ou qualquer outra competição da Federação Paulista de Futebol (FPF). A informação foi revelada pelo ouvidor das competições da FPF, Caio Pompeu Medauar de Souza, ao torcedor Jônatas Corrêa, em resposta a um e-mail em que pedia informações sobre o tema e confirmada à reportagem de A COMARCA pelo responsável pela ouvidoria. 

“O Mogi Mirim hoje não tem um representante formal. Precisa ter um representante legítimo”, explica Caio, confirmando que o clube terá que acertar a situação de sua representação para poder disputar a competição. O ouvidor observa que o representante formal poderia ser uma diretoria eleita registrada ou um interventor judicial.

Questionado sobre o fato de o dirigente Luiz Oliveira ter participado do Conselho Técnico da Bezinha mesmo sem estar registrado em cartório como presidente, Medauar alegou ter sido aceita sua participação em respeito à instituição Mogi Mirim Esporte Clube, mas reconheceu haver um vício de representação no caso. “Foi uma situação atípica”, garantiu, frisando que o dirigente foi depois cobrado sobre a necessidade de regularizar a situação. “Posso dizer, sem medo de errar, não foi uma atitude deliberada (da FPF) para afrontar a Justiça”, colocou.

Medauar ressaltou que a Federação também já recebeu em sua sede a outra diretoria que se considera eleita, opositora a Luiz, e não está alinhada a nenhuma ala, mas sim ter respeito à instituição. Medauar alega que a Federação agiu de boa-fé e não está mancomunada com Luiz, como disse ter sido comentado. “Já recebemos tanto ele como o outro presidente, o que precisa é resolver a situação, seja ele, outro ou uma terceira via. Não tem apoio para A ou B”, garante.

Além de Luiz, Diego Oliveira, filho do dirigente e denominado como diretor de registro e transferências do clube, também chegou a participar do Conselho Técnico do Paulista das categorias de base, mesmo com o problema de representação.

OFÍCIO
Em 13 de fevereiro, um ofício endereçado a Luiz, assinado pelo vice-presidente de Registro, Transferência, Licenciamento e Filiação da FPF, Gustavo Delbin, informou que as exigências para regularização documental de um clube filiado não foram cumpridas pelo Mogi e o Departamento de Filiação considerava o time irregular e sem representação válida para todos os fins. O vice-presidente de Registro frisou que as últimas atas de eleições não possuem o registro em cartório não sendo possível garantir a legitimidade dos pleitos. “Para que o Mogi Mirim possa voltar à condição de Regular perante essa Federação, deverá apresentar uma ata de eleição integralmente registrada no cartório competente”, apontou Delbin, em ofício, ao qual A COMARCA teve acesso e publicou na edição do dia 7 de março.

Para incluir o Mogi na tabela da Bezinha, a Federação atropelou a própria resolução da presidência em que foram estabelecidas normas para participação na Bezinha. Para participar, era obrigatória a participação no Conselho Técnico, em janeiro. Uma série de diretrizes foi estabelecida para os clubes participarem do Conselho e, consequentemente, da competição. Uma das diretrizes era: “Em nenhuma hipótese será permitida a participação de Clubes que não estejam regulares com a filiação”. Se fosse respeitada a resolução, o Mogi não poderia nem ter participado do Conselho.
Pela irregularidade, o Mogi está impedido de registrar jogadores. Antes de ter o início suspenso em virtude das precauções relativas ao novo coronavírus, os clubes tinham até 9 de abril para registrar atletas para a primeira rodada, marcada para 19 do mesmo mês. Com a suspensão, a competição e os prazos de inscrição serão reavaliados e os clubes serão convocados para um novo Conselho visando definir as datas do campeonato.



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