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Mogi confirma 2ª morte por Covid-19 e anuncia flexibilização para igrejas

No mesmo dia em que Mogi Mirim registrou a segunda morte em decorrência da Covid-19, a Prefeitura anunciou medidas de flexibilização que permitem que as igrejas do município voltem a realizar missas e cultos, porém, ainda com diversas restrições.

De acordo com os dados divulgados no boletim desta quinta-feira, 4, a segunda morte causada pelo novo coronavírus na cidade vitimou um idoso de 83 anos de idade. Ele tinha comorbidades e estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia. Além disso, foram confirmados mais dois casos de Covid-19, totalizando 68, dos quais 42 estão recuperados.

Também nesta quinta-feira, em reunião com representantes de diversas denominações cristãs, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) anunciou medidas de flexibilização para as igrejas do município. O decreto deve ser publicado no sábado, 6, no Jornal Oficial de Mogi Mirim, e vale a partir de segunda-feira, dia 8.

Com isso, as celebrações religiosas podem ser retomadas, mas com restrições. Dentre elas, limitação de 30% da capacidade do público, obrigatoriedade de uso de máscaras e uso de álcool em gel, além de distância de 1,5 metro entre os fiéis e duração máxima de 45 minutos de cada celebração. "Confesso que assinei sob pressão, consciente de que há uma responsabilidade muito grande. Não sei dizer se é uma medida prematura, mas ousada", afirmou o prefeito, que justificou que o panorama atual do município permite tal flexibilização.

A partir de segunda-feira, os líderes religiosos precisam assinar um termo de compromisso com a Vigilância Sanitária de que vão respeitar as restrições impostas por decreto. "É uma abertura, mas é também uma cobrança", defendeu o prefeito. As celebrações religiosas podem ocorrer entre 8h e 21h, desde que haja um intervalo mínimo de duas horas entre um culto e outro.

A flexibilização para as igrejas ocorre após autorização do Comitê de Contingenciamento do município, que entendeu que a situação de Mogi Mirim é "controlada" e "confortável" atualmente. O Plano São Paulo, do governo estadual, não prevê a reabertura de igrejas e templos, mas cidades como Campinas, Piracicaba e Sorocaba já autorizaram a retomada das atividades religiosas.

Prefeito anunciou novas medidas para líderes religiosos; decreto será publicado no sábado (Foto: Arquivo/A COMARCA)

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