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Campanha ‘Respira Mogi’ entrega 2 respiradores

Diego Ortiz

Promovida por um grupo de empresários de Mogi Mirim, a campanha Respira Mogi viabilizou a doação de dois respiradores, entregues para a Prefeitura, na última terça-feira, 21. Ambos foram destinados para a Santa Casa de Misericórdia. Os respiradores são equipamentos essenciais para o tratamento de pacientes graves com a Covid-19.

O valor total arrecadado pela campanha com o slogan “Faça sua adoção e ajude a salvar vidas” foi de R$ 122.713, incluindo juros de poupança. Cada respirador custou R$ 60 mil, totalizando R$ 120 mil. O saldo remanescente de R$ 2.713 será utilizado para a compra de itens para utilização no combate à pandemia de Covid-19, como máscaras e álcool em gel.

Para agilizar a chegada dos respiradores, a campanha trocou o fornecedor. Em princípio, os aparelhos seriam adquiridos da empresa Dräger. “Como a Dräger informou que só poderia entregar a partir de outubro, buscamos outras opções e chegamos à Philips, que nos garantiu entrega em menor prazo”, observou o empresário Eduardo Cruz, um dos líderes da campanha.

A mudança também favoreceu a aquisição de dois aparelhos. “Na verdade, a princípio não tínhamos nem conseguido o valor para dois respiradores quando eram da Dräger que seria mais de R$ 130 mil”, explicou.

A ideia inicial da campanha era adquirir três respiradores. Porém, como as doações cessaram, houve a desistência da aquisição do terceiro. A última doação ocorreu em 11 de maio, no valor de R$ 20, feita em uma lotérica. A menor doação foi de R$ 10 e a maior, de R$ 10 mil.

Questionado sobre quando foi realizado o pagamento e sobre as dificuldades para aquisição de respiradores diante da grande concorrência no mercado, Cruz observou que os aparelhos seriam pagos apenas 30 dias após a entrega, o que garantiu uma maior confiança na compra junto à Philips.

“Tivemos dificuldade na compra, porém é incrível o que conseguimos e nos causa tristeza o que alguns estados ou municípios pagaram muito mais por equipamentos de menor complexidade, compramos equipamentos que poderão ser usados em UTI após o final da pandemia. Havia equipamentos mais em conta, porém só atenderiam a pandemia, ou seja, não poderiam ser usados em UTI e nós sempre pensamos no futuro”, salientou Cruz.

BALANÇO
Questionado sobre um balanço da campanha, Cruz ponderou ter, no aspecto positivo, se surpreendido com o valor arrecadado, mas, por outro lado, imaginava que poderia ser atingido um total maior. “Hoje em dia todos desconfiam de ações como essa pensando que há segundas intenções ou fraude e, por isso, acredito que não conseguimos arrecadar mais”, analisou, agradecendo, porém, a ajuda de quem contribuiu com a campanha.

Idealizada pelos empresários Eduardo Cruz, João Luís Mason e Luís Gustavo Martins Mason, a campanha teve início em 23 de março e contou com a ajuda dos apoiadores Daniela Perlato Green, Darryl Green, Edson Simoso, Leonardo Zaniboni e Fernando Barros, além de amigos, doadores e divulgadores. “Temos muito a agradecer a todos que contribuíram, divulgaram e compartilharam a campanha Respira Mogi. Se sempre nos uníssemos como fizemos, poderíamos melhorar a sociedade na qual vivemos”, destacou Cruz.

RESPIRADORES
Segundo informações da vice-prefeita, a médica Lúcia Tenório, que também é diretora clínica da Santa Casa, Mogi Mirim tem hoje, já contabilizando os dois equipamentos doados pelo Respira Mogi, 41 respiradores, 16 no Hospital 22 de Outubro, 22 na Santa Casa e três na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste. A Prefeitura ainda aguardava a chegada de mais quatro respiradores.


Para agilizar a chegada dos respiradores, a campanha trocou o fornecedor (Foto: Divulgação/Prefeitura)

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