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Baixa Mogiana perde 3 mil vagas no primeiro semestre

Flávio Magalhães

A região da Baixa Mogiana fechou mais de 3 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acessados por A COMARCA. É um resultado sem precedentes nos números disponibilizados pelo Ministério da Economia, disponíveis a partir do ano de 2007.

Apenas em Mogi Mirim, foram 675 vagas fechadas, saldo de 3.897 admissões e 4.572 desligamentos nos primeiros seis meses do ano. O resultado foi semelhante em Itapira, que perdeu 672 postos de trabalho. Já em Mogi Guaçu, foram extintos 1.615 empregos com carteira assinada. Em Estiva Gerbi, foram 139.

No mesmo período do ano passado, o saldo foi positivo, com geração de 2.650 novos empregos na região da Baixa Mogiana. No entanto, em 2020, o mercado de trabalho foi diretamente impactado pela crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. A retração na atividade econômica resultou em demissões.

Em Mogi Mirim, o pior momento da crise foi em abril. Foram 1.024 demissões ao longo do mês, com apenas 373 contratações, resultando em um saldo negativo de 651. As indústrias foram as mais afetadas, registrando 258 extinções de postos de trabalho, seguido pelo setor de Serviços, com 174. O Comércio fechou 146 vagas.

Em maio, houve uma desaceleração nas demissões: foram 583. Com 346 admissões no mesmo período, o mês teve um saldo negativo de 237 postos de trabalho. Dessa vez, porém, o Comércio liderou os números. Fecharam mais 107 vagas. Os setores de Serviços e Indústria continuaram demitindo mais do que contratando.

No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o comércio (incluindo o mercado de autopeças e de reparação de veículos) foi o grande prejudicado em Mogi Mirim. Foram extintos 426 empregos com carteira assinada no setor. Na indústria, foram fechadas 229 vagas ao todo. No setor de serviços (que inclui bares e restaurantes), o saldo negativo é de 162.

MOGI GUAÇU
A onda de demissões na indústria de Mogi Guaçu também ocorreu em abril. Foram 369 vagas extintas somente naquele mês, resultado de 562 demissões e apenas 193 contratações. O saldo também foi negativo no comércio (190) e no setor de serviços (176). Ao todo, no mês de abril, fecharam 733 postos de trabalho no município guaçuano.

O saldo negativo no setor de serviços continuou em maio, com 182 postos de trabalho fechados. No acumulado do mês, no entanto, Mogi Guaçu contabilizou um saldo positivo de 681 novos empregos, puxado pela geração de 1.013 postos de trabalho no setor de cultivo de laranja, o mesmo que, em março, havia fechado 1.135 vagas.

ITAPIRA
O comércio de Itapira já sentiu os efeitos da crise em março, quando o saldo negativo de empregos chegou a 123 postos de trabalho fechados. No mês seguinte, mais 142 vagas extintas no mesmo setor. Outros 168 empregos com carteira assinada, no setor de indústria, foram perdidos também no mês de abril.



Mogi Mirim fecha junho com saldo positivo, puxado por Agropecuária e Indústria

Depois da extinção de centenas de postos de trabalho em abril e maio, Mogi Mirim voltou a ter um saldo positivo na geração de empregos. No mês de junho, foram 513 admissões e 469 desligamentos, resultando em 44 novas vagas. 

O desempenho foi puxado pelos bons números no setor de Agropecuária, principalmente no cultivo de laranja. Foram criados 53 novos postos de trabalho. Na indústria, o saldo foi de 38 novos empregos, com destaque nos segmentos de fabricação de equipamentos e de produção de alimentos para animais.

Foi a primeira vez desde fevereiro que a Indústria terminou um mês com números positivos. Por outro lado, o Comércio continua no vermelho. Foram 114 contratações e 180 demissões, um saldo negativo de 66 vagas. O comércio varejista, especialmente, tem sofrido mais, sendo o segmento de supermercados o com pior desempenho.

SERVIÇOS
O setor de Serviços tem apresentado realidades distintas. No mês de junho, gerou 26 novos postos de trabalho, puxado por setores como administração pública, serviços sociais e o segmento de aluguel de máquinas.

Por outro lado, o saldo é negativo em segmentos como hotéis e bares e restaurantes. Somente em Mogi, nos primeiros seis meses do ano, houve a extinção de 117 postos de trabalho nos estabelecimentos do segmento de restaurantes e similares. Outros 51 empregos com carteira assinada deixaram de existir no ramo da hotelaria.


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