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Controladoria questiona valores não devolvidos pela Lifamm

A Controladoria Geral do Município (CGM) questiona os valores não devolvidos pela Liga de Futebol Amador de Mogi Mirim (Lifamm). Segundo a Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer (Sejel), o total devolvido contabilizado foi de R$ 10,718,30, além de R$ 60,62 referentes às correções monetárias. Porém, não houve a devolução de R$ 254,05, exatamente o valor referente a tarifas não reembolsadas. O total cobrado pela Sejel era de R$ 10.972,35.

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A CGM pediu que a Sejel envie uma notificação para a Lifamm demonstrar todos os valores restituídos. A CGM pretende aguardar esta resposta para uma conferência se os valores podem ter sido já devolvidos. “Sempre dando chance de se manifestar”, explicou o controlador geral do município, Moisés Dantas, observando que não se pode deixar de devolver os valores das tarifas.
Caso confirmada a ausência do valor, será pedida a devolução.

Perguntado sobre as justificativas da Liga relativas às movimentações irregulares, Dantas disse ainda não ter sido apresentada a explicação dos gastos dos cheques. “Até agora não há um esclarecimento formal sobre quais foram os motivos que levaram a essa movimentação”, ressaltou.

Porém, disse que primeiro será concluída a questão da restituição para depois definir quais medidas serão tomadas em relação às irregularidades nas movimentações e ausência de justificativas.

CARROÇA
Perguntado sobre os próximos passos tomados em relação às contas da Liga e a possibilidade comentada da competição passar a ser promovida pela Prefeitura, o secretario de Esportes, Juventude e Lazer (Sejel), Osvaldo Dovigo, disse ser necessário primeiro aguardar todos os trâmites ainda em andamento, realizados em conjunto com a Controladoria Geral do Município. “Não pode colocar a carroça na frente dos bois”, ponderou.

Porém, admitiu que se não houver continuidade na parceria com a Liga, a Prefeitura, em teoria, organizaria a competição, mas não quer falar sobre este assunto neste momento por entender ser necessário que todos os trâmites sejam concluídos. Desde 2019, a Copa Rural já é promovida pela Sejel, depois de a Lifamm ter se recusado a organizar a competição.


Sueli se ausenta e nova convocação é votada

Sem manifestar qualquer justificativa para a ausência, a presidente da Liga de Futebol Amador de Mogi Mirim (Lifamm), Sueli Mantellato, não atendeu à convocação da Câmara Municipal para comparecer na sessão da última segunda-feira para prestar esclarecimentos sobre movimentações irregulares de recursos repassados pela Prefeitura para realização de competições. O diretor financeiro da entidade, Nawan Menandro Rufino da Silva, também não compareceu. Na próxima segunda-feira, um novo requerimento do vereador Luís Roberto Tavares, o Robertinho, será votado para reiterar a convocação a Sueli e Nawan para o dia 24 de agosto, às 18h30. 

Desta vez, no requerimento, é observado o artigo 32, inciso XV da Lei Orgânica do Município, em que é apontado competir à Câmara convocar responsáveis por entidades subvencionadas pelo poder público para prestar esclarecimentos. Foi colocado ainda que a presença é obrigatória e que o não comparecimento acarretará em abertura de processo administrativo e possível aplicação das sanções previstas no ordenamento jurídico brasileiro. 

Ao se ausentar da sessão, Sueli enviou apenas um ofício à Câmara, sem justificar a ausência, e repetindo observações já feitas anteriormente à Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer (Sejel), em que apontou que os cheques são relativos a questões particulares, sem dar explicações específicas sobre em que foram gastos. A movimentação de cheques nesta modalidade de conta não é permitida pela legislação, além de ser uma conta exclusiva para movimentação de recursos repassados pela Prefeitura. 

A dirigente recebeu duras críticas de inúmeros vereadores. O caso Lifamm foi comentado por Geraldo Bertanha, o Gebê, Robertinho, Moacir Genuário, Tiago Costa, Orivaldo Magalhães e André Mazon. Entre as críticas, o entendimento é que a ausência foi uma falta de respeito com a Câmara. Houve ainda a defesa para que a competição passe a ser organizada pela Prefeitura, como já havia sido defendido no ano passado por Tiago Costa em uma audiência pública sobre o futebol amador. “Na praça, existem vários cheques sem fundo da Lifamm. Então, ela teria que vir aqui se explicar”, disparou Moacir. “Cheques sem fundo rodando aí pela cidade”, também colocou Magalhães. 

Autor do requerimento de convocação, Robertinho cobrou transparência de Sueli para explicar a destinação dos cheques movimentados.



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