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Renovias alerta para imprudência de motoristas em trecho da SP-340

A Renovias, concessionária da SP-340, negou que haja qualquer problema na rodovia entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu, em um trecho de pouco mais de 10 quilômetros e que tem registrado muitos acidentes, principalmente em dias de chuva. Os motoristas até apelidaram o local de “trecho maldito”.

Em coletiva à imprensa, o gestor de atendimento da Renovias, Luiz Fernando Brandino, com mais de 40 anos de experiência em tráfego de estradas, desmistifica esse exagero. “Não há maldição alguma naquele trecho da estrada”, brinca. “O que existe, isto sim, é muita imprudência por parte de alguns motoristas”, enfatiza. Já sobre uma suposta falta de aderência na pista de rolamento, Brandino explica que, após mais de 60 dias de estiagem, quando chove, toda a sujeira e óleo que se acumularam nos microporos da camada asfáltica vêm à superfície.

“Isso cria uma película oleosa, bastante escorregadia, favorecendo a ocorrência de derrapagens, quedas e colisões traseiras”, esclarece. Porém, o especialista alerta que esse fator, sozinho, não seria problema se os motoristas, especialmente sob chuva intensa, reduzissem a velocidade e mantivessem uma distância de, no mínimo, 90 metros para o veículo à frente. “São medidas simples, mas que poderiam evitar muitos acidentes”, reforça.

Outro especialista em tráfego de estradas da Renovias, Vinícius Antonioli, coordenador de atendimento, acrescenta que, além desses fatores, o uso de celular ao volante também está se tornando um grande problema.

“Nossas câmeras flagram, diariamente, muitos motoristas ao celular”, contou. Ele e Brandino comentaram ainda que quando um motorista deixa a área urbana e entra em uma rodovia, demora de 10 a 15 minutos para se adaptar à nova situação. “Se estiver usando celular, aí a coisa piora e é quando ocorrem muitos acidentes, ainda mais com chuva”, observam.

3ª FAIXA
Perguntado sobre a possibilidade de construção de uma terceira faixa no trecho entre as duas cidades, ambos os especialistas são enfáticos ao afirmar que não há, pelo menos por enquanto, necessidade disso.

Para embasar a afirmação, eles revelam que a Renovias usa um cálculo norte-americano sobre tráfego em rodovias que leva em consideração o movimento, a quantidade de veículos comerciais, horários de pico, dentre outros parâmetros para justificar ou não o aumento de faixas de rolamento.

“Temos, sim, alguns horários de pico, mas que não passam de uma ou duas horas por dia, na parte da manhã e no final de tarde, início da noite”, coloca. Para eles, o movimento entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu, mesmo nesses períodos de tráfego mais intenso, não justifica a terceira faixa. Finalizando, Brandino e Antonioli, mais uma vez, pedem aos motoristas que redobrem a atenção, principalmente quando chove ou há neblina na pista. 


Imprudência é principal causa de acidentes, defende Renovias. Central de Monitoramento abrange malha viária da concessionária (Foto: A COMARCA)

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