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Assassino de enfermeiras é condenado a 60 anos de reclusão

O julgamento do ex-cuidador de idosos Mateus Campos Noronha, 29, acusado de matar duas auxiliares de enfermagem que trabalhavam na Santa Casa de Mogi Mirim, realizado na segunda-feira, 14, terminou com a condenação dele a 60 anos de reclusão, sem direito de recorrer em liberdade.

Inicialmente, o tribunal do júri estava previsto para o dia 23 de março, em Artur Nogueira, mas teve que ser adiado em virtude do avanço da pandemia da Covid-19. Esse crime bárbaro, e que teve repercussão nacional, aconteceu na noite de 13 de dezembro de 2018, na zona rural de Artur Nogueira. 

Na época, causou muita consternação, principalmente entre os colegas das auxiliares de enfermagem em Conchal e Mogi Mirim. O réu, a princípio, alegou que teve um surto psicótico, após fazer uso de cocaína. Essa mesma tese foi usada pela defesa no julgamento, tentando convencer os jurados de que Noronha estaria “fora de si” quando cometeu o duplo homicídio.

No entanto, o depoimento dos guardas civis municipais de Mogi Mirim, Ricci e Constantino, que localizaram o réu andando a esmo pela Rodovia dos Agricultores, descrevereu Noronha como uma pessoa fria, que parecia não se importar com o crime bárbaro que acabara de cometer.

“Ele descreveu os assassinatos como algo banal, sem se importar com a vida das duas mulheres”, recorda-se Ricci. O próprio juiz do caso, Paulo Henrique Aduan Correa, ao proferir a sentença, escreveu que recomendava a pena em regime fechado “por ter o réu um comportamento de profundo desprezo para com a vida humana”.

O CRIME

Maria Sivoneide de Oliveira de Souza Morais, 44, e Alessandra Francisca de Paula Barbosa, 41, ambas moradoras de Conchal, foram brutalmente espancadas até a morte. Noronha ainda passou com o carro de uma das vítimas, um Ford Fiesta, por cima dos corpos. 

O réu conhecia Alessandra, por quem estaria apaixonado. Ele também morava em Conchal e já havia trabalhado com ela em um asilo daquela cidade. Na noite do crime, ele pediu carona até a Rodoviária de Mogi Mirim.

De lá, as vítimas seguiriam para a Santa Casa para começar mais um turno de trabalho. Porém, na vicinal que liga Conchal a Artur Nogueira, Noronha começou uma forte discussão com Alessandra. Mesmo assim, ela conseguiu acalmá-lo e convencê-lo a se internar em uma clínica para dependentes químicos em Artur Nogueira.

A própria Alessandra se ofereceu para levá-lo até o local. Aparentemente, ele concordou, mas no meio do caminho, aconteceu a tragédia. De repente, ele começou a agredir as vítimas com socos e pontapés. Primeiro, deixou Alessandra inconsciente e depois partiu para cima de Maria. Em seguida, retirou ambas do carro e continuou a barbárie.

BRUTALIDADE

Quando as mulheres ficaram inconscientes, Noronha ainda passou com o carro por cima dos corpos. Após o crime, ele se apoderou do Ford Fiesta de Alessandra e fugiu. Horas depois, foi localizado na Rodovia dos Agricultores, próximo ao bairro rural da Bocaina, em Mogi Mirim, andando a esmo, apenas de cueca.

Ao ser abordado por uma patrulha da Guarda Civil Municipal (GCM), Noronha disse que havia sido assaltado, mas a história não convenceu os agentes. Logo em seguida, acabou confessando o duplo assassinato e levou os guardas civis até onde havia escondido o carro.

Já os corpos de Maria e Alessandra foram encontrados por um agricultor, no bairro rural de Felipada, em Artur Nogueira, logo pela manhã. Noronha já tinha passagens pela polícia por violência contra a mulher, quando morava em São José do Rio Pardo, em 2017. 



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