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Ernani aciona MP contra Lifamm, Sueli e diretoria

Diego Ortiz

O ex-vereador e advogado Ernani Gragnanello entrou com uma representação no Ministério Público em face da Liga de Futebol Amador de Mogi Mirim (Lifamm), em virtude de uso indevido de recursos públicos pela entidade repassados pela Prefeitura para organização de competições. Ernani apontou ter havido possíveis atos de improbidade administrativa nas formas de prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública.  

“Agindo de forma nada proba, a requerida e sua diretoria (autora dos fatos) cometeram, em tese, o crime previsto na Lei 8429, de 1992, ou seja, improbidade administrativa, sendo responsável pelos seus atos cível e criminal”, colocou Ernani, em trecho da representação. 

Na quinta-feira, em despacho, o promotor André Luiz Brandão, colocou que, ao observar se tratar de suposto ato de improbidade administrativa por destinação indevida de verba pública, o caso deve ser distribuído ao terceiro promotor de Justiça de Mogi Mirim, responsável pela área de patrimônio público e improbidade administrativa. Embora seu nome não tenha sido citado ou informado pelo MP como futuro responsável pelo caso, o terceiro promotor de Justiça de Mogi Mirim é Gaspar Pereira da Silva Junior.  

Na abertura do documento enviado ao MP, Ernani coloca que a representação é em face da Lifamm, citando que a entidade tem Sueli Mantellato como presidente. Na sequência, volta a mencionar Sueli e cita outros quatro nomes, o vice-presidente Arlei Diogo, o segundo vice-presidente Diego Silva, o diretor de patrimônio Paulo Sérgio Venâncio e o diretor financeiro Nawan Menandro Rufino da Silva. Questionado por A COMARCA se entende que todos os citados cometeram ato de improbidade, Ernani respondeu: “A diretoria é responsável pelos atos da entidade e como tal responde. Agora, caberá ao Ministério Público a análise”, afirmou, sobre o fato de que a promotoria é que irá apurar as responsabilidades. 

Procurado por A COMARCA, o diretor financeiro, Nawan Menandro, ao ser questionado sobre ter seu nome na representação, disse ser algo ruim, mas não teme punição. “Pela minha parte, não temo, pelos outros diretores, também não. Até porque a responsável sempre foi a presidente, a gente sempre esteve lá pra ajudar. As coisas que foram apuradas de fora, cheques e tudo mais, meu nome nunca esteve envolvido”, frisou.

O segundo vice-presidente, Diego Silva, também disse considerar chato ver seu nome envolvido, mas não temer punição. “Jamais, não fiz nada de errado, tenho quase que plena certeza que o pessoal da diretoria também não”, declarou, incluindo Sueli neste entendimento. 

Diego disse não saber de detalhes por estar afastado da Liga em função de ter um time na Copa Society e por ser pré-candidato a vereador, mas afirmou ter recebido uma ligação de Sueli informando que o advogado da Lifamm está tomando as medidas necessárias. Frisou ainda que suas funções são restritas por ser um segundo vice-presidente.

Ex-presidente da Lifamm e atual vice, Arlei Diogo, disse estar tranquilo e não ter informações sobre o que se passa na Liga, especialmente pelos problemas relativos à pandemia de Covid-19. Por este motivo, não pretende questionar o que ocorreu, mas não concorda com seu nome e os de diretores serem colocados em questão. “Este é um problema administrativo da presidente, ela que tem que responder. Se eu fosse o presidente, eu responderia. Como é a Sueli, eu respeito a opinião dela, ela deve estar dando um tempo, na hora de falar, ela deve dar as explicações”, colocou

A COMARCA buscou contato com Sueli, mas não teve sucesso nas tentativas. A reportagem também não havia conseguido, até o fechamento desta edição, contato com Paulo Sérgio Venâncio.   

No dia 5, foi publicado o extrato de rescisão unilateral do Termo de Colaboração da Liga com a Prefeitura. A entidade recebeu o dia 28, da Prefeitura, como prazo final para apresentar defesa no processo de suspensão por dois anos na participação de chamamentos públicos e impedimento de celebrar parceria ou contrato com órgãos e entidades da esfera do governo municipal.

Rescisão unilateral do Termo de Colaboração com a Lifamm foi publicado no dia 5 (Foto: Reprodução/Arquivo)


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