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Graziano desmente Luiz: ‘louco’ e ‘mau-caráter’

Diego Ortiz

“Esse cara está simplesmente louco”. Desta forma o empresário Roberto Graziano, proprietário da Magnum, iniciou sua resposta à reportagem de A COMARCA ao desmentir as afirmações do dirigente Luiz Oliveira de que ficou devendo salários ao elenco do Mogi Mirim em uma parceria realizada com o clube. As afirmações de Luiz foram feitas na noite de segunda-feira no programa Tocando de Letra, da STV, apresentado pelo jornalista Alberto César. “Cada vez que eu ouço falar mais nele (Luiz), mais me impressiona como esse cara é mau-caráter”, disparou Graziano.

A existência de uma parceria com a Magnum era comentada nos bastidores em 2017, mas nunca foi oficialmente anunciada e, inclusive era negada pelo clube. Embora, agora, Luiz diga que tenha existido, é negada por Graziano, que contou ter sido procurado, mas recusado. Luiz fez a acusação quando foi questionado no programa sobre as dívidas trabalhistas do Mogi e apontou a maior responsabilidade para parcerias mal sucedidas. “Primeira parceria foi com o pessoal que tava lá no Guarani, dono da Magnum, Roberto Graziano, era dono de mineradora, de ouro, chegou aqui, trouxe o Marcelo Veiga como treinador, trouxe um grupo de atletas, não pagou ninguém e deixou a conta pro clube. Deixou a conta pro presidente, aqui”, afirmou Luiz, ao programa. 

Graziano viu a acusação como transferência de responsabilidade. “Cara comete um monte de absurdo, um monte de loucura e quer vir jogar a responsabilidade em cima de outra pessoa. Ele queria que a gente entrasse lá e ajudasse ele, mas não teve a mínima condição. Não trabalho dessa forma. Ele comete loucuras e quer que as pessoas que ele vai conhecendo fiquem envolvidas”, rebateu Graziano.  

Perguntado sobre os comentários na época de que existia a parceria em virtude da proximidade de Graziano com Marcelo Veiga, que chegou para ser o treinador e da presença no clube de Lucas Andrino, parceiro de Roberto no futebol, o empresário admitiu apenas ter feito uma indicação do técnico para Luiz. Na época, a alegação para a presença de Andrino no dia a dia era a de estar apenas dando uma ajuda para Veiga, pelo treinador ser ligado à empresa Gold Sports, de Lucas em sociedade com Graziano. Questionado se havia uma parceria, no mínimo informal, Graziano negou. “Nada, ele veio me pedir informação, a gente indicou o Marcelo Veiga porque a gente acha que é um bom treinador, um cara capaz, que poderia fazer um trabalho que ajudasse o Mogi. Só isso, nada a ver. Ele tá viajando dentro da coisa”, alfinetou. 

OUTRO LADO
Procurado por A COMARCA, Luiz disse que não havia admitido a parceria em 2017 por um pedido de Graziano. “Ele não queria que confirmasse, mas todo mundo sabe que ele era parceiro do clube. Ele pediu para não informar porque estava com problema no Guarani”, apontou, colocando que, por este motivo, a parceria não pôde ser formalizada.

Questionado sobre Graziano ter dito que Luiz estava louco e defini-lo como mau-caráter, Oliveira disse que os fatos falam por si. “Mais do que eu estar louco ou falta de caráter, contra fatos não há argumentos”, respondeu.

Dono da Magnum diz que Oliveira tentou usar seu sobrinho jogador

Ao negar a existência de uma parceria com o Mogi Mirim, o empresário Roberto Graziano declarou que o dirigente Luiz Oliveira tentou utilizar seu sobrinho, o então atleta Giuliano Graziano, para convencê-lo a fechar negócio com o clube. “Ele quis: ah, o meu sobrinho poderia jogar. Tentar fazer de uma forma que a gente fosse patrocinar ele com outras coisas que ele estivesse dando, mas nada a ver. Ele tem um tipo de conduta que não faz parte da minha”, colocou.

O meia Giancarlo, então com 22 anos, chegou a integrar o elenco do Mogi, mas foi pouco aproveitado. Este fator foi utilizado por Luiz, segundo Graziano. “Esse que foi o argumento, se quiser, seu sobrinho joga lá, dou uma atenção pra ele. Todo mundo faz, já tive isso em outros clubes. O cara querer levar meu sobrinho porque meu sobrinho tinha um sonho, agora já desistiu, de jogar bola. Mas eu não misturo as coisas. É que ele queria, ele tinha intenções que a gente ajudasse ele em um monte de coisas lá, mas não passou da conversa e da intenção dele. Porque eu nunca falei que estaria lá nem patrocinando e nem ajudando”, reforçou.  

Giancarlo chegou a entrar durante a segunda etapa na estreia do Mogi na Série A-2 do Campeonato Paulista, em que o Sapo foi derrotado por 2 a 1 pelo Taubaté. Na segunda rodada, na derrota para o Velo Clube, ficou na reserva e não entrou. O Sapo caiu para a Série A-3, no terceiro dos cinco rebaixamentos da Era Luiz. 

RESPOSTA
Luiz disse que o sobrinho foi trazido por Graziano, mas elogiou Giancarlo e lembrou que o treinador é quem escalava. “E era até bom de bola, pra falar a verdade, de tantos jogadores ruins, grossos, que ele trouxe, tanto é que caiu o time, o sobrinho era um dos melhores. Só não jogou mais porque machucou”, frisou. 

Luiz disse ainda que o elenco estava com um atraso na folha de pagamento e Graziano enviou um emissário, que chegou 30 minutos antes do jogo contra o Guarani, no Estádio Vail Chaves, pela antepenúltima rodada da A-2, para entregar uma verba entre R$ 60 mil a R$ 70 mil para ajudar a pagar os salários sob a condição do Mogi passar os direitos econômicos de quatro jogadores para um clube do empresário em Tocantins. Segundo Luiz, entre os atletas, Graziano queria 100% dos direitos de Galego e Vitinho e uma porcentagem de Ian. “Eu peguei o dinheiro e mandei ele enfiar... na carteira. Mandou os contratos e queria comprar os meninos por preço de banana. Eu mandei ele devolver o dinheiro dele e paguei a folha vencida”, contou. 

A COMARCA procurou novamente Graziano para ouvi-lo sobre esse episódio apontado por Luiz, mas não havia conseguido contato até o fechamento desta edição. 



Luiz Oliveira diz que dono da Magnum deixou dívidas trabalhistas no Mogi Mirim (Foto: Arquivo/A COMARCA)


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