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Mogi Mirim tem recorde de prefeituráveis

Flávio Magalhães

Realizadas as convenções municipais, confirmou-se o fragmentado panorama eleitoral de Mogi Mirim. Serão oito candidatos ao Poder Executivo local, o maior número da história, disputando um eleitorado de 70 mil pessoas. Quantidade aproximada só em 1982, quando houve sete candidaturas.

Neste sábado, 26, termina o prazo para o registro das candidaturas à Prefeitura e à Câmara Municipal. Todas ainda precisam ser julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o fechamento desta edição, ao menos 16 partidos e mais de 300 nomes já constavam no site para divulgação de candidaturas e contas eleitorais (divulgacandcontas.tse.jus.br), que pode ser consultado por qualquer cidadão. 

Entre os que disputam o Executivo mogimiriano pela primeira vez, está o nome de Aloísio Bueno (PSL). O empresário buscará se apresentar ao eleitorado como o “candidato do capitão”, numa referência ao presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Tem como vice o cabo da Polícia Militar Jorge Antonio Negro, que tem forte atuação em projetos sociais.

Com duas eleições no currículo, ambas para o Legislativo (municipal e federal), o vereador André Mazon (PTB) agora busca a Prefeitura de Mogi Mirim. Teve como grande trunfo eleitoral conquistar o MDB de Tiago Costa e Moacir Genuário. Ao lado do subtenente Marcos Giovani da Cruz (Patriota), mais um militar na disputa eleitoral de 2020, conta com o apoio de uma coligação de quatro partidos.

Acostumado ao ambiente das coordenações de campanha, Danilo Zinetti (PSD) agora marca território como candidato a prefeito. O ex-secretário de Governo da atual Administração Municipal busca a eleição tendo o vereador Jorge Setoguchi (PSD) como vice. Ganhou ainda o apoio do PL, do vereador Robertinho Tavares.

Dos gramados para a política, o dirigente Luiz Henrique de Oliveira (PRTB) se lançou em “chapa pura” com Adilson Pinheiro (PRTB). À frente de gestões controversas no Mogi Mirim Esporte Clube, tem como maior desafio se tornar mais conhecido diante do grande público, já que não possui outros vínculos com a cidade.

A exemplo de 2016, o psicólogo Elias Rezek Ajub (Republicanos) vai à disputa mais uma vez sem coligações, com uma “chapa pura”, mas, desta feita, com o major Getúlio Macedo (Republicanos) como vice. Sua candidatura também apresenta um forte aceno ao eleitorado bolsonarista, além do neopentecostal. 

No time dos veteranos, Ricardo Brandão (Podemos) é o que deixou a Prefeitura há mais tempo. Saiu do posto de chefe do Poder Executivo em 1983. No entanto, sempre manteve um capital político de expressão em Mogi Mirim. Foi vice-prefeito na gestão de Romeu Bordignon e segundo colocado no pleito de 2016. Tem Geraldo Leite (Podemos) como vice e o apoio de Pros, Avante e Rede.

Já Paulo Silva (PDT) foi prefeito entre 1997 e 2004, fase marcada por um intenso processo de industrialização do município e consequente incremento no orçamento municipal. Historicamente ligado a partido de esquerda e centro-esquerda (foi eleito pelo PSB em 1996), adota um discurso conciliador e tem como vice a ex-vereadora Maria Alice Mostardinha (SD), que se diz de direita. Além do Solidariedade, recebeu o apoio de                                                     PSB e PT.

Por fim, Carlos Nelson Bueno (PSDB) busca seu quarto mandato em Mogi Mirim, aos 80 anos de idade. Prefeito entre 2005 e 2012, voltou ao Poder Executivo em 2016, após uma gestão considerada desastrosa liderada por Gustavo Stupp (sem partido). Tem como vice uma das mais jovens e populares lideranças da política mogimiriana, Manoel Palomino (DEM), atual presidente da Câmara Municipal. É apoiado por DEM e Cidadania.



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