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Emprego no varejo cai 6% em 7 meses em Mogi Mirim

Uma pesquisa divulgada pelo Sincomercio Mogi Mirim sobre a atividade comercial local apontou que o setor varejista de Mogi Mirim sofreu com a redução dos contratos formais. Sob a forte influência da pandemia do coronavírus, o comércio de varejo de Mogi Mirim perdeu 247 empregos formais de janeiro a julho de 2020. Com isso, o número de trabalhadores caiu 6% em relação a dezembro do ano passado.

As dificuldades causadas pela pandemia também se refletem no mercado de trabalho varejista das cidades que compõem a região: Campinas perdeu mais de 4,6 mil empregos formais, assim como as vizinhas Mogi Guaçu, que perdeu 335 empregos, e Itapira, que fechou 240 postos de trabalho.

A pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) da FecomercioSP aponta na mesma direção. Os setores do comércio e de serviços paulistas registraram, juntos, um saldo negativo de 308.727 empregos formais no acumulado do início do ano até agosto. No caso do comércio, foi o pior desempenho da série histórica: a redução de 134.708 no total de empregos formais no período significou uma queda de 5% em relação ao seu estoque de vínculos.

O Sincomercio Mogi Mirim considera os resultados preocupantes. “A eliminação de 247 empregos formais em sete meses pode causar danos em cadeia, caso não seja possível retomar as pessoas desempregadas de volta ao mercado de trabalho”, afirmou a entidade, em nota.

Segundo José Antonio Scomparin, presidente do Sincomercio Mogi Mirim, os números são “alarmantes” e demonstram a fragilidade do sistema, o que pode acarretar no fechamento de mais empresas ainda neste ano.

EM QUEDA
Reportagem publicada por A COMARCA em agosto já havia noticiado que a região da Baixa Mogiana fechou mais de 3 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). É um resultado sem precedentes nos números disponibilizados pelo Ministério da Economia, disponíveis a partir do ano de 2007.

Apenas em Mogi Mirim, foram 675 vagas fechadas nesse período, saldo de 3.897 admissões e 4.572 desligamentos. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o comércio (incluindo o mercado de autopeças e de reparação de veículos) foi o grande prejudicado em Mogi Mirim. Foram extintos 426 empregos com carteira assinada no setor. Na indústria, foram fechadas 229 vagas ao todo. No setor de serviços (que inclui bares e restaurantes), o saldo negativo foi de 162.

Queda no emprego pode causar 'danos em cadeia', lembrou presidente do Sincomércio Mogi Mirim (Foto: Arquivo/Divulgação)


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