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Vereadores questionam a alteração que tirou nome de Benjamin Quintino do Cebe

Flávio Magalhães

O Centro de Educação e Integração Social Benjamim Quintino da Silva foi recentemente rebatizado como Centro de Especialização e Base Educacional, mantendo a sigla Cebe, mas retirando da denominação oficial aquele que é considerado o principal articulador da fundação da então Guarda Mirim, ainda em 1962. 

O professor Benjamin Quintino da Silva, hoje com 95 anos de idade, contou com a colaboração do Monsenhor Clodoaldo de Paiva e de outros membros da sociedade civil e do Rotary Club para criar a Guarda Mirim no município, que, desde 2010, adotou nova denominação – Cebe – e o nome do professor Quintino.

A mais recente mudança não agradou alguns vereadores. “É uma falta de consideração. O que aquele homem [Quintino] fez, tirando as crianças da rua e dando emprego... Viveu pela Guarda Mirim e leva uma rasteira dessa maneira”, criticou Moacir Genuário (MDB). A posição do emedebista foi acompanhada por outros vereadores, como Gerson Rossi e Sônia Módena, ambos do Cidadania. Gerson deixou claro seu repúdio, enquanto Sônia pediu que a decisão fosse repensada.

Em nota enviada para A COMARCA, a diretoria do Cebe explicou que a mudança “se deu devido à necessidade de adequar o nome da organização ao trabalho que ela realiza, o que é de extrema importância no momento de captação de recurso para que o Cebe continue a realizar suas ações”.

“Diversas organizações atuam desta forma, informando na descrição de suas siglas o foco de suas atuações, sem qualquer ligação ao nome de uma pessoa. Em Mogi Mirim, por exemplo, diversas organizações que atuam na área da criança e do adolescente seguem esse direcionamento, não vinculando nome de pessoas ao trabalho realizado”, justificou ainda. 

Especificamente sobre o professor Benjamin Quintino da Silva, a diretoria do Cebe ressaltou que ele “permanece tendo sua história respeitada dentro do Cebe e foi elevado pela diretoria e conselho vigente ao posto de sócio honorário, uma alta distinção dentro da organização”.

O professor Benjamin Quintino da Silva, ao lado da esposa Linei (Foto: Arquivo/Divulgação)

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