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Erosão coloca parte do Condomínio Terras de Mogi em risco

O Condomínio Terras de Mogi, localizado no final da Avenida Expedito Quartieri, zona Leste da cidade, que conta atualmente com cerca de 300 famílias residindo no local, também foi apontado pela Secretaria de Obras e Habitação Popular como uma área com infraestrutura precária.

O condomínio residencial foi entregue em 2016, no final do mandato do ex-prefeito Gustavo Stupp, sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal (CEF) e da BM Engenharia, de Poços de Caldas, viabilizado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, em parceria com o programa Casa Paulista, do governo estadual. “Toda a obra foi feita em cima de um pré-projeto. Não há na Prefeitura um projeto de fato aprovado, com avaliação da equipe de arquitetos e engenheiros. Ou seja, toda a obra foi feita sem um parecer técnico e ocasionou problemas gravíssimos que, inclusive, colocam em risco a segurança das famílias que residem no local” afirmou o secretário Paulo Roberto Tristão.

Um dos principais problemas do Terras de Mogi é o sistema de captação de águas pluviais. A tubulação para este tipo de condomínio residencial deve ter, no mínimo, 50 centímetros de diâmetro. No entanto, segundo a Secretaria de Obras, os tubos têm apenas 30 centímetros de diâmetro, ou seja, não suportam o volume de água a ser drenado. Com isso, a tubulação se rompeu no final do ano passado e deslocou um aterro existente no local, sob dois blocos de apartamentos.

A Secretaria de Obras realizou um procedimento emergencial no local – ainda durante o Governo de Transição – na tentativa de conter o processo erosivo. Embora paliativa, a obra estabilizou o solo e não houve necessidade de retirar as famílias do local. No entanto, o problema segue sem solução, apesar da urgência.

“A Caixa Econômica Federal e a BM Engenharia já foram notificados judicialmente. Providências imediatas precisam ser tomadas a fim de solucionar o problema e garantir a segurança dos moradores. A pedido do prefeito Paulo Silva, a Secretaria de Obras não está medindo esforços em auxiliar os moradores do Terras de Mogi. Por isso, os responsáveis pela obra deverão ser processados civil e criminalmente, e ainda terão de indenizar as famílias afetadas pelo problema estrutural do condomínio”, comentou Tristão.

O investimento no condomínio Terras de Mogi foi de R$ 21 milhões, sendo que R$ 18 milhões são recursos federais e R$ 3 milhões são aportados pelo Estado pelo programa Casa Paulista.

Uma obra paliativa conteve o processo erosivo, mas o problema segue sem solução definitiva (Foto: Divulgação/PMMM)

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