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Mais de 20 prédios públicos têm graves problemas de estrutura, diz Prefeitura

De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Obras e Habitação Popular, divulgado nesta semana, mais de 20 prédios públicos apresentam problemas estruturais e possuem falhas graves na execução dos projetos. A listagem inclui até mesmo prédios novos, recém-inaugurados e que, em alguns casos, nunca funcionaram, uma vez que estão comprometidos, em sua maioria, pela falta de um sistema de drenagem adequado e uso de materiais de baixa qualidade.

“São problemas estruturais graves que foram ignorados pela gestão anterior e que têm comprometido, e muito, a qualidade do atendimento ao público”, afirmou a Prefeitura, em material enviado à imprensa, responsabilizando a gestão Carlos Nelson Bueno (PSDB). Dentre os prédios novos com problemas estruturais estão o Estratégia Saúde da Família (ESF) Dr. José Antônio Seixas Pereira, no Alto do Mirante, e os Centros Educacionais Municipais de Primeira Infância (Cempis) Dirce Aparecida Lenhari (no Jardim Europa, zona Leste), Maria Iolanda Posi Donatti (no Parque Real, zona Sul) e Cely de Abreu Sampaio de Amoedo Campos (no Residencial Floresta, zona Sul).

“Não houve fiscalização na execução do trabalho e a empresa que fez as obras executou o serviço de forma inadequada. Eles não cumpriram o Memorial de Execução, que é um procedimento técnico obrigatório. Essa fiscalização era de competência da equipe de Planejamento da gestão anterior, mas não foi feita. O resultado é que temos prédios novos em processo de deterioração por infiltrações. Infiltrações essas, causadas por telhados mal feitos e calhas mal dimensionadas”, ressaltou o secretário de Obras e Habitação Popular, Paulo Roberto Tristão.

Além dos prédios públicos novos, os antigos também acumulam problemas no sistema de drenagem. Segundo a gestão do prefeito Paulo Silva (PDT), “foram utilizados materiais de péssima qualidade e, com isso, as calhas estão enferrujadas e os telhados, sem qualquer manutenção há anos, seguem com telhas quebradas, gerando infiltrações”.

A Secretaria de Obras também identificou que outros dois prédios públicos municipais necessitam de reforma imediata. São eles o Centro Educacional Municipal de Apoio e Atendimento Especializado (Cemaae) Rachel Ramazini Mariotoni, no bairro Saúde, e a creche Fortunata Bertolazzo Albano, na Santa Cruz. No Cemaae, a obra foi executada em 2012 e, segundo a Administração Municipal, sem qualquer fiscalização. “Portanto, houve falha na execução do projeto, especialmente no que se refere à compactação do solo. Com isso, o piso cedeu em vários pontos e parte do prédio precisou ser interditada”, explicou a Prefeitura. O ano de 2012 foi o último do segundo mandato do ex-prefeito Carlos Nelson.

Na creche, a gestão Paulo Silva afirma que a falta de manutenção agravou antigos problemas. Há manchas de infiltração por todo o prédio escolar, telhas quebradas, sistema de drenagem fora dos padrões e piso cerâmico todo estufado. Além disso, as salas de aula apresentam trincas e precisam de reparos urgentes.

DRENAGEM
Outro problema herdado da gestão Carlos Nelson, segundo a Prefeitura, foi a falta de manutenção e investimentos na infraestrutura de drenagem do município. O resultado são os frequentes pontos de alagamento nas proximidades do Complexo Lavapés, na Avenida Pedro Botesi, às margens do córrego Santo Antônio e no trecho que compreende o túnel Mário Covas, na zona Leste.

A Secretaria de Obras e Habitação Popular afirmou estar elaborando um dossiê completo dos problemas, para poder levantar os custos de cada obra necessária. Os projetos devem ser elaborados ao longo de 2021 para que, a partir do ano que vem, sejam executados.

Prédios públicos acumulam série de problemas estruturais (Foto: Divulgação/PMMM)


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