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Fênix diz ter prejuízo de R$ 4 milhões com pandemia e pede auxílio à Prefeitura

A Viação Fênix, responsável pela Santa Cruz Transportes, empresa que detém a concessão do transporte público de Mogi Mirim, revelou ter um prejuízo de R$ 4 milhões desde março do ano passado, quando começou a quarentena provocada pela pandemia da Covid-19. Em nota, a empresa afirma que os impactos da pandemia foram “devastadores”.

Em Mogi Mirim, porém, a empresa aponta que há desequilíbrio no contrato de concessão com a Prefeitura antes mesmo da Covid-19, em 2018. “Desde o início da pandemia, no primeiro semestre de 2020, notificamos a Administração Municipal por inúmeras e incontáveis vezes, relatando as dificuldades enfrentadas por esta concessionária, ocasionada pela pandemia”, alega a empresa.

A Fênix afirma ainda ter apresentado à Prefeitura argumentos técnicos e opções de soluções para o transporte, a fim de garantir a manutenção do serviço público. “Após as comprovações técnicas, a Administração Municipal, ainda em 2020, em decisão unilateral, reconheceu parcialmente os prejuízos e desequilíbrio instalado, que poderiam afetar a operação de transporte coletivo”, explicou a empresa.

No entanto, a Fênix destaca que perdeu 80% do faturamento, numa situação que vem perdurando por meses e, com o agravamento da pandemia, sem expectativa de melhora. Além disso, ressaltou que a Prefeitura não pagou o auxílio paliativo referente aos meses de novembro e dezembro, no valor aproximado de R$ 250 mil. 

“Precisamos de aporte financeiro urgente do Poder Público para manter o serviço público que a população merece e o contrato de concessão minimamente equilibrado econômica e financeiramente, para que possamos honrar nossos compromissos com nossos colaboradores e fornecedores”, justificou a empresa. “Mesmo com todas estas dificuldades, garantimos a operação de transporte coletivo de Mogi Mirim durante esse amargo ano, cumprindo com as obrigações de remuneração de toda nossa equipe funcional”, completou.

Segundo a empresa de transporte, é necessário um reequilíbrio contratual, já que a mesma tarifa de R$ 4,20 vem sendo aplicada desde 2018. Além disso, a Fênix alega que, em 2019, foram contabilizados 1.109.996 passageiros pagantes, enquanto em 2020, este número caiu para 355.936 passageiros pagantes.

Representantes da Prefeitura se reuniram com a diretoria da Fênix e discutiram a possibilidade de estudar um reajuste de tarifas para tornar o sistema financeiramente viável. Além disso, a Prefeitura se comprometeu a viabilizar um subsídio para a empresa até passar a crise acarretada pela pandemia da Covid-19.

GREVE
Por um período de aproximadamente 24 horas, os motoristas da Viação Fênix realizaram uma paralisação na semana passada, organizada pelo Sindicato dos Condutores de Mogi Guaçu e Região. A greve foi deflagrada pelo atraso no pagamento do salário referente a fevereiro e pela negativa da empresa quanto à concessão de reajuste no salário e no vale alimentação, reivindicado pela categoria.

O movimento grevista atingiu as linhas urbanas de Mogi Mirim e a linha intermunicipal Mogi Mirim/Mogi Guaçu. Durante a última terça-feira, dia 9, apenas três das onze linhas rodaram normalmente, atendendo ao percentual mínimo de 30% estabelecido pela legislação, por se tratar de um serviço essencial à população. Ao todo, 45 motoristas atuam no município.

A greve foi encerrada na madrugada seguinte, após um acordo no qual a Fênix se comprometeu a fazer o pagamento dos salários de fevereiro, bem como conceder reajuste de 3% na folha e um acréscimo de R$ 50 no vale alimentação. Os dois reajustes serão incluídos na folha de pagamento de maio. Com isso, na quarta-feira, os motoristas voltaram a trabalhar normalmente.

Empresa defende reequilíbrio econômico, já que a mesma tarifa é praticada desde 2018 (Foto: Arquivo/Divulgação)


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