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“Lockdown” derruba movimento no Guaçu, mas fiscalização encontra irregularidades

À primeira vista, o decreto do prefeito Rodrigo Falsetti (Cidadania), que restringe a circulação de pessoas e o funcionamento de atividades comerciais em Mogi Guaçu, está cumprindo seu objetivo. O chamado “lockdown” guaçuano teve início à 0h01 desta terça-feira, 2, e deve seguir até as 23h59 do dia 8 de março.

No período da manhã, a reportagem de A COMARCA esteve nas ruas e verificou que a Avenida Mogi Mirim, ligação interna os municípios, estava irreconhecível. A diferença entre as duas cidades era clara. Enquanto o lado mogirimirano registrava movimento praticamente normal, em território guaçuano o comércio – formado naquele trecho predominantemente por revenda de carros – estava com as lojas fechadas.

Também na avenida, farmácias, supermercados e a sede da regional da Unimed estavam com as portas abertas, mas com baixa movimentação. Na região central, a cena era parecida. A Rua Chico de Paula, uma das principais do comércio guaçuano, estava praticamente vazia. Um dos raros estabelecimentos abertos no local era uma drogaria.

A poucos metros dali, uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) tentava convencer um lojista, de um estabelecimento de calçados, a fechar as portas. Relutante, o empresário disse que era uma situação injusta porque, segundo ele, “nos bairros havia lojas abertas”. 

Depois da fiscalização dos agentes da GCM, ele concordou em fechar. A guarda civil Gisele disse que, na noite anterior, quatro comércios haviam sido fechados pela fiscalização. Segundo ela, a orientação neste primeiro momento era a de fiscalizar o comércio e, logo em seguida, seriam abordas pessoas circulando pelas ruas.

COMO FUNCIONA?
Funcionam normalmente:
Hospitais, postos de saúde, clínicas médicas de todas as especialidades (incluindo fisioterapia, odontologia, entre outras), clínicas veterinárias, laboratórios, farmácias, agências bancárias, lotéricas, agências do INSS, agências dos correios, cartórios, postos de gasolina, atendimento domiciliar na área de saúde (incluindo cuidadores de idosos), atividade agrícola e de escoamento, de segurança privada e de transporte individual de passageiros (taxistas e motoristas de aplicativos).

Funcionam com restrição:
- Supermercados, mercados, padarias, açougues e hortifrutis: das 6h às 19h. Acesso permitido a uma única pessoa por família ou grupo. Menores de 12 anos não podem entrar. Pessoas com deficiência podem levar um acompanhante.

- Agência do Poupatempo: até 30% da capacidade de atendimento.

- Transporte público: até 30% da lotação máxima dos veículos.

- Oficinas mecânicas: portas fechadas e atendimento exclusivo a emergências.

- Indústrias: funcionamento permitido somente caso a paralização implique em danos de maquinário, equipamentos ou insumos perecíveis.

- Hotéis: limitados a 40% da ocupação máxima.

- Escolas e atividades religiosas: somente com transmissão online, não presencial.

Funcionam somente com entrega a domicílio: 
- Agropecuárias.

- Restaurantes, lanchonetes e pizzarias: das 11h às 14h e das 19h às 22h.

- Fornecimento de gás.

Com restrições impostas pela Prefeitura, circulação diminuiu em Mogi Guaçu (Foto: Fernando Gasparini)


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