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Museu é reaberto após duas décadas de abandono

Na manhã da última quinta-feira, 29, o Museu Histórico e Pedagógico Presidente João Teodoro Xavier, no Centro Cultural, foi reaberto ao público. A cerimônia contou com a presença do prefeito Paulo Silva (PDT), da vice-prefeita Maria Alice Mostardinha (SD), de vereadores, secretários e membros do Centro de Documentação Histórica (Cedoch).

A data é um marco na história do museu, que permaneceu grande parte dos últimos 20 anos fechado ao público. Chegou a ser alvo de denúncia junto à Secretaria de Estado da Cultura e de reportagem no jornal Folha de S.Paulo, no ano 2000, em razão do estado de abandono em que se encontrava na época, chegando a perder parte de seu acervo.

Essa página, porém, parece ter ficado para trás. O secretário municipal de Cultura e Turismo, Luís Dalbo, destacou que o local passou por uma profunda reforma, que durou, aproximadamente, 90 dias. “Foi um trabalho intenso e cansativo, pois além da mudança, tivemos que restaurar e montar várias peças”, recorda. 

Dalbo agradeceu aos membros do Cedoch e funcionários da pasta pelo profissionalismo e dedicação para colocar o museu “em pé” novamente. “Esse espaço, além de sua importância histórica para os mogimirianos, é um espetacular atrativo turístico e cultural da cidade”, resumiu.

O secretário também prometeu ampliar as parcerias com a Secretaria de Educação de Mogi Mirim, para aumentar as visitações de alunos das redes municipal e estadual. Ainda durante a cerimônia, uma representante do povo Pankararu, a índia Marcela Torres, presenteou o museu com uma esteira típica daquela tribo. “Precisamos preservar as culturas, principalmente a indígena e africana, que também formam o nosso povo”, destacou Marcela, que é de Pernambuco. 

Dentro dessa mesma ótica, a vice-prefeita Maria Alice Mostardinha (SD) afirmou que um povo que não preserva sua memória, não terá cultura. Já a presidente do Cedoch, Carmem Lúcia Bridi, lembrou do restauro e limpeza do acervo do museu. Ela revelou que, além das mais de 880 peças expostas, há outras 400 aguardando para serem catalogadas, limpas ou restauradas para, só então, entrarem em exibição. Por último, Carmem pediu ao prefeito a contratação de um museólogo para cuidar daquele importante espaço cultural da cidade.

Há quase dois anos, nas comemorações dos 250 anos de Mogi Mirim, o museu chegou a ser reaberto por um mês, graças também ao esforço das pesquisadoras do Cedoch, Carmen Bridi e Antonia Marchese, que reorganizaram o acervo em cinco seções temáticas, fazendo referência aos períodos colonial, imperial, republicano, da Revolução Paulista de 1932 e da contemporaneidade.

HONRA
Antes do descerramento da faixa marcando a reabertura do museu, o prefeito Paulo Silva disse que era uma honra para ele estar participando desse momento histórico para Mogi Mirim. Ele também fez questão de elogiar os servidores da Cultura, o Cedoch e todas as pessoas envolvidas na recuperação do museu.

Em seguida, os convidados puderam conhecer a exposição das peças históricas abrigadas pelo museu. Até mesmo a icônica banheira de mármore, na qual Dom Pedro II se banhou quando esteve em Mogi Mirim para a inauguração da Estrada de Ferro Mogiana, estava exposta em destaque. 

Foi fundado em 1962 pelo Serviço de Museus Históricos da Secretaria de Estado da Educação, o museu hoje também conta com um grande acervo sobre a Revolução de 1932, peças indígenas, evolução tecnológica, máquinas e aparelhos antigos, dentre outros objetos de interesse histórico.

Um marco para a história do Museu Presidente João Teodoro Xavier: a reabertura para o público (Foto: Portal da Cidade Mogi Mirim)

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