Eduardo Bolsonaro e Janaína Paschoal são os mais votados em Mogi Mirim

Eduardo Bolsonaro e Janaína Paschoal, ambos do PSL, foram os nomes mais votados em Mogi Mirim para os cargos de deputado federal e deputado estadual, respectivamente. O município seguiu a tendência do estado de São Paulo, que votou em peso nas duas candidaturas.

Eduardo é o terceiro filho do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e foi eleito para seu segundo mandato consecutivo no Congresso Nacional como o deputado federal mais votado da história do Brasil, com 1.843.715 votos, dos quais 6.332 vieram de Mogi Mirim. O recorde anterior era do falecido político Enéas Carneiro, que teve 1.573.642 votos em 2002.

Em Mogi Mirim, além de Eduardo Bolsonaro, também registraram votação expressiva a jornalista Joice Hasselmann (4.036) e o deputado federal Carlos Sampaio (1.974), que foi reeleito. Quatro candidatos da cidade se lançaram ao cargo, mas nenhum deles foi eleito.

Janaína Paschoal é advogada e professora da Universidade de São Paulo (USP). Ganhou notoriedade nacional ao ser uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Entrou para a história nessas eleições como a deputada estadual mais votada do país, com 2.060.786 votos. Em Mogi Mirim, obteve 6.935 votos.

Entre os estaduais, houve também expressiva votação em Mogi Mirim para o deputado Barros Munhoz (6.204), que foi reeleito. Dos candidatos da cidade, se destacaram o vereador Robertinho Tavares, o psicólogo Elias Ajub e o policial Sargento Coran, mas eles não foram eleitos.

Eduardo Bolsonaro e Janaína Paschoal (fotos: Agência Brasil)



Em Mogi, Doria tem 44% e Skaf é mais votado que França

O candidato do PSDB ao governo do estado de São Paulo, João Doria, recebeu a maior parte dos votos dos mogimirianos nas eleições do último domingo, 7. O tucano recebeu 43,98% dos votos válidos, o que corresponde a 17.866 votos após 100% das urnas do município serem apuradas.

Na segunda colocação ficou o empresário Paulo Skaf (MDB), votado por 8.026 mogimirianos, o equivalente a 19,76% dos votos válidos em Mogi Mirim. O emedebista recebeu na cidade mais votos que o atual governador Márcio França (PSB), que foi ao segundo turno contra Doria. França conseguiu 6.342 votos, 15,61% do total.

Chama a atenção em Mogi Mirim a votação do candidato Major Costa e Silva (DC), que ficou com 6,49% dos votos válidos, sendo o escolhido de 2.638 mogimirianos. Ele ficou em quarto lugar ao fim da apuração no município, a frente do petista Luiz Marinho, que registrou 2.061 votos, ou seja, 5,07% do total.

Na apuração no estado de São Paulo, Doria terminou com 31,77% e vai enfrentar Márcio França no segundo turno. O atual governador recebeu 21,53% dos votos válidos dos paulistas e quase 90 mil votos a mais que Paulo Skaf.

João Doria (Foto: Agência Brasil)


Confira a votação dos candidatos a governador em Mogi Mirim:

João Doria (PSDB): 17.866 (43,98%)

Paulo Skaf (MDB): 8.026 (19,76%)

Márcio França (PSB): 6.342 (15,61%)

Major Costa e Silva (DC): 2.638 (6,49%)

Luiz Marinho (PT): 2.061 (5,07%)

Rodrigo Tavares (PRTB): 1.467 (3,61%)

Rogerio Chequer (NOVO): 1.235 (3,04%)

Professora Lisete (PSOL): 916 (2,25%)

Professor Claudio Fernando (PMN): 49 (0,12%)

Toninho Ferreira (PSTU): 22 (0,05%)

Lilian Miranda (PCO): votos declarados nulos pela Justiça Eleitoral

Marcelo Candido (PDT): votos declarados nulos pela Justiça Eleitoral

Bolsonaro tem 66% dos votos em Mogi Mirim

O candidato a presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) teve 66,65% dos votos válidos em Mogi Mirim, estabelecendo no município ampla vantagem em relação aos demais concorrentes. Com 100% das urnas apuradas, Bolsonaro conquistou 31.820 votos mogimirianos.

Na segunda colocação, ficou o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 9,38% dos votos válidos em Mogi Mirim, o que corresponde a 4.480 votos. Já o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) teve votação parecida: 4.297, isto é, 9% dos votos da cidade.

Já o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que disputará o segundo turno com Bolsonaro, teve fraco desempenho na cidade, recebendo 7,04% dos votos válidos, o equivalente a 3.359 votos. O quinto colocado na preferência do mogimiriano foi João Amoedo (NOVO), que recebeu 1.973 votos, 4,13% dos votos válidos.

Na soma de todos os votos válidos, Jair Bolsonaro recebeu 46,03% do total e enfrentará Fernando Haddad no segundo turno. O candidato petista teve 29,26% dos votos. A votação para o segundo turno está marcada para o último domingo do mês, 28 de outubro.

Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)


Confira os votos que cada presidenciável recebeu em Mogi Mirim:

Jair Bolsonaro (PSL): 31.820 (66,65%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 4.480 (9,38%)

Ciro Gomes (PDT): 4.297 (9%)

Fernando Haddad (PT): 3.359 (7,04%)

João Amoedo (NOVO): 1.973 (4,13%)

Cabo Daciolo (PATRI): 505 (1,06%)

Henrique Meirelles: (MDB): 438 (0,92%)

Marina Silva (REDE): 341 (0,71%)

Álvaro Dias (PODE): 285 (0,6%)

Guilherme Boulos (PSOL): 171 (0,36%)

Eymael (DC): 30 (0,06%)

João Goulart Filho (PPL): 27 (0,06%)

Vera Lúcia (PSTU): 17 (0,04%)

Após dois meses, serviço de acolhimento a moradores de rua supera desconfiança

Flávio Magalhães

Em funcionamento há pouco mais de dois meses, o serviço de acolhimento a moradores de rua instalado na Ladeira São Benedito pelo Centro de Referência em Assistência Social (Creas) superou as desconfianças dos vizinhos e vem prestando atendimento diário na antiga sede da Guarda Mirim. Na última quinta-feira, 27, a Secretaria Municipal de Assistência Social promoveu a inauguração oficial do espaço.

“Os vizinhos nem perceberam quando começamos a funcionar, porque as pessoas em situação de rua ficam aguardando o atendimento dentro do prédio, não na calçada”, explicou a secretária Leila Feracioli Iazzetta para A COMARCA. O espaço oferece café da manhã e banho aos moradores de rua diariamente, o que era feito anteriormente na sede do Creas, localizado na esquina entre a Igreja de São Benedito e a Santa Casa de Misericórdia.

Naquele local, o Creas precisou reduzir o serviço para apenas dois dias na semana, porque os moradores de rua começaram a se reunir na Praça Duque de Caxias, causando desconforto aos vizinhos. Para resolver a polêmica, a Secretaria de Assistência Social alugou a antiga sede da Guarda Mirim, um espaço mais amplo, para voltar a oferecer o atendimento diariamente.

Na época, o anúncio desagradou aos moradores da ladeira São Benedito, que chegaram a organizar um abaixo-assinado contra a mudança. Felizmente, o temor não se confirmou. Isso porque, apesar de Mogi Mirim ter aproximadamente 100 moradores de rua, apenas 20 procuram o serviço com frequência. Além disso, os próprios atendidos ajudam a manter o local sempre limpo e organizado.

Hoje, o espaço está até de cara nova. Uma oficina de grafite com jovens, a convite do Creas, transformou a fachada do local. Por ocasião da inauguração, um dos atendidos, chamado Luiz Gustavo, leu um poema feito por um morador de rua de Salvador (BA) chamado Carlos Eduardo. “Não somos lixo, não somos bicho, somos humanos, se na rua estamos é porque nos desencontramos”, diz parte do texto.

A secretária Leila Feracioli Iazzetta 


AUDIÊNCIA
Na última quarta-feira, 26, o vereador Alexandre Cintra (PSDB) realizou uma audiência pública sobre os moradores em situação de rua. Foram convidados a secretária Leila Iazzetta e o doutor em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP) Humberto Bersani. Na ocasião, a Secretaria de Assistência Social trouxe números que apontam uma ampliação no atendimento à população de rua, em razão do novo local inaugurado na Ladeira São Benedito.

“Eles [moradores de rua] são subproduto da sociedade em que a gente vive, essas pessoas tiveram origem numa família biológica como qualquer um de nós”, lembrou Leila. Questionada pelos vereadores Geraldo Bertanha (SD) e Maria Helena Scudeler (PSB) sobre as reclamações da população sobre a sujeira provocada pelos moradores de rua, a secretária fez uma ressalva. “Todo dia eram retirados de sete a oito sacos de lixo do Jardim Velho, isso não é sujeira de morador em situação de rua, mas da própria população que não tem consciência”, afirmou. Além disso, a secretária chamou atenção para a falta de banheiros públicos na cidade.

Um dos principais objetivos da Secretaria é conseguir recursos para a instalação de uma Casa de Passagem, um tipo de serviço semelhante ao popularmente conhecido como albergue, no qual os moradores de rua podem pernoitar. O investimento necessário para isso, segundo cálculos da Pasta, é de R$ 400 mil ao ano. “É um tipo de investimento que a sociedade não quer pagar o preço”, lamentou Leila.
Editoria:

Quadrilha invade loja das Casas Bahia e leva várias mercadorias

Uma quadrilha, que seria formada por pelo menos três homens e uma mulher, invadiu a loja das Casas Bahia na manhã da quarta-feira, 26, promovendo uma limpa nos celulares. Informações extraoficiais indicam que teriam sido levados aproximadamente R$ 500 mil em mercadorias.

Por volta das 11h40 de quarta-feira, os suspeitos, que estariam ocupando um veículo de porte da marca VW, chegaram ao estabelecimento comercial, anunciaram o roubo e exigiam os aparelhos celulares.

A ação foi rápida e mesmo o estabelecimento comercial estando na rua Conde de Parnaíba, região central de Mogi Mirim, passou desapercebida por populares.
A Polícia Militar foi acionada e colheu os primeiros dados, que ainda não foram oficialmente passados para a Polícia Civil, que realiza as investigações.


Editoria:

Cirurgias eletivas também vão para Itapira

O programa Cirurgia Em Dia, que tem como objetivo zerar a fila de 1,5 mil procedimentos cirúrgicos na cidade, anunciou nesta semana o credenciamento da Santa Casa de Itapira. A autorização foi dada pelo prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) na última terça-feira, 18. “Quanto mais hospitais e profissionais estiverem aptos para fazer as cirurgias, mais rápido vamos caminhando e podemos atender a população que espera há anos por isso”, enfatizou o chefe do Executivo.

A Santa Casa de Itapira agora se junta ao Hospital Bom Samaritano, de Artur Nogueira, para a realização de cirurgias da rede pública mogimiriana. O hospital itapirense irá iniciar os procedimentos com cirurgias dermatológicas e ginecológicas. Com a adesão de mais unidades hospitalares ou clínicas, a Prefeitura deverá dividir de forma igualitária as cirurgias, que tiveram início há aproximadamente um mês e já alcançaram a marca de 300 procedimentos realizados.

Ao mesmo tempo, a Santa Casa de Mogi Mirim aguarda autorização para também reforçar a realização de cirurgias eletivas. A Santa Casa local já concordou com a minuta do convênio apresentada pela Prefeitura que prevê a realização de 80 cirurgias por mês. Nos quatro primeiros meses, serão 40 procedimentos pagos pela Administração Municipal e outros 40 compensados das cirurgias já pagas e ainda não realizadas.

Atualmente, a Prefeitura espera a realização de 160 cirurgias ainda não feitas pela Santa Casa, mas todas devidamente quitadas. A assinatura do convênio, com duração de 12 meses, deve resolver o impasse e só depende do aval do Conselho Municipal de Saúde (CMS). “Nossa prioridade absoluta é acabar com essa lista de espera. Tenho cobrado os resultados diariamente da secretária de Saúde e as cirurgias de maior complexidade vão começar a ser feitas nos próximos dias”, afirmou Carlos Nelson, que destinou R$ 4 milhões para o programa.

Santa Casa de Itapira

Câmara aprova lei para divulgação na web de listas de espera na Saúde

As listas de espera para consultas comuns ou especializadas, exames, cirurgias e quaisquer outros procedimentos ou ações de saúde agendadas pelos cidadãos na rede pública de Mogi Mirim devem ser divulgadas na internet. É o que determina uma lei aprovada recentemente na Câmara Municipal por autoria dos vereadores Moacir Genuário, Tiago Costa (ambos do MDB) e Manoel Palomino (PPS).

A iniciativa vale para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais órgãos sob gestão municipal, como o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS). A divulgação se dará através de site de internet, mas respeitando o sigilo de cada paciente. Entre as informações divulgadas deverão constar data da solicitação (de acordo com a especialidade) e a posição que o munícipe ocupa na fila.

Os autores da lei defendem que a Prefeitura já possui um site próprio que requer permanente atualização e manutenção, sendo que a inserção de novos dados referente a divulgação das listas de espera dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) não acarretaria aumento de gastos ao Município, tampouco alteraria as atribuições funcionais dos servidores já designados para essa função.

Mesmo assim, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) chegou a vetar integralmente a lei. No entanto, a Câmara Municipal derrubou o veto do Executivo de maneira unânime. Agora a Administração Municipal terá 60 dias para regulamentar a nova lei, colocando em prática a nova regra.

DENÚNCIA
Em nota, a secretária municipal de Saúde, Rosa Iamarino, determinou a abertura de sindicância administrativa para apurar qualquer suposta alteração na ordem da lista de cirurgias eletivas. Isso porque uma denúncia do vereador André Mazon (PTB) apontou um possível favorecimento para a família de uma servidora pública municipal. Para a Prefeitura, porém, não há quaisquer provas de isso tenha ocorrido, de fato.

Ainda assim, Rosa determinou a sindicância para que a população tenha certeza da lisura com que os procedimentos são tratados. “Tenho absoluta certeza de que as cirurgias seguem a ordem de marcação das mesmas. Não permitimos esse tipo de favorecimento nessa Administração. São acusações levianas e a sindicância apurará que não há procedimento irregular”, afirmou Rosa. No último relatório apresentado pela Secretaria de Saúde, no começo do mês, quase 300 cirurgias haviam sido feitas por meio do programa Cirurgia em Dia.



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