Sala de cinema de Mogi Mirim fecha as portas

Por Flávio Magalhães

O Center Cine de Mogi Mirim fechou suas portas definitivamente. As sessões derradeiras foram exibidas no último domingo, dia 30. A notícia foi divulgada, em tom de pesar, pela própria sala de cinema, em sua página oficial no Facebook.

A reportagem de A COMARCA conversou com o empresário Antônio Carlos Bernardi, o Lilo, presidente da Associação Mogimiriana de Beneficência, instituição que investiu na estrutura cinematográfica e locou o espaço para uma empresa do ramo. Ele apontou a crise financeira como motivação para o fim das atividades.

“Estou sendo forçado pelas circunstâncias econômicas, pois não estamos conseguindo cobrir os custos”, relatou. Até então, seis funcionários trabalhavam no Center Cine, incluindo os finais de semana e períodos noturnos, o que consequentemente acarreta horas extras. “Venho tentando levar, mas está no vermelho”, completou Lilo.

O empresário entende que a crise afetou o público do cinema. Segundo suas informações, menos de 20 pessoas comparecem a cada sessão, numa sala com capacidade para 145 lugares. “E só estamos trabalhando com lançamentos. As distribuidoras nos cobram e reclamam pela renda baixa”, lembrou Lilo.

Mas esse fechamento das salas ainda não é um fim definitivo para a história do cinema em Mogi Mirim. Lilo garante que a estrutura do Center Cine, que inclui alguns equipamentos modernos adquiridos com financiamento pelo BNDES, não será desmontada. “Se no futuro a situação melhorar, o cinema reabre. O que não posso é ficar dando murro em ponta de faca agora”, declarou.



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Polícia investiga morte na Vila Dias

A Polícia Civil está investigando as circunstâncias da morte de Hamilton Cesar Mizael, 43, ocorrida na última quinta-feira, 27, na Vila Dias.

Uma unidade do SAMU foi acionada para a Rua Cuba, por volta das 23 horas e, ao chegarem, constataram que Hamilton estava sem vida e aparentava ter um afundamento de crânio.

A PM foi acionada e realizou buscas, posteriormente acionando a Polícia Cientifica para a realização de perícias. Aparentemente não haveria qualquer sinal de arrombamento ou invasão.

Hamilton foi encontrado caído no interior de sua casa por um amigo, que também mora no local. Após os trabalhos periciais, o corpo foi removido ao IML.


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Sindicato dos Atletas é impedido de entrar no ‘Vail Chaves’

Após receber uma denúncia de que o Mogi Mirim Esporte Clube não estava pagando os salários em dia e também sobre a falta de alimentação adequada, o Sindicado de Atletas de São Paulo prontamente seguiu ao município no início da tarde de quinta-feira, 27.

 Os diretores Mauro Costa e Osmir Baptista, além do advogado do sindicato Guilherme Martorelli, foram averiguar a situação e buscar esclarecimentos junto aos atletas e a diretoria do clube.

“Alguns jogadores entraram em contato conosco para relatar o que estava ocorrendo. Disseram-nos que, além dos vencimentos atrasados já há alguns meses, o clube também não estava oferecendo uma alimentação correta. Prontamente nos colocamos à disposição para ajudar”, revela o Diretor de Relacionamento Mauro Costa.

“Ao chegarmos ao estádio fomos impedidos de falar com os atletas. O gerente de futebol, Felipe Oliveira, avisou que só seria possível a conversa se o presidente do clube, Luiz Henrique de Oliveira, estivesse presente e como ele não estava, iriam chamar a polícia para que nos tirassem do local”, explica o advogado Guilherme Martorelli.

Após serem impedidos de terem contato com os atletas, os três foram à delegacia fazer um Boletim de Ocorrência.

Haverá uma reunião na entidade para estudar as próximas medidas que serão tomadas com relação a proibição da entrada no estádio. O Sindicato manterá contato com os atletas do Mogi Mirim para dar seguimento ao caso.

Mauro Costa foi impedido de entrar no estádio (Fabio Giannelli/Soccer Digital)


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Radares voltam a operar na cidade em setembro; veja os locais onde serão instalados

Os radares fixos vão voltar a operar na cidade nos próximos meses. A Prefeitura já contratou a empresa que ficará responsável, no decorrer de um ano, pela instalação, operação e manutenção de radares, fixos e móveis, nas vias municipais. A licitação foi vencida pela empresa Splice Indústria, Comércio e Serviços Ltda, da cidade paulista de Votorantim.


Segundo a Secretaria de Transporte, Trânsito e Serviços, o contrato prevê o prazo de 60 dias, a partir da ordem de serviço – expedida em 10 de julho, para a instalação dos equipamentos. A previsão é que em 10 de setembro, o funcionamento dos aparelhos seja iniciado.

“Estamos atuando, a fim de estabelecer plena segurança aos motoristas e pedestres. E atentamos para as vias ou cruzamentos considerados perigosos e, nestes pontos, vamos priorizar a colocação de radares”, explicou o secretário da Pasta, Vitor Coppi. “Nesse período também deverá ser realizada a aferição dos locais”, complementou.

Pelo cronograma formulado por técnicos municipais, serão ao menos oito radares fixos distribuídos na Rua Padre Roque, Avenida da Saúde, Avenida Pedro Botesi, Avenida Brasil, Avenida 22 de Outubro, Avenida Adib Chaib e Rod. Nagib Chaib.

A direção da Pasta destacou ainda que haverá uma campanha educativa e de conscientização no trânsito. “Estamos agindo com transparência, já que a iniciativa é fundamentada no cuidado que a população deve ter no trânsito, pois o respeito ao limite de velocidade é exemplo de cidadania”, afirmou.

SEMÁFORO
Os cruzamentos entre a Avenida 22 de Outubro e a Avenida Brasil terão, além do controlador de excesso de velocidade, o controle de avanço semafórico. Isto é, serão fiscalizados os veículos que pararem em cima da faixa de pedestres.
Os investimentos na segurança no trânsito foram de R$ 216.800,00 por 12 meses.


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Confusão, calote e empate no ‘Vail Chaves’

Na tarde do último sábado, 22, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, o lanterna Mogi Mirim saiu na frente do líder Botafogo, mas cedeu o empate por 2 a 2 no estádio “Vail Chaves”. Com o resultado, o time de Marcelo Veiga chegou aos nove pontos.

O Mogi Mirim começou a partida atuando de forma mais inteligente, protegendo a posse de bola e criando boas jogadas pelo meio. Aos 17 minutos, Cristian encontrou Nunes dentro da área, mas o camisa 9 chutou mal e a bola foi por cima do gol.

O mesmo centroavante teve outra grande oportunidade aos 32 minutos. Rodrigo avançou até a linha de fundo e levantou para a área. Nunes cabeceou com força e Neneca fez grande defesa. A partida já estava parada, porém, com a falta do atacante no zagueiro Caio Ruan.

Quando o jogo se encaminhava para o intervalo, o time mandante chegou ao seu gol. Em cobrança de escanteio, Alex Cazumba caprichou e Jânio desviou na primeira trave. A bola sobrou limpa para Emerson tocar ao fundo das redes.

O segundo tempo foi ainda mais grato com o Mogi Mirim. Aos 12 minutos, Alex Cazumba avançou pela esquerda, olhou para a área e levantou a bola. Régis teve tranquilidade para dominar e chutar forte, fazendo o segundo gol de seu time no jogo.

O placar adverso fez com que o Botafogo finalmente fosse ao ataque. Aos 16 minutos, Wesley arriscou de fora da área e, no rebote, a bola sobrou para Edno, que não desperdiçou e diminuiu.

O Mogi Mirim sentiu o gol e o time de Ribeirão Preto teve mais uma boa oportunidade aos 20 minutos. Gerley cruzou, Edno ajeitou para trás e Morais chutou com muito perigo. Deu sorte o goleiro Maringá pela bola ir para fora.
O Botafogo pressionou o adversário até o minuto final, mas o goleiro Maringá, bem como todo o sistema defensivo do clube mandante estava em um jogo especial e garantiram os três importantes pontos.

Com 40 minutos, o jogo ficou paralisado devido a uma confusão generalizada. Nunes e Preto Costa, do Mogi Mirim, acabaram expulsos, bem como Gladstone, do Botafogo. A confusão beneficiou o time de Ribeirão Preto, que com um a mais, foi para cima e conseguiu o segundo gol aos 54 minutos, em jogada individual de Wesley.

CALOTE
O árbitro Rodrigo D'Alonso Ferreira relatou na súmula da partida que nenhum membro da comissão de arbitragem recebeu o pagamento, que sempre fica a cargo do time mandante. Ele reitera que apenas o delegado e o assessor da partida receberam.

Essa não é a primeira vez que o Mogi tem esse tipo de problema. Logo na estreia da Série C, em jogo contra o São Bento, o árbitro Márcio Henrique de Gois relatou que a comissão, o motorista e o assessor não receberam os valores definidos que juntos somam R$ 6725.

Outro problema ocorreu na nona rodada, contra o Joinville. Segundo o árbitro José Ricardo Vasconcellos Laranjeira, a arbitragem foi paga, mas o clube mogimirano não pagou o delegado da partida, o analista de campo e o motorista da FPF.

O Mogi Mirim volta a campo no próximo sábado, às 15h30, para enfrentar o Tombense, novamente no estádio Vail Chaves, em Mogi Mirim. (com informações do Portal Futebol Interior)

Prefeitura é condenada a pagar R$ 8 milhões

A Prefeitura de Mogi Mirim foi notificada recentemente sobre as condenações em duas ações trabalhistas que totalizam, juntas, quase R$ 8 milhões em indenizações. Os processos foram movidos pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep).

Em uma delas, ação já transitada em julgado, o município tem de pagar o valor de pouco mais de R$ 1,5 milhão referente à diferença salarial das educadoras infantis de ensino em relação ao piso nacional do Magistério. Tal pagamento deve ocorrer até o dia 06 de setembro, sob pena até de sequestro de contas da Prefeitura. A ação foi movida em 2012.

Em outra ação, no valor de quase R$ 6 milhões, é exigido o valor das férias em dobro aos servidores públicos municipais em virtude de o pagamento ter sido feito fora do prazo legal. A previsão é que as indenizações sejam pagas até o final do ano.

Embora os valores sejam importantes para os servidores municipais, a Prefeitura vê com preocupação o cenário do município a partir do pagamento dessas ações. A Administração Municipal entende que os esforços para a economia de recursos públicos serão diluídos com as indenizações. “A situação voltou a se complicar novamente e ficou delicada, inclusive, para honramos o pagamento do 13º salário no final do ano”, advertiu o secretário de Finanças, Roberto de Oliveira Júnior.

O secretário justifica sua preocupação pelo fato do município não ter dotação orçamentária suficiente, pela arrecadação do Governo não crescer diante da instabilidade econômica do país e o pelo limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (51,30%) com a folha de pagamento já ter sido ultrapassado e atingido 53,79%.

“Ainda que evitemos qualquer aumento na folha da Prefeitura, o próprio crescimento vegetativo, ou seja, aqueles servidores que recebem os biênios, os quinquênios e a sexta parte já impactam nos valores mensais. E praticamente todo mês alguém recebe esses benefícios”, explicou o secretário.

Com a determinação judicial que virá para o pagamento das ações, a ordem para contigenciar gastos continua. E isso pode afetar até o reajuste anual dos servidores públicos. “Determinações judiciais como essas dificultam cada vez mais qualquer tipo de possibilidade de reajuste salarial ao servidor este ano, infelizmente”, alertou Roberto de Oliveira Júnior.

Governo de Carlos Nelson faz as contas e acredita que reajuste dos funcionários será prejudicado


Veto a menores no estádio ganha repercussão

Por Flávio Magalhães

O torcedor mogimiriano já está acostumado: menores de 18 anos de idade não podem acompanhar os jogos do Mogi Mirim Esporte Clube (MMEC) no estádio “Vail Chaves” por uma determinação da Vara da Infância e da Juventude. O problema é que não avisaram a equipe do Botafogo de Ribeirão Preto.

O resultado foi um enorme transtorno na porta do “Vail Chaves” na tarde do sábado passado, 22, quando o time de Ribeirão Preto veio, com o apoio de sua torcida, enfrentar o Mogi Mirim pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C (Os detalhes da partida estão na página B2). Cerca de 20 crianças e adolescentes viajaram cerca de três horas para acompanhar a partida e foram barradas.

Dirigentes do Botafogo tentaram, a todo custo, contornar a situação com os representantes do Mogi Mirim e até da Polícia Militar. No entanto, a determinação do juiz Fábio Rodrigues Fazuoli, em vigor desde o início do ano, era clara. Não houve exceção e as crianças botafoguenses foram às lágrimas do lado de fora do “Vail Chaves”.

O Botafogo expressou sua indignação logo depois da partida, por uma nota de repúdio dirigida ao Mogi Mirim Esporte Clube. “Apesar de terem se deslocado de Ribeirão Preto, planejado um dia de lazer e de alegria com a coletividade botafoguense, essas famílias viveram uma situação lamentável a absurda”. A diretoria do tricolor confirmou que não foi avisada sobre essa proibição por parte dos dirigentes do MMEC.

A COMARCA ouviu autoridades da Polícia Militar e Ministério Público que confirmaram que a proibição continua valendo por determinação da Vara da Infância e Juventude porque o Mogi Mirim Esporte Clube não cumpriu até hoje com os procedimentos de praxe que garantam a segurança e a integridade física dos menores de 18 anos dentro do estádio.

As mesmas autoridades foram unânimes em dizer que é dever do clube fixar avisos sobre essa proibição nas dependências do “Vail Chaves”. A reportagem de A COMARCA tentou ter acesso a decisão da Justiça na íntegra, mas foi informada que o caso está em segredo de justiça.

Foto: Nicollas Oliveira/Agência Botafogo

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