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Enfermeira Mônica Calazans é a primeira vacinada após aprovação da Anvisa

A enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, é a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a Covid-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

“Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar”, afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

Em maio, quando a primeira onda da pandemia entrava na fase de pico em São Paulo, Mônica decidiu se inscrever para vagas de enfermagem com contrato por tempo determinado. Entre vários hospitais, escolheu trabalhar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, mesmo sabendo que estaria no epicentro do combate ao coronavírus. “A vocação falou mais alto”, afirmou.

Residente em Itaquera, na zona leste da capital, Mônica trabalha em turnos de 12 horas, em dias alternados, na UTI do Emílio Ribas, hospital de referência para casos graves de Covid-19 na capital. O setor tem 60 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes com coronavírus, com taxa de ocupação média de 90%.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e decidiu fazer faculdade já numa fase mais madura, obtendo o diploma aos 47 anos. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito na pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse.

Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos, e cuida da mãe, que, aos 72 anos, vive sozinha em outra casa. Por isso, Mônica é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento tanto no trabalho quanto em casa – até agora, nenhum dos três foi contaminado pelo coronavírus. Apesar disso, Mônica viu a Covid-19 afetar sua família quando o irmão caçula, que é auxiliar de enfermagem e tem 44 anos, ficou internado por 20 dias devido à doença.

Apesar da rotina intensa, a enfermeira mantém o otimismo e o equilíbrio emocional. Torcedora do Corinthians, Mônica aproveita as folgas no hospital para assistir aos jogos do clube de coração. Ela também é fã de de séries de TV e das canções de Seu Jorge, artista favorito da enfermeira.

Mônica se apoia na fé para manter a confiança e faz orações diariamente por si própria, familiares, colegas do trabalho e, principalmente, pelos pacientes. “Eu tenho sempre em mente que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim. Tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que também me ajuda é o prazer que sinto com o meu trabalho”, concluiu.

PRIMEIRA VACINADORA
A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo.

Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças. Para Jéssica, o início da vacinação contra a Covid-19 é um marco histórico na própria carreira e, sobretudo, para o Brasil.

“Não esperava ser a pessoa a aplicar esta primeira dose. Isto me enche de orgulho e esperança de que mais pessoas sejam protegidas da Covid-19 e que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento”, afirmou Jéssica.

"Não é apenas uma vacina": enfermeira Mônica Calazans foi a primeira vacinada com a Coronavac

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São Paulo inicia vacinação contra a Covid-19 pelos profissionais de saúde

São Paulo começou a vacinar a população contra a Covid-19 neste domingo, 17. A imunização teve início após a aprovação do uso emergencial da vacina do Instituto Butantan pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus é Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Neste primeiro dia de campanha, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados em uma sala dedicada do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“Hoje é um dia muito especial para milhões de brasileiros que estão sofrendo com a Covid-19 em hospitais, centros de atendimento e em suas casas. E também aos que estão em quarentena, se protegendo e ajudando a proteger suas famílias. Hoje é o Dia V, o dia da vacina, da vitória, da verdade e da vida. Quero dedicar este dia aos familiares dos 209 mil mortos pela Covid-19”, afirmou o governador João.Doria (PSDB), que estendeu os agradecimentos aos profissionais de saúde que participaram do estudo clínico da vacina do Butantan no Brasil. 

A partir de segunda-feira, 18, entra em operação o plano logístico de distribuição de doses, seringas e agulhas, com envio das grades para imunização de trabalhadores de saúde de seis hospitais de referência do estado: HCs da Capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

As unidades foram selecionadas para a fase inicial porque são hospitais-escola regionais, com maior fluxo de pacientes em suas áreas de atuação. Todos devem iniciar nesta semana a vacinação de suas equipes, que totalizam 60 mil trabalhadores.

Na sequência, grades de vacinas e insumos também serão enviadas a polos regionais para redistribuição às prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.

“Começamos a vacinar a população e isto é um grande passo na tarefa de salvar vidas, que é a prioridade máxima do Governo de São Paulo”, afirmou o secretário da Saúde Jean Gorinchteyn. “Recomendamos que municípios priorizem a aplicação das primeiras doses em profissionais da saúde que atuam em serviços dedicados ao combate à Covid-19 e são fundamentais para o atendimento à população.”

Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha. A divisão das grades considerou o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.

A campanha de imunização contra a Covid-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do governo federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a Covid-19 serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

Mônica Calazans foi a primeira vacinada do Brasil após aprovação da Anvisa (Foto: Governo do Estado de São Paulo)

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Coronavac e vacina de Oxford são aprovadas pela Anvisa para uso emergencial

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste domingo, 17, por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac Biotech, e da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a empresa AstraZeneca, para o combate contra a pandemia da Covid-19.

A maioria na direção da agência foi alcançada às 14h54, quando o diretor Alex Machado Campos tornou-se o terceiro a votar favoravelmente à imunização em caráter emergencial com as duas vacinas.No início da tarde, as três áreas técnicas da Anvisa haviam recomendado a aprovação do uso emergencial. As gerências de Medicamentos, de Monitoramento de Produtos e de Inspeção e Fiscalização Sanitária deram parecer favorável. A recomendação, no entanto, precisava ser submetida à diretoria do órgão.

A primeira diretora a ler o voto foi a relatora do caso, Meiruze Freitas. Ela aprovou o uso emergencial, mas fez ressalvas. Disse esperar que o Instituto Butantan responda, até o fim de fevereiro, sobre os resultados sobre a imunogenicidade (capacidade de produção de anticorpos) da Coronavac. A relatora destacou não haver alternativa terapêutica às vacinas. 

A diretora disse ainda ter tomado a decisão com aval da ciência e após trabalho árduo dos técnicos da Anvisa nos últimos dias. “Guiada pela ciência e pelos dados, a equipe concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais dessas vacinas superam seus riscos. Os servidores [da Anvisa] vêm trabalhando com dedicação integral e senso de urgência”, disse Meiruze ao ler o voto.

O segundo voto foi dado pelo diretor Romilson Mota, que acompanhou a relatora. De acordo com ele, o grave cenário da pandemia de Covid-19 e o “indicativo de colapso” na rede de saúde justificam a aprovação.

Terceiro a votar, Alex Machado Campos acompanhou os demais diretores. Ele foi seguido pela diretora Cristiane Jourdan Gomes e pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. A votação foi concluída por volta das 15h20.

Após a reunião, a decisão será publicada na página da Anvisa na internet, no extrato de deliberações da diretoria. Existe a possibilidade de o Diário Oficial da União publicar uma edição extra com o resultado da votação.

O uso emergencial pode ser liberado após a publicação oficial e assim que houver comunicação formal aos laboratórios. No caso da Coronavac, a relatora do caso pediu a assinatura de um termo de compromisso, que também precisa ser publicado em Diário Oficial. (com informações da Agência Brasil)

Coronavac teve o uso emergencial aprovado pela Anvisa (Foto: Governo do Estado de São Paulo)

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Barone vence eleição para a presidência do Sinsep

A chapa 1 - Sindicato para Todos, do atual presidente David Barone, venceu a eleição à presidência do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep), realizada neste sábado, 9, na sede da entidade sindical. Os eleitos assumem um mandato de 1º de abril de 2021 a 31 de março de 2025. 

Foram 208 votos para a chapa vencedora, contra 143 para a chapa 2 - União é Força, da oposicionista Rose Silva. "Isso demonstra que fizemos um bom trabalho em quatro anos. O servidor reconheceu isso e a resposta está aí, na vitória", afirmou Barone para a reportagem de A COMARCA, que acompanhou a apuração dos votos.

Guarda municipal desde 1993, Barone, de 48 anos, assumiu a presidência no segundo semestre de 2019, depois da morte do então presidente Luciano Mello. Entre as propostas e prioridades para o próximo quadriênio estão propor e cobrar um plano de cargos e salários para todos os servidores, inclusive do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae).

Barone ainda citou como prioridades criar comissões de representação de funções para identificar mais facilmente os problemas e, para os sócios, ampliar as especialidades médicas, o atendimento de beleza para mulher, criar um programa de atividades para a terceira idade e jovens e propiciar mais opções de lazer. 

Chapa 1 - Sindicato para Todos

Diretoria
Presidente - David Barone
Vice-presidente - Daiane Martim Bianco
Secretário Geral - Jane Andreia do Prado Percebom
1º Secretario - José Eduardo Pereira da Silva Filho
1º Tesoureiro - Denilson Catini
2º Tesoureiro - Francisco Roberto Marangoni
Diretor Sócio Cultural - Liliana Aparecida Santambrósio

Conselho Fiscal
Francisco Carlos do Prado Souza, Júlio César Costa Rosa, Luiz Fernando Guerreiro Zibordi, Rodinei Aparecido Manoel, Eduardo de Melo da Matta e Valter Dimartini.

Conselho Administrativo
Ana Camila de Souza, Jair Aparecido de Oliveira, Rosimeire Cancela da Silva, Alessandra Cristina Martins de Freitas, Nilma Aparecida Teodoro da Silva, Claudemir Menezes Corato, Aluísio e Silva Benevides, Vera Lúcia da Silva, Constantino Bouhoris, Elizabeth Rodrigues de Oliveira, Renata Santos
Lessa e Daniela Miguel Crivelli

Aposentados
José Carlos Garcia, Maria Fernanda Davoli e Ari Veloso

Com 208 votos, a chapa 1 venceu a eleição e reconduziu Barone à presidência do Sinsep (Foto: Silveira Jr.)
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Morre o médico Luiz Fernando Zarpão, vítima da Covid-19

Morreu na manhã desta quarta-feira, 6, em Piracicaba, o médico mogimiriano Luiz Fernando Zarpão, que durante 14 anos foi chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Mogi Mirim. Zarpão é o primeiro médico da cidade a morrer por complicações da Covid-19.

Ele estava internado desde o dia 18 de dezembro em um hospital de Piracicaba, onde atuava como intensivista de UTI. Zarpão também trabalhava em Americana, sempre em seu campo de especialidade.

Formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, Zarpão também fez especialização na mesma instituição. Apaixonado pelo trabalho, o médico ainda fez vários cursos de especialização em emergências médicas em universidades israelenses, como as de Tel-Aviv e Haifa. 

Devido a sua dedicação aos pacientes de UTI e seus conhecimentos médicos nesta área, Zarpão era considerado um dos melhores intensivistas da região. Descontraído e bem humorado, ele era o oposto do estereótipo de um médico intensivista. 

Sua morte causou enorme comoção entre amigos, familiares e colegas de profissão. O diretor-presidente do Hospital 22 de Outubro, o médico Raji Rezek Ajub, lamentou a morte do colega, afirmando que a cidade e a região perdem um excelente profissional. Zarpão era casado com a advogada Niedja Dimartini Zarpão. 

ERRAMOS: Luiz Fernando Zarpão morreu em um hospital de Piracicaba, não São Joao da Boa Vista, como constava em versão anterior desta matéria. O texto foi corrigido. 

Zarpão era considerado um dos melhores intensivistas da região (Foto: Reprodução/Facebook)


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Em nota, Prefeitura afirma ter mais 4 leitos emergenciais de Covid-19

Em nota divulgada no início da noite desta terça-feira, a Prefeitura de Mogi Mirim informou que possui mais quatro leitos emergenciais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), destinados aos casos graves de Covid-19. Mais cedo, foi divulgada a informação de que 100% dos leitos de UTI da Santa Casa de Misericórdia estavam ocupados.

A taxa de ocupação total das UTIs da cidade, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, é de 77%. O número considera esses quatro leitos emergenciais, além das vagas destinadas pela Santa Casa de Misericórdia e pela rede privada, no caso, o Hospital 22 de Outubro.

Leia na íntegra a nota divulgada pela Prefeitura:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Covid-19 

Na tarde de hoje, 05 de janeiro, o Secretário de Governo, Massao Hito fez uma publicação em suas redes sociais sobre a situação dos leitos de UTI na Santa Casa de Mogi Mirim. A publicação dizia que 100% dos leitos de UTI Covid da Santa Casa estavam ocupados.

Porém, o município ainda conta com outros 4 leitos emergenciais de UTI Covid disponíveis. Levando em conta esses leitos emergenciais, a taxa de ocupação de todo município se mantém em 77% conforme foi divulgado no Boletim Oficial diário divulgado pela Secretaria de Saúde de Mogi Mirim.

Vale ressaltar que os cuidados em relação à Covid permanecem. É preciso manter o distanciamento, evitar aglomerações, usar máscara e álcool gel. O município segue na Fase Amarela do Plano São Paulo do Governo Estadual.

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Santa Casa tem UTI 100% ocupada para casos de Covid-19

Todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia, dedicados exclusivamente para casos de Covid-19, estão ocupados em Mogi Mirim. A informação surgiu em uma postagem do secretário municipal de Governo, Massao Hito, nas redes sociais e foi confirmada por A COMARCA junto à Assessoria de Comunicação da Prefeitura.

Considerando também as vagas na rede privada, isto é, o Hospital 22 de Outubro, a taxa de ocupação total da cidade é de 77%. Além disso, conforme nota divulgada pela Prefeitura, no início da noite, o município ainda conta com outros quatro leitos emergenciais de UTI Covid disponíveis. Esse dado também é levado em conta no cálculo da taxa de ocupação.

De acordo com o boletim divulgado no final da tarde desta terça-feira, são 15 pacientes internados em UTI no município. Desse total, 12 são casos confirmados de Covid-19, enquanto os outros três são casos ainda considerados suspeitos, mas que precisam ficar isolados dos demais enquanto aguardam resultados de exames. Dentre os 15, existem dois pacientes de outras cidades. 

Ainda segundo o boletim, foram notificados mais 32 casos confirmados do novo coronavírus nesta terça, elevando o total para 2.873 casos. Desse total, 26 estão em isolamento domiciliar. Existem ainda 259 casos considerados suspeitos e que aguardam resultados de exames. A Covid-19 já matou 69 pessoas em Mogi Mirim.

CRESCIMENTO
Segundo reportagem publicada por A COMARCA, Mogi Mirim havia registrado 447 novos casos de Covid-19 até o dia 30 de dezembro. O número representa um aumento de 69% no registro de novos diagnósticos, em comparação aos 30 dias de novembro, mês em que foram registrados 265 novos casos da doença. 

Atualizado às 18h12




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