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Mogi Mirim tem menos de 10% de mata nativa

Dos quase 50 mil hectares de extensão territorial de Mogi Mirim, apenas 4,6 mil são de cobertura vegetal nativa, segundo dados do Inventário Florestal do Governo do Estado de São Paulo. O que representa apenas 9,2% da área do município.

Esse índice coloca Mogi Mirim na pior faixa de classificação (vermelha) da Secretária Estadual do Meio Ambiente. Para efeito de comparação, Mogi Guaçu tem 12,7% de vegetação nativa (faixa laranja), enquanto em Itapira esse índice chega a 18,5% (faixa amarela).

Dos 645 municípios paulistas, 48 municípios encontram-se em classificação acima de 50% do território coberto com vegetação nativa, enquanto 151 na faixa entre 20% e 50%. Outros 97 estão na faixa entre 15% a 20%, como Itapira.

Mogi Guaçu e mais 215 cidades estão na faixa entre 10% e 15%. Na faixa com menos de 10% de cobertura vegetal nativa estão 133 municípios, incluindo Mogi Mirim. Segundo o Governo de São Paulo, há uma grande heterogeneidade na ocupação espacial do território paulista, o que exige políticas diferenciadas para cada região.

No último mapeamento, realizado em 2010, foi registrado 17,5% do estado com vegetação nativa. O levantamento atual utilizou satélites mais modernos com alta resolução espacial, que conseguem aferir detalhes da superfície terrestre e detectou 185 mil fragmentos a mais que o mapeamento anterior, por conta da precisão de detecção.

“Este levantamento da realidade florestal do Estado é imprescindível para guiar as políticas públicas de proteção e conservação de nossa biodiversidade, ao mesmo tempo que orienta as ações do licenciamento, da fiscalização e do uso sustentável de nossos ativos naturais pelos proprietários rurais, gestores públicos e sociedade civil”, explicou o subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani.

“Nós estamos sempre trabalhando para mitigar, em todas as intervenções no território, o crescimento desordenado sem preocupação com a conservação do meio ambiente. Um bom exemplo é o Programa Nascentes que, desde 2015, já restaurou 20 mil hectares, uma área equivalente a 28 mil campos de futebol, e cumpriu sua meta neste ano. O desenvolvimento de programas e práticas de agricultura sustentável também contribuiu para esse resultado, sem perder sua pujança econômica. Ainda temos muitos desafios, mas estes resultados nos mostram que estamos no caminho certo”, explicou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.

O novo Inventário Florestal aponta que o estado de São Paulo possui 5.670.532 hectares de vegetação nativa em vários estágios de recomposição. A área equivale a 22,9% do território paulista. A elaboração do estudo contou com participação de uma empresa especializada que atuou sob responsabilidade científica do Instituto Florestal (IF). O documento foi viabilizado com recursos oriundos da Câmara de Compensação Ambiental e contou também com a colaboração de todos os órgãos do Sistema Ambiental Paulista.

Na faixa vermelha de classificação, com menos de 10% de cobertura vegetal nativa, estão 133 municípios, incluindo Mogi Mirim (Foto: Geremias Oliveira/Vic&Tal Communication)


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Patrimônio de prefeituráveis varia de zero a R$ 5,4 milhões

Flávio Magalhães

Entre as informações prestadas pelos candidatos do pleito de 2020 à Justiça Eleitoral, está a declaração de bens. Entre os que concorrem ao Executivo mogimiriano, André Mazon (PTB) é o que apresenta maior patrimônio, de quase R$ 5,5 milhões. Na outra ponta, está o candidato do PRTB, Luiz Henrique de Oliveira, que não possui nada declarado em seu nome.

Chama a atenção o fato de que, entre os veteranos Carlos Nelson Bueno (PSDB), Paulo Silva (PDT) e Ricardo Brandão (Podemos), a lista de bens diminuiu entre uma eleição e outra, principalmente a do atual prefeito. Abaixo, A COMARCA traz as informações que estão disponíveis pela Justiça Eleitoral.

Entre os vices, lideram a lista o advogado Geraldo Leite (Podemos), a médica e ex-vereadora Maria Alice Mostardinha (SD) e o vereador Jorge Setoguchi (PSD), todos com patrimônio acima de R$ 1,7 milhão. As informações também estão disponíveis no site de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais.

Entre os oito candidatos a prefeito, Mazon tem o maior patrimônio (Foto: Divulgação/Facebook)


PATRIMÔNIO DOS PREFEITURÁVEIS:

Aloísio Bueno (PSL)
Ocupação declarada: Empresário
Bens declarados em 2016: R$ 99.500,00
Bens declarados em 2020: R$170.196,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 101.002,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 3.762,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 65.432,00

André Mazon (PTB)
Ocupação declarada: Empresário
Bens declarados em 2016: R$ 3.505.051,45
Bens declarados em 2020: R$ 5.426.895,40
Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica) - R$ 1.775.229,52
Casa - R$ 945.284,65
Terreno - R$ 725.555,21
Quotas ou quinhões de capital - R$ 30.000,00
Quotas ou quinhões de capital - R$ 99.950,00
Quotas ou quinhões de capital - R$ 1.847.900,00
Casa (fração) - R$ 2.976,02

Carlos Nelson Bueno (PSDB)
Ocupação declarada: Prefeito
Bens declarados em 2016: R$ 1.107.798,69
Bens declarados em 2020: R$ 552.944,80
Terreno (frações) - R$ 32.500,00
Terreno - R$ 177.784,20
Terreno - R$ 169.241,40
Terreno - R$ 173.419,20

Danilo Zinetti (PSD)
Ocupação declarada: Advogado
Não disputou eleições anteriores
Bens declarados em 2020: R$ 429.500,00
Outras participações societárias - R$ 9.500,00
Outras participações societárias - R$ 20.000,00
Casa - R$ 400.000,00

Elias Ajub (Republicanos)
Ocupação declarada: Psicólogo
Bens declarados em 2016: R$ 825.465,51
Bens declarados em 2020: R$ 1.559.717,43
Depósito bancário em conta corrente no País - R$ 257,69
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 1.500,00
Outras aplicações e Investimentos - R$ 370.968,07
Apartamento - R$ 320.000,00
Terreno (fração) - R$ 12.063,66
Prédio comercial (fração) - R$ 49.411,00
Apartamento (fração) - R$ 3.016,64
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 37.000,00
Apartamento (fração) - R$ 1.666,67
Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) - R$ 489,29
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 7.000,00
Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica) - R$ 9.055,66
Outros bens imóveis (fração) - R$ 314,12
Embarcação - R$ 2.000,00
Terreno - R$ 33.100,00
Apartamento (fração) - R$ 1.666,67
Outros bens móveis - R$ 1.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 1.300,00
Prédio comercial (fração) - R$ 5.995,92
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 51.000,00
Outros bens imóveis (fração) - R$ 833,34
Quotas ou quinhões de capital - R$ 2.500,00
Prédio residencial (fração) - R$ 4.946,67
Outros bens imóveis (fração) - R$ 17.904,48
Quotas ou quinhões de capital - R$ 64.000,00
Prédio residencial - R$ 181.000,00
Prédio comercial (fração) - R$ 8.494,21
Casa - R$ 330.000,00
Quotas ou quinhões de capital - R$ 1.000,00
Outros bens e direitos - R$ 833,34
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 35.000,00 
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 4.400,00 

Luiz Henrique de Oliveira (PRTB)
Ocupação declarada: Empresário
Não disputou eleições anteriores
Nenhum bem cadastrado

Paulo Silva (PDT)
Ocupação declarada: Servidor público estadual
Bens declarados em 2008: R$ 350.000,00
Bens declarados em 2020: R$256.140,89
Benfeitorias - R$ 160.000,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 33.990,00
Casa - R$ 62.150,89

Ricardo Brandão (Podemos)
Ocupação declarada: Engenheiro
Bens declarados em 2016: R$ 698.348,89
Bens declarados em 2020: R$ 523.879,10
Depósito bancário em conta corrente no exterior - R$ 45.383,70
Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) - R$ 8.812,36
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 64.200,00
Outras participações societárias - R$ 73.785,00
Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 4.857,80
Dinheiro em espécie - moeda nacional - R$ 150.000,00
Terra nua  - R$ 138,79
Outras participações societárias - R$ 10.000,00
Caderneta de poupança - R$ 147,98
Casa - R$ 166.553,47

Danilo Zinetti é multado em R$ 5 mil pelo TRE por propaganda antecipada

O candidato a prefeito Danilo Zinetti (PSD) foi multado em R$ 5 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda antecipada. Em primeira instância, ele foi inocentado da acusação pela Justiça, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão.

O relator do caso, Maurício Fiorito, cita os panfletos e as postagens em redes sociais feitas pelo então pré-candidato do PSD. “As propagandas em questão não se destinam apenas a veicular atos de promoção pessoal do pré-candidato, tratando-se de típicos atos propaganda eleitoral, ilícita por sua antecipação, já que veiculada antes da data legal”, frisou o magistrado. Neste ano, a campanha eleitoral começou em 27 de setembro.

Fiorito destacou ainda que propaganda eleitoral antecipada não é sinônimo de pedido expresso de voto. Basta que a conduta do candidato possa ser traduzida em pedido explícito de voto, através de palavras que levem a concluir que o candidato busca induzir os eleitores ao voto.

Sobre a alegação da defesa de Zinetti, de que outros pré-candidatos também estariam cometendo irregularidades na pré-campanha, o juiz afirmou que esse argumento não afasta a irregularidade cometida. “A legislação eleitoral deve ser cumprida por todos, devendo cada caso ser analisado individualmente”, ressaltou.

O relator do processo fixou a multa em valor mínimo, em razão da primariedade do candidato, determinando também a suspensão da distribuição dos folhetos e a retirada das propagandas ilícitas da internet.

Zinetti afirmou para A COMARCA que vai recorrer da decisão do TRE. “Vou brigar até as últimas instâncias para provar que não fiz campanha antecipada, acredito que tem candidatos que fizeram muito pior que eu na pré-campanha e nem por isso a Justiça fez algo”, declarou. “Vou até Brasília, se for o caso”, encerrou.

Relator do caso considerou panfletos e postagens como propaganda antecipada; Zinetti vai recorrer (Foto: Divulgação/Arquivo)


Emprego no varejo cai 6% em 7 meses em Mogi Mirim

Uma pesquisa divulgada pelo Sincomercio Mogi Mirim sobre a atividade comercial local apontou que o setor varejista de Mogi Mirim sofreu com a redução dos contratos formais. Sob a forte influência da pandemia do coronavírus, o comércio de varejo de Mogi Mirim perdeu 247 empregos formais de janeiro a julho de 2020. Com isso, o número de trabalhadores caiu 6% em relação a dezembro do ano passado.

As dificuldades causadas pela pandemia também se refletem no mercado de trabalho varejista das cidades que compõem a região: Campinas perdeu mais de 4,6 mil empregos formais, assim como as vizinhas Mogi Guaçu, que perdeu 335 empregos, e Itapira, que fechou 240 postos de trabalho.

A pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) da FecomercioSP aponta na mesma direção. Os setores do comércio e de serviços paulistas registraram, juntos, um saldo negativo de 308.727 empregos formais no acumulado do início do ano até agosto. No caso do comércio, foi o pior desempenho da série histórica: a redução de 134.708 no total de empregos formais no período significou uma queda de 5% em relação ao seu estoque de vínculos.

O Sincomercio Mogi Mirim considera os resultados preocupantes. “A eliminação de 247 empregos formais em sete meses pode causar danos em cadeia, caso não seja possível retomar as pessoas desempregadas de volta ao mercado de trabalho”, afirmou a entidade, em nota.

Segundo José Antonio Scomparin, presidente do Sincomercio Mogi Mirim, os números são “alarmantes” e demonstram a fragilidade do sistema, o que pode acarretar no fechamento de mais empresas ainda neste ano.

EM QUEDA
Reportagem publicada por A COMARCA em agosto já havia noticiado que a região da Baixa Mogiana fechou mais de 3 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). É um resultado sem precedentes nos números disponibilizados pelo Ministério da Economia, disponíveis a partir do ano de 2007.

Apenas em Mogi Mirim, foram 675 vagas fechadas nesse período, saldo de 3.897 admissões e 4.572 desligamentos. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o comércio (incluindo o mercado de autopeças e de reparação de veículos) foi o grande prejudicado em Mogi Mirim. Foram extintos 426 empregos com carteira assinada no setor. Na indústria, foram fechadas 229 vagas ao todo. No setor de serviços (que inclui bares e restaurantes), o saldo negativo foi de 162.

Queda no emprego pode causar 'danos em cadeia', lembrou presidente do Sincomércio Mogi Mirim (Foto: Arquivo/Divulgação)


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Incêndio consome região do Vergel por mais de 8 horas

Um grande incêndio atingiu a região do Horto de Vergel, na divisa com Itapira, na manhã de quarta-feira, 7, causando a destruição de uma extensa área de mata, além da morte de animais silvestres, principalmente répteis. O Corpo de Bombeiros de Mogi Mirim e brigadistas da Defesa Civil de Itapira combateram as chamas das 11h até as 19h. 

Segundo o comandante dos bombeiros locais, Luiz Roberto Di Martini, o fogo formou uma linha de frente com mais de 300 metros de extensão, destruindo tudo o que estava pela frente. “Era assustador ver a altura que as labaredas alcançavam. A certa altura, a fumaça era tanta que tivemos que nos deitar para poder respirar”, relatou.

Os bombeiros e brigadistas fizeram um aceiro (barragem) com água em uma estrada de terra para evitar que o fogo avançasse ainda mais. Mesmo assim, uma casa de madeira, que estava abandonada, foi consumida pelas chamas. O fogo também destruiu três carros e um pequeno barraco, próximo a fornos clandestinos de carvão existentes no Vergel.

“Havia muita lenha estocada e carvão. Isso agravou ainda mais a situação, alimentando o fogo”, observou Di Martini. Aliás, as carvoarias clandestinas daquele bairro têm sido alvo de operações da Polícia Ambiental. 

O experiente bombeiro lamentou a morte de cobras, lagartos e outros animais silvestres que foram pegos de surpresa com a rapidez com que o fogo se propagou. “Vi até alguns filhotes de cães que ficaram feridos pelas chamas”, recorda. 

MAIS UM
No final da tarde, quando conseguiram controlar o fogo no Vergel e retornavam à base, os bombeiros mogimirianos ainda se depararam com outra queimada, às margens do Km 46 da Rodovia SP-147 e que também foi debelada graças a uma ação rápida. 

Ao todo, nos dois incêndios, foram utilizadas três viaturas e usados mais de 40 mil litros de água. Di Martini disse que 15 homens atuaram no Vergel, entre brigadistas de Itapira e bombeiros mogimirianos. O comandante elogiou o profissionalismo e dedicação dos colegas da cidade vizinha que atenderam, de pronto, o pedido de auxílio. 

Na manhã de quinta-feira, 8, o Corpo de Bombeiros retornou ao local, já que o fogo havia recomeçado. Ainda segundo Di Martini, os ventos fortes que ocorreram na madrugada de quarta e na quinta ajudaram a propagar e alimentar as queimadas. O trabalho foi, justamente, acabar com esses focos e identificar potenciais locais que possam dar início a outros incêndios. 

SOLIDARIEDADE
Já na tarde de segunda-feira, 5, uma grande queimada destruiu mais de quatro alqueires de mata e pasto em uma propriedade rural situada às margens da SP-191 (Mogi/Conchal). Segundo o dono das terras, o incêndio começou quando desconhecidos atearam fogo em um canavial em uma propriedade vizinha.

Rapidamente as chamas se propagaram e atingiram a vegetação. O incêndio se alastrou, destruindo a cerca, uma área de pasto, uma reserva de mata, além de ameaçar outros sítios. Porém, neste caso, a solidariedade entre funcionários da propriedade rural e vizinhos, foi fundamental no combate as chamas.

Após muito trabalho e com a feitura de um aceiro, os agricultores conseguiram deter o avanço do fogo. Um BO (Boletim de Ocorrência) foi feito da Delegacia Central, como “incêndio criminoso”. 

Bombeiros de Mogi Mirim e brigadistas de Itapira combateram as chamas no assentamento (Foto: Divulgação/Defesa Civil de Itapira)


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Danilo Zinetti pede impugnação da candidatura de Carlos Nelson

Flávio Magalhães

Candidato a prefeito pelo PSD, o empresário Danilo Zinetti ingressou na Justiça Eleitoral com um pedido de impugnação da candidatura do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB). Zinetti sustenta que Carlos Nelson “não preenche os requisitos para ocupar o cargo de prefeito”, pois teve suas contas rejeitadas pela Câmara Municipal em 2017.

As contas citadas pelo candidato do PSD são referentes a 2012 e tiveram parecer desfavorável do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Na Câmara, foram 11 votos contra o parecer e 6 a favor, porém, eram precisos no mínimo 12 votos (dois terços do Legislativo) para que as contas fossem aprovadas.

“Ele [Carlos Nelson] tem uma causa de inelegibilidade. Nem deveria ser candidato, se enquadrada na lei 94/90. Essa é a verdade, ele tem as contas reprovadas e todos nós sabemos. Fica agora a critério da Justiça”, disse Zinetti para a reportagem de A COMARCA. A legislação citada pelo candidato do PSD é a chamada Lei de Inelegibilidade.

Em nota enviada para A COMARCA, a coligação “Para Mogi Avançar Mais”, que representa o prefeito Carlos Nelson, informou que o pedido de impugnação não deve prosperar. “Apesar de terem sido rejeitadas as contas da Prefeitura relativas ao exercício de 2012, já houve decisão judicial reconhecendo que os vícios apontados pelo Tribunal de Contas, de fato, jamais ocorreram. A candidatura deve ser homologada, então, nos próximos dias, da mesma forma das últimas eleições”, explica a nota.

A sentença em questão foi proferida pelo juiz da 3ª Vara de Mogi Mirim, que afirmou que “não ficou provado” que Carlos Nelson desrespeitou o artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que proíbe que o Executivo gere despesa que não possa cumprir nos dois últimos quadrimestres de mandato, afastando as possibilidades de dolo ou prejuízo aos cofres públicos.

Coligação que representa o prefeito disse que pedido "não deve prosperar" (Foto: Arquivo/A COMARCA)

Acimm terá eleições no próximo dia 20

A Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm) realiza no próximo dia 20, uma terça-feira, as eleições que definirão a diretoria para o próximo biênio. Até o momento, apenas uma chapa, de situação, se inscreveu para o certame.

A chapa “Renovação 2020: O associado em primeiro Lugar” é encabeçada por José Luiz Ferreira, o Zé da Pentagon, atual presidente da entidade. Ele disputará a eleição tendo como vice Alexsander Sartori Basílio, hoje tesoureiro da associação. 

Ferreira assumiu a Acimm em substituição a Luiz Antonio Guarnieri, no mês de abril deste ano. A chapa da situação, porém, ganhou novos nomes e sofreu uma oxigenação, oferecendo oportunidade a profissionais que não haviam participado anteriormente da administração da entidade. “Nossa meta é dinamizar o trabalho da associação ainda mais, e oferecer ao associado um salto qualitativo na comunicação de tudo aquilo que acontece e ele não sabe”, disse.

O presidente e candidato comentou, na terça-feira, durante uma coletiva de imprensa, que até as 18h da próxima terça, dia 13, é possível que haja o registro de uma chapa concorrente, mas que não havia informação neste sentido. Pelo Artigo 47 do Estatuto da entidade, a reeleição do presidente poderá ocorrer apenas uma vez. 

NOVIDADE
Esta será a primeira eleição após modificação no estatuto da Acimm, promovida pela atual administração. Os estudos para a alteração estatutária tiveram início em 2019. As mudanças possibilitaram a modernização e a eliminação de omissões, principalmente quanto às regras eleitorais, o que vinha causando desnecessário desconforto a cada eleição. 

Entre as principais mudanças promovidas estão: a criação do Conselho Fiscal; a adequação e a redução das exigências para que o associado possa participar de uma chapa eleitoral; o regramento das eleições, com prazos para eventuais substituições de candidatos, defesas e decisões, desde a publicação do respectivo edital até a eleição da diretoria. Também houve alteração do início e final do mandato da diretoria, com ciclo de acordo com o ano civil, possibilitando, desta forma, um planejamento anual da administração, dentre outras adequações que se faziam necessárias.

“O maior objetivo das alterações promovidas foi abrir as portas da Acimm a todos os seus associados que, com ela, queiram colaborar verdadeiramente, ou seja, a intenção é o engrandecimento da entidade”, destacou Ferreira. 

Para compor uma chapa eleitoral, o associado tinha que contar com cinco anos como empresário e a empresa, da qual fosse sócio ou titular, deveria ser filiada há três anos na Acimm. Agora, deve ser filiado há dois anos na Acimm, estar em dia com os cofres sociais, além de ser civilmente capaz e não estar incurso em órgãos de proteção ao crédito.

Zé da Pentagon, foi eleito vice-presidente nas últimas eleições e assumiu a Acimm em substituição a Luiz Guarnieri (Foto: Nelson Victal do Prado Júnior)

Chapa “Renovação 2020”

José Luiz Ferreira (Pentagon) – Presidente
Alexsander Sartori Basilio (Newness Bebidas) – Vice-presidente
André A. Danielli (Drogaria Danielli) – 1º Tesoureiro
Thiago Rossatto (Mané Carnes) – 2º Tesoureiro
Ana Laura Dias (Relojoaria Dias) – 1ª Secretária
Caio Mendes Prado (Mogi Seguros) – 2º Secretário
Cleverson Rossi (Dunda Bebidas) – Cons. Consultivo
Ricardo Inácio (Lojão Paulista) – Cons. Consultivo
Kleber Luiz Pilla (Pilla Transportes) – Cons. Consultivo
Vanesca L. R. Marquetti (Sauber Beer) – Cons. Consultivo
Geraldo V. Finoti (Sorveteria Finoti) – Cons. Consultivo
Fábio J. Cozer Roman (Roman Aquecedores) – Cons. Consultivo
Celso Semeghini (Marangoni) – Cons. Deliberativo
Salvador Franco (Visafran) – Cons. Deliberativo
Fátima Ap. Fernandes (Laços & Flores) – CME
Cristiana Ap. Guarnieri (Bugigames) – CME
Roseli Ap. Guarnieri (MetalSoldas) – CME
Celina S. Piovesana (Fuxico’s Moda) – CME
Maria Cleuza Labigalini Amaral (Stampa Fashion) – CME
Andréia D. Lauri (Cacau Show) – CME
Elsa P. Lopes (Garden Brasil) – CME
Shirlei Ap. Ricci (Gauchão do Tchê) – Cons. Fiscal
Gabriela B. Rogatto (Portal Hotel) – Cons. Fiscal
Vinicius A. Gurjão Borin (Supermercado Borin) – Cons. Fiscal
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