Bem-Estar Animal é denunciado ao MP

Flávio Magalhães

Os vereadores André Mazon (PTB) e Sônia Módena (PP) denunciaram o Bem-Estar Animal (BEA) ao Ministério Público (MP). Eles alegam, em documentação, que todo o atendimento realizado pelo órgão municipal está suspenso devido a falta de medicamento e equipamentos veterinários, dando ênfase a uma lista de espera de quase dois mil animais para castração.

Os números são referentes até o mês de outubro passado, sendo obtido pelos vereadores através de informações fornecidas pela própria Prefeitura, através de ofícios. Mazon e Sônia apuraram ainda, junto ao departamento, que não houve compras de medicamentos e acessórios veterinários durante todo o ano passado porque não houve interessados nas licitações promovidas pela Prefeitura.

O promotor substituto Rodrigo Cambiaghi Lourenço deferiu a denúncia dos vereadores de que há omissão do município no controle de natalidade de cães e gatos, pela ausência completa do serviço de castração, ocasionando a imensa fila de espera. Os fatos trazidos na representação serão acrescentados ao inquérito já aberto pelo MP em 2016 contra a Prefeitura e o BEA.

OMISSÃO
Nesta semana, o BEA foi cobrado publicamente durante a sessão de Câmara da última segunda-feira, 16. Membros da ONG Vida, organização não governamental em prol da causa animal, cobraram ações efetivas do departamento municipal, alegando que a associação está ficando sobrecarregada porque a Prefeitura não cumpre sua parte.

“Se o BEA cumprisse metade do trabalho dele, nós teríamos metade do serviço a menos”, declarou o representante da ONG, Sheyla Steinmetz, lembrando que os animais abandonados são de responsabilidade do município. “Por que tem veterinária ganhando salário todo mês sem atender nenhum animal? A gente está se desdobrando e o BEA apenas limpando o canil”, criticou. “Nós temos os mesmos problemas da Prefeitura, falta de medicamente, de transporte, de espaço, mas nós fazemos”, completou.

Nessa oportunidade, foi relatado ainda como a Guarda Municipal agiu com truculência na casa de uma voluntária que oferece abrigo temporário para alguns cães resgatados pela ONG Vida. Mazon criticou a atitude. “Foi ilegal por parte da GCM, porque eles sequer tinham mandado”. O vereador lembrou ainda que as castrações feitas pela ONG Vida foram criticadas por funcionários do BEA. “Ou seja, além de não fazer sua parte, o BEA vai contra quem faz”.

BALANÇO
Segundo informações obtidas por A COMARCA junto a Prefeitura, o BEA acolheu 78 animais em 2017, entre cães e gatos. O saldo de adoção foi maior: 83. No total, o local possui capacidade de atendimento para 100 cães e 50 gatos. As adoções são realizadas na instituição, pois não são feitas feiras externas. O interessado pode comparecer no BEA, localizado na rua Joaquim Dias Guerreiro, 111, no Mirante e legalizar o acolhimento de cachorros e gatos.

O BEA afirmou ainda que, no ano passado, foram realizadas 193 castrações. “Contudo, elas não são feitas diariamente, ou seja, apenas quando são efetivados os mutirões”, afirmou a Prefeitura, sem especificar quais seriam esses mutirões. Todos os serviços oferecidos pelo BEA são realizados por uma equipe composta por seis funcionários.

Representantes da ONG Vida e protetores de animais protestaram na Câmara

Fatec terá novo curso no segundo semestre

No dia 8 de maio, serão abertas as inscrições para o vestibular da Fatec (Faculdade de Tecnologia) para o segundo semestre de 2018. E a novidade no processo fica para a inclusão de um novo curso que será aplicado pelo campus de Mogi Mirim. O Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica terá uma primeira turma com 40 vagas no período matutino. Até então, a formação era oferecida somente nas unidades de Sorocaba, Mauá e Itaquera.

De acordo com o diretor da Fatec de Mogi Mirim, André Giraldi, o curso atende uma demanda por mão de obra com essa exigência profissional. “Foram mais de 10 empresas da região solicitando um curso com esse perfil. Foi feito um estudo de viabilidade que se comprovou a demanda por oferta de emprego nessa área na região”, destacou.

Segundo ele, o tecnólogo de fabricação mecânica estará envolvido em processos de usinagem, soldagem, montagem e outros processos mecânicos. “Ele poderá planejar, controlar e gerenciar processos de desenvolvimento e melhoria de produtos no segmento de metalomecânica. É mais uma opção que a Fatec está oferecendo para a comunidade e para os jovens”, destacou.

A Fatec também oferece os cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (manhã e noite), Projetos Mecânicos (noite) e Mecatrônica Industrial (tarde – 1º ao 4º período, e noite - quinto e sexto períodos). No Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica, cálculo, eletricidade, física e geometria analítica são algumas das disciplinas básicas para a compreensão do curso.

Além disso, o aluno vai aprender sobre a aplicação dos materiais utilizados na construção mecânica, na fabricação de equipamentos e ferramentas; processos mecânicos de usinagem e conformação; elaboração de processo de fabricação de um produto acabado como, por exemplo, uma peça a partir de uma barra de metal, entre outros.

Desenho técnico assistido por computador, software (CAD, CAE e CAM), hidráulica, pneumática, automação e robótica também fazem parte do currículo.

PORTAS ABERTAS 
No próximo dia 4 de maio, a Fatec “Arthur de Azevedo” realizará a 9ª Edição do evento ‘Fatec de Portas Abertas’, Nesse dia, a instituição abre suas portas com uma programação especial para que a comunidade conheça os cursos de graduação oferecidos pela unidade e o papel do tecnólogo, participando de palestras e visitas monitoradas às instalações da Fatec, como salas de aula, laboratórios de ensino e pesquisam, bem como conhecendo as empresas da região que estarão expondo seus equipamentos de última geração e alta tecnologia.

A inovação neste ano será a Mostra de Projetos de Iniciação Científica e Trabalhos de Graduação desenvolvidos por alunos e professores da unidade. A mostra tem por objetivo levar ao conhecimento da comunidade externa e também das inúmeras empresas que estarão expondo no evento, a capacidade e o talento dos alunos, proporcionando reais oportunidades de estágio e emprego.

Com uma expectativa de público em torno de 10 mil pessoas, entre estudantes e visitantes, o evento acontecerá das 8h30 às 21h30. Entre os expositores, haverá participação ativa da Fatec de Itapira e das Estes (Escola Técnica) de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira, que também estarão divulgando o vestibular e Vestibulinho do segundo semestre.

: André justificou a demanda por mão de obra para abertura de um novo curso

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Cineasta inglesa coloca abandono escolar em pauta

Flávio Magalhães

Uma multidão de aproximadamente 800 estudantes e mais de 20 professores se agrupou na quadra poliesportiva da Escola Técnica (Etec) “Pedro Ferreira Alves” na manhã de segunda-feira, 16, para discutir a evasão escolar. A motivação para o debate foi a visita da cineasta inglesa May Taherzadeh a Mogi Mirim.


May chegou ao Brasil no último domingo, 15, para participar de uma série de eventos que debatem a evasão escolar no ensino médio. Mogi Mirim estava no roteiro. O fio condutor das atividades foi justamente seu trabalho mais recente.  Apresentado pela Unicef, usado por programas da ONU e premiado em 12 festivais de cinema mundiais, o curta-metragem “Mercy’s Blessing” (Uma Escolha) retrata a educação de crianças no Malawi (África).

Evasão escolar é quando o aluno abandona a escola e não dá prosseguimento aos estudos. Diversos são os fatores podem fazer com que alguém deixe de estudar. A necessidade de trabalhar, falta de interesse pela escola, dificuldades de aprendizado, doenças crônicas, problemas com transporte escolar, falta de incentivo dos pais são alguns deles.

O assunto também foi abordado na instituição ICA, no período da tarde, reunindo alguns alunos e professores de outros estabelecimentos de ensino, como as escolas “Valério Strang”, “Rodrigues Alves”, “Monsenhor Nora”, “Ernani Calbucci”, “Coronel Venâncio”, Etec e o Centro de Educação e Integração Social (Cebe) “Benjamin Quintino da Silva”. A COMARCA acompanhou o evento.

Aos presentes, May explicou que no Malawi menos de 25% das meninas concluem o ensino fundamental, enquanto sequer 5% terminam o ensino médio. “É uma questão complexa, essas garotas não sabem que têm direito de estudar”, frisou. O filme suscitou uma série de debates nas comunidades daquele país e, com o apoio da Unicef, em diversos lugares do mundo.

May falou à representantes da comunidade escolar no ICA
Para A COMARCA, May disse que história real que inspirou o curta-metragem foi de um rapaz do Malawi que voltou a estudar aos 30 anos de idade. Questionado pela cineasta por qual motivo, ele respondeu que a família não tinha condições de manter os filhos estudando ao mesmo tempo. “Então, ele se sacrificou para que o irmão continuasse na escola”, explicou.

O filme já foi exibido em mais de 40 países ao redor do mundo e é usado como ferramenta de discussão de direitos humanos, justiça social, cidadania e igualdade de gênero. O filme dialoga diretamente com os alunos e promove debates e reflexões. “Usem suas vozes para criar a mudança. Pode começar pequeno, mas tenham certeza que isso vai se espalhar”, disse a cineasta aos jovens.

VISITA
May vem ao Brasil desta vez a convite do Congresso ClassUP- Escolas Exponenciais, onde falou a gestores escolares sobre o poder do storytelling. “Eu acredito que a narração de histórias, em suas diversas formas (como filme, música, drama) pode ser mais do que apenas entretenimento. Ela pode nos inspirar, aumentar nossa consciência, desafiar nossos pressupostos e concentrar nossas energias”, avalia a cineasta.

No Brasil, a evasão escolar registrada no ensino médio é de aproximadamente 11%, segundo dados do Censo Escolar. De acordo com o levantamento, 12,9% e 12,7% dos alunos matriculados na 1ª e 2ª série do ensino médio, respectivamente, abandonaram a escola entre os anos de 2014 e 2015. O 9º ano do ensino fundamental tem a terceira maior taxa de evasão, de 7,7%, seguido pela 3ª série do ensino médio, com 6,8%.
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Na Série D, Mogi tenta mudar retrospecto

Nos últimos anos, cada campeonato disputado pelo Mogi Mirim tem sido um martírio.  Começa com a esperança de uma boa campanha renovada e termina como um pesadelo. Nas últimas seis competições, entre estadual e nacional, o Sapo amargou cinco rebaixamentos, sendo os três recentes de maneira consecutiva. Amanhã, o clube inicia uma nova caminhada. Estreia no Campeonato Brasileiro da Série D com um único pensamento: mudar o retrospecto negativo das temporadas passadas.

Desde 2015, quando Luiz Henrique de Oliveira assumiu a presidência do clube em substituição ao ex-jogador Rivaldo, o Mogi sofre com os rebaixamentos. Naquele mesmo ano, a equipe caiu da Série B para a Série C do Brasileiro. No ano seguinte, mais um rebaixamento:  da Série A1 para a A2 do Paulista. O Brasileiro da Série C daquele ano foi o único nesse período que não terminou com o Mogi rebaixado.

Porém, 2017 é para ser esquecido. Primeiro, o clube desceu mais um degrau no estadual, indo da A2 para a A3. Depois, foi degolado no Brasileiro da Série C, com direito a um inédito WO por atraso no pagamento de salários. O ano de 2018 começou com a promessa de dias melhores. Reeleito, Luiz Henrique repassou a gestão do futebol para o empresário Márcio Granada e para o ex-jogador Alessandro Botijão.

Porém, com o estádio Vail Chaves interditado desde outubro do ano passado, o clube mandou seus jogos como mandante da A3 do Campeonato Paulista para Itapira. Último colocado, com apenas uma vitória em 19 jogos, o Mogi foi rebaixado pela primeira vez na história para a 2ª Divisão. 

Agora, começa mais uma capitulo da história mogimiriana. O primeiro jogo pela Série D será contra o Prudentópolis, às 15h, no Estádio “Newton Agibert”, em Prudentopolis-PR, Será a primeira participação do Sapo na Quarta Divisão do Nacional. O jogo é válido pelo Grupo 17, que ainda tem São José/RS e Brusque/SC.

Assim como no paulista deste ano, a preparação começou tarde. O elenco para o nacional se apresentou apenas no dia 9 de abril. E com um detalhe: apenas o goleiro Hotton, o zagueiro Eder Baiano e o volante Diogo Justino são remanescentes do grupo que fracassou no estadual. Reforços chegaram, como o zagueiro Guilherme (ex-São Bento), o volante Tiago Bagagem (ex-América-PE) e o atacante Wagner (ex-Náutico).

Até o fechamento desta edição, na tarde de ontem, nenhum dos novos reforços havia sido publicado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. A assessoria de imprensa do clube também não informou quantos jogadores foram relacionados para o jogo no Paraná.

ÁGUAS DE LINDÓIA
O Mogi Mirim sequer estreou na Série D do Campeonato Brasileiro, mas já está de olho na segunda rodada, quando jogará pela primeira vez como mandante. Como o Vail Chaves segue interditado, o Sapo definiu o Estádio Leonardo Barbieri, em Águas de Lindoia, como a casa do time na disputa do nacional.
A novidade foi confirmada pela diretoria do clube, mas ainda é necessário que a CBF altere a tabela oficial para que a estreia na nova casa ocorra no próximo domingo, 29, às 16h, contra o São José-RS.

Para que o estádio Vail Chaves seja liberado, faltam três dos cinco laudos exigidos: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, prevenção e combate de incêndio e segurança. Via assessoria de imprensa, o Mogi afirma que realiza obras no local para que consiga a liberação para partidas, mas não coloca prazos para que a situação se normalize.



A fantástica fábrica de bolos

Da Redação

“Quero inspirar outras pessoas a descobrirem seus talentos e transformarem a própria vida”. A frase da confeiteira Rafaela Vidotte sintetiza bem a história de sua própria vida. Técnica em enfermagem de formação e tendo trabalhado em empresas das áreas de saúde e de mobiliário, Rafaela encontrou na confeitaria o sentido para sua vida profissional. Hoje, ela se ‘lança de cabeça’ no negócio, procurando oferecer um produto diferenciado.

Talento para a confeitaria foi descoberto por acaso
Rafaela descobriu sua vocação para a produção de bolos e outras delícias, como cupcakes e maças decoradas, dentre outras, por acaso.  Foi no aniversário de um ano de sua filha Luiza, há três anos. “Resolvei fazer um bolo para ela. Eu nunca tinha feito um bolo na vida, eu nunca tive uma afinidade com a cozinha. Peguei uma receita, fiz e as pessoas gostaram. Acho que aquilo mexeu comigo, peguei gosto. Me descobri ali, me achei”, revelou.

Nessa época, Rafaela já morava em Mogi Mirim. Ela tinha vindo de Paulínia, onde morava. Lá, trabalhou numa empresa de radiologia, numa indústria de móveis e num consultório médico. “Mas, nada disso me fazia sentir realizada. Me formei em técnica de enfermagem, mas, nem trabalhei na área”, recordou. Foi quando nasceu a filha Luiza. E tudo mudou.

O bolo que fez no aniversário da filha incentivou Rafaela a seguir nesse ramo. “Ser mãe mudou minha vida. Eu precisava disso para me achar”, frisou. No começo, via a prática como um hobby. “Comecei fazendo bolo para a família mesmo. Todo aniversário, era eu que fazia o bolo. Depois, os funcionários do sítio onde moramos começaram a pedir. E aos poucos, a coisa foi crescendo. Foi quando eu vi que aquele hobby se transformou realmente num trabalho”, comentou.

Participação em programa coroa boa fase

A partir daí, Rafaela se tornou uma confeiteira de profissão. Adaptou um cômodo da casa no sítio onde mora com o marido Rafael e a filha Luzia no bairro rural do Tanquinho num ateliê, montou o ‘Bolos da Rafa Vidotte e entrou no ramo com a proposta de fazer algo diferente. E o seu diferencial é o bolo esculpido com pasta americana. A base é um bolo convencional. É a decoração que Rafaela coloca a sua criatividade.

“A gente desenha o molde num papel manteiga e depois passa para a pasta. Como ela é vendida em várias cores, é daí que conseguimos montar a decoração. A pasta é 70% açúcar. Então, você vai sovando, deixando ela maleável, o que possibilita fazer o formato que deseja. É trabalhoso, é um processo bem artesanal, feito manualmente, mas, é fantástico o resultado final”, destacou.

A nova confeiteira já fez bolos esculpidos de diversos formatos. Na grande maioria das vezes, o desenho a ser esculpido é uma solicitação do cliente. “O desenho serve como inspiração”, frisou. Nesse formato, suas principais obras são para festas infantis. “Dá para usar bem a criatividade do tema do aniversário escolhido pelos pais”, comentou Rafaela.

A pasta americana foi apresentada a Rafaela quando ela fez um curso sobre confeitaria em Campinas. O desafio de criar um bolo gostoso e bonito a faz se apaixonar pelo tema. “Comecei a pesquisar bastante. E vi que realmente é um produto diferente. Já fiz vários, mas, achei não fiz nem um terço do que quero fazer. Tenho uma lista com uns 500 formatos e modelos”, adiantou.

A nova vida profissional fez Rafaela adotar alguns hábitos que até então passavam longe do seu dia-dia. Ela passou a assistir ao programa ‘Que Seja Doce’, exibido de segunda a sexta-feira, no canal GNT. Trata-se de uma reality show, em que três participantes disputam, a cada episódio, o título de melhor confeiteiro. No ano passado, Rafaela se cadastrou no site do programa, E junto, mandou um histórico das fotos dos bolos que compartilha em sua conta no Instagram @bolosdarafavidotte.

Ela confessa que nem imaginava que fosse ser chamada. E para sua surpresa, um mês depois de ser cadastrar, ela foi convidada. Para participar do programa, levou o marido Rafael como acompanhante. O ‘Que Seja Doce’, com a participação de Rafaela, será exibido na próxima sexta-feira, 27, a partir das 20h. O resultado é mantido em segredo pela confeiteira. “Só mesmo assistindo ao programa para saber”, brincou.

Sonho e realidade moldam Rafaela em sua caminhada

Programa de TV a parte, Rafaela Vidotte sente que o negócio cresce a cada dia. “A propaganda boca-boca é muito forte. E isso tem me ajudado muito. Os pedidos vêm não só de Mogi Mirim, mas, também de Mogi Guaçu, Campinas e Paulínia. “Graças a Deus, só tenho recebido elogios. Prezo muito a importância do bolo para o momento da vida daquela pessoa que está casando, fazendo aniversário ou para outra finalidade. E posso garantir, é muito amor envolvido.
 
O maior sonho de Rafaela é ter uma loja própria, onde possa expor seus produtos e receber os clientes. “Facilitaria muito a minha vida. Daqui do meu ateliê, é quase que impossível sair com um bolo de andar. É claro que trabalhar no meio da natureza, em minha casa, é super delicioso. Mas, a loja seria um salto e tanto no negócio”, revelou.

Enquanto ainda não consegue tornar o sonho em realidade, Rafaela procura aperfeiçoar o conhecimento e as condições de trabalho. Pesquisar fotos nas redes sociais que sirvam de inspiração para os bolos esculpidos virou uma atividade diária. E neste final de semana, ela estará no Rio de Janeiro para fazer um curso sobre a pasta americana.

Ela conhecerá uma impressora onde é possível fixar o desenho a ser esculpido. “Com a impressora, você não precisa mais do molde desenhado. Ele já sai direto na pasta”, disse. Para isso, é preciso conectar a impressora a um software. “É economia de tempo e um salto de qualidade no produto, porque o molde na pasta sai perfeito”, destacou. O passo seguir será ter condições para adquirir a impressora.

Rodovia Mirim-Guaçu vai passar por recuperação

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na segunda-feira, 2, no Palácio dos Bandeirantes, investimentos para obras de modernização e recuperação de rodovias estaduais e estradas vicinais. Entre elas, a Rodovia Nagib Chaib, em Mogi Mirim, via de acesso para o município de Mogi Guaçu. Sob mediação do deputado Barros Munhoz (PSB), o acordo foi assinado pelo secretário de Governo, Danilo Zinetti.

“É uma via de intenso fluxo entre os municípios. Constatamos a situação das pistas de rolamento e recorremos ao Estado, fomos atendidos e o serviço beneficiará a população das duas cidades”, explicou Zinetti. “Esse é o resultado de um trabalho em que foi aplicado muito empenho e esforço, pois conseguimos os recursos em um período de crise econômica nacional, ou seja, garantimos um saldo que é positivo para o município”.

De acordo com a Administração Municipal, serão investidos R$ 600 mil em materiais, incluindo os serviços de recapeamento, alargamento das vias, sinalização de solo e placas informativas, tanto em ambos os sentidos da pista quanto em duas rotatórias. A Rodovia SP 167 – Deputado Nagib Chaib – possui extensão de aproximadamente cinco quilômetros e é administrada pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem).

No entanto, está tramitando junto ao Estado a viabilidade de autorizar a concessão da via para o município. A via é a única ligação interna entre as cidades mogimiriana e guaçuana que, juntas, alcançam quase 300 mil habitantes.

Além de 33 rodovias paulistas administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), como é o caso da Nagib Chaib, mais 40 estradas sob administração municipal também serão contempladas. Serão 99 municípios contemplados pela iniciativa do governo do Estado, totalizando um investimento de R$ 506,3 milhões.

Os editais de licitação para contratar as obras nas rodovias estaduais foram publicados na terça-feira, 3. O processo licitatório correrá na modalidade Concorrência Menor Preço. No total, 936,6 quilômetros de rodovias e vicinais serão contemplados pelo pacote.

“Infraestrutura e logística são grandes geradoras de emprego e ativam fortemente a economia. As obras também ajudam os municípios na arrecadação do Imposto sobre Serviços, além de atrair investimentos e melhorar a produtividade”, afirmou o governador Alckmin. "Produtividade é tudo de que o país precisa. Essa precisa ser uma agenda nacional".

Alckmin destacou que obras de infraestrutura são 'geradoras de empregos'

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Por dissídio, sindicato quer conciliação na Justiça

Flávio Magalhães

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep), através de assembleia realizada na noite da última quinta-feira, 5, decidiu que vai solicitar uma audiência de conciliação via Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com a Prefeitura de Mogi Mirim, para tratar da concessão de reajuste ao funcionalismo. A decisão foi tomada diante do total silêncio da Prefeitura acerca do assunto.

O presidente da entidade sindical, Luciano Ferreira de Mello, explicou aos 50 presentes na assembleia que desde fevereiro o Sinsep cobra a Administração Municipal sobre o dissídio de 2018, mas que, de maneira verbal e extraoficial, a gestão de Carlos Nelson Bueno (PSDB) solicitou um prazo até o dia 20 de março para conclusão dos estudos na Secretaria de Finanças.

Decorrido o prazo, no dia 21, o Sinsep reforçou a solicitação junto à Prefeitura. No entanto, não recebeu nenhuma manifestação oficial até agora por parte do Poder Executivo. Diante dessa situação, Melo colocou cinco alternativas para que os servidores escolhessem qual caminho a seguir diante da postura da Administração Municipal.

As opções incluíam desde manifestações, como a realizada no ano passado, quando o prefeito Carlos Nelson anunciou reajuste zero para a categoria, até mesmo greve geral, como a realizada no primeiro ano de mandato do ex-prefeito Gustavo Stupp (PDT). Ambas foram descartadas pois os próprios servidores consideram que há pouca união na categoria, por razões diversas. No caso da greve, há ainda os descontos dos dias parados e a perda da cesta básica do mês.

A ampla maioria votou pela audiência de conciliação. Situação semelhante ocorreu em 2016, último ano de mandato de Stupp, quando a Prefeitura ofereceu a reposição inflacionária de 3,21% em razão da legislação eleitoral que veda reajustes acima da inflação nos 180 dias que antecedem as eleições. Após as discussões no TRT de Campinas, a Administração Municipal cedeu 7,25% de aumento, parcelado em duas vezes.

Uma das preocupações da direção do Sinsep é que a proposta da Prefeitura neste ano também seja apenas o repasse inflacionário, algo próximo a 2,5%, em razão da mesma legislação eleitoral, que estabelece em 10 abril o limite para aumento de salário acima da inflação. Por isso deve fazer o pedido de conciliação junto a Justiça do trabalho, no mais tardar, até segunda-feira, 9. A partir daí, fica a critério do tribunal a data da audiência.

Segundo a pauta de reivindicações apresentada ao Poder Executivo, o principal pedido é o reajuste de 10,03% nos salários. O número solicitado ao prefeito busca cobrir a inflação dos últimos dois anos (uma vez que houve reajuste zero em 2017) e acrescentar um ganho real de 2,5% aos salários dos servidores públicos, defasado com o tempo.

O presidente Luciano Ferreira de Mello
RESPOSTA
À imprensa, a Prefeitura se manifestou. Por nota, informou que “um grupo de secretários das áreas financeira, administrativa, jurídica e social, além da Secretaria de Governo e da chefia de Gabinete tem discutido o assunto junto ao prefeito Carlos Nelson Bueno. A preocupação é com o limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, de até 51,3%, situação já atingida atualmente pela Administração Municipal, tendo em vista as receitas correntes lançadas da Prefeitura e do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos)”.

Dessa maneira, a Prefeitura tem a expectativa de apresentar uma proposta ao Sinsep nos próximos dias. “A Prefeitura tem interesse em apresentar o quanto antes uma posição, levando em conta a delicada situação financeira do Município e sabendo da necessidade de honrar seus compromissos com fornecedores e com aqueles que são fundamentais para as atividades da cidade: os servidores municipais”.



Sobre a audiência de conciliação solicitada pelo sindicato, a Prefeitura confirmou que estará presente para apresentar as informações necessárias e as condições financeiras para o dissídio dos servidores de 2018.
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