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Na quinta-feira, 29, a Sociedade Protetora dos Animais de Mogi Mirim (SPAMM) realizou uma varredura no Canil Municipal da cidade. A denúncia era relativa à morte e desaparecimento de cães. De acordo com voluntárias da Sociedade, muitos animais que estavam cadastrados para doação também desapareceram.
A denúncia foi baseada na lei 12.916 de 2008, que acaba com a matança indiscriminada de cães e gatos. A medida proíbe a morte de animais sadios, sendo apenas permitida a eutanásia em animais doentes, ou que apresentem doenças infectocontagiosas que coloquem em risco a saúde pública, verificável através de laudo técnico disponível às Entidades de Proteção Animal.
Segundo Jessé Correa Cortez, veterinário do canil, os cães mortos são levados até o local, esterilizados e queimados. De acordo com ele 86 animais deram entrada no canil este mês.
Porém, a SPAMM contesta a versão do veterinário, e alerta para a desorganização do canil, que não possui cadastro de entrada e de óbitos dos animais.
Ao todo foram encontrados 12 cães e 5 gatos no freezer do canil.Para a vereadora Maria Alice Mostardinha, que também estava no local, há uma necessidade de fiscalização e cadastro das clínicas quanto aos cães mortos.
Maria Fernanda Cotrim, voluntária da SPAMM, denuncia a falta de laudos de clínicas que deixam os animais mortos no canil. Não há nenhuma documentação da procedência desses animais, eles não sabem quantos estão vivos e quantos estão mortos. Os cães entram sem laudo aqui. Podem ser cães de rinha. É necessária uma investigação, completa.
Além disso, a SPAMM também denunciou sobre a forma como os animais são mortos. De acordo com as voluntárias presentes no local, o sacrifício dos animais é realizada atualmente no canil por eletro choque, enquanto o procedimento adequado estabelecido por lei é a eutanásia com medicamentos apropriados. Contra argumentando Jessé Correa mostrou os medicamentos usados no sacrifício dos animais, porém um dos frascos apresentados estava vencido desde 2007.
03/11/2009 14:25:42 |