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Capivaras atacam cães no Zerão

Ataques de capivaras a cães foram registrados na última semana no Complexo Esportivo “José Geraldo Franco Ortiz”, o Zerão. Ao menos três ocorrências do tipo ganharam repercussão nos últimos dias, quando capivaras investiram contra cachorros de estimação que transitavam pelo local.

Na última quinta-feira, 29, um munícipe registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia contra a Prefeitura de Mogi Mirim devido ao ataque das capivaras. A vítima relatou que caminhava com os cães, devidamente presos à coleira, quando os animais foram atacados.

Não há indícios de que capivaras do Zerão apresentem doenças  (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA

Recentemente, o aposentado Francisco Caleffi também passou por situação semelhante. Enquanto caminhava no Zerão com sua neta, Caleffi deixou o cão de estimação solto na área próxima ao lago quando aconteceu o ataque. “Descuidei por um minuto”, afirmou.

Cookie, o cão da família Caleffi, sofreu um ferimento profundo. Foi levado ao veterinário e foi devidamente medicado. As capivaras, segundo a Prefeitura, serão monitoradas e futuramente remanejadas.
A captura e remoção da população de capivaras no Complexo do Zerão depende de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por serem animais silvestres.

Ferimento em Cookie, cão da família Caleffi, ocasionado pelo ataque (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Sustentabilidade Ambiental está seguindo orientações do Departamento de Fauna da Secretaria de Meio Ambiente do Estado. A primeira etapa é realizar o diagnóstico de estimativa populacional de capivaras presentes no Complexo Lavapés, com o objetivo de auxiliar no monitoramento dos grupos. Através desse levantamento, será possível entender a distribuição dos grupos de capivaras e traçar estratégias de manejo dos animais e adequação do habitat, se necessário.

Inicialmente, não há nenhum indício de que a população de capivaras que se instalou no Complexo Lavapés apresente a doença e risco à saúde pública. Embora exista um estigma de que as capivaras transmitem a doença, não necessariamente são portadoras do carrapato com sorologia positiva.

Por Flávio Magalhães
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