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Crise econômica pode trazer janela de oportunidade na venda de ovos de chocolates

Após o término do período do carnaval inevitavelmente as atenções do calendário se voltam para a celebração  da Páscoa, que neste ano será festejada em 27 de março, fato que por si só já traz uma agravante para quem vende chocolate: o calor. Além da questão climática, importante se for considerado que até a  chegada da Páscoa ainda estará fazendo muito calor, fato que normalmente inibe o consumo mais acentuado do produto, A COMARCA apurou junto aos dois principais atacadistas de produtos para confecção de ovos de chocolate na cidade que  a crise econômica é um outro fator que provoca expectativa com relação ao desempenho das vendas. “O preço do chocolate subiu quase duas vezes a inflação do período e o consumidor final inevitavelmente acaba chiando bastante”, analisa o empresário  Rogério Vieira de Melo, da Comercial Santa Helena.

Rogério da Santa Helena: devagar com o andor

Rogério conta que ao longo dos últimos anos sua empresa tem focalizado cada vez mais a venda de produtos para quem quer fabricar em casa seus ovos e tentar obter uma renda extra. Ele próprio  deixou de comercializar ovos industrializados para oferecer produtos com a marca CSH. “A margem de lucro é pequena e não dá para querer ficar brigando com os supermercados”, justificou. Disse que seu estoque é menor neste ano, com relação ao mesmo período do ano passado deixando negociado com seus principais fornecedores a aquisição de um suprimento extracaso haja necessidade. Ele estima que nas duas últimas semanas que irão anteceder a chegada da Páscoa a correria será maior. Rogério acredita que o fato de muitas pessoas estarem desempregadas poderá fazer com que haja uma corrida pela venda de ovos caseiros, mas prefere usar de cautela. “Acho que tenho o suficiente para atender àquela demanda que já estávamos esperando, mas se houver uma procura maior, estamos preparados para suprir as necessidades de momento”,concluiu.

A empresária Caroline Del Bianchi, da Distribuidora Del Bianchi ( Del Bianchi Festas) mostra-se mais otimista. “Além do fato de um número maior de pessoas estarem se preparando para vender ovos de chocolate feitos em casa, com a crise, muita gente deixa de recorrer a terceiros na hora de fazer seus confeitos, cuidando elas próprias  do preparo. Isso inevitavelmente acaba acarretando um resultado positivo às vendas”,  avaliou. Caroline conta ainda que atrelada à venda dos artigos básicos como chocolate em barra e recheios, está a procura por artigos correlatos como fôrmas, e embalagens.

Também a Del Bianchi investe em ovos da própria marca, sem deixar de vender ovos industrializados, aí no caso com uma presença mais forte da marca Arcor, da qual a distribuidora é representante regional. A empresária disse que a indústria de uma forma geral está com dificuldade para fornecer matéria prima. “Há falta de chocolate no mercado”, informa. A exemplo do colega da Santa Helena, Caroline acha que nas duas últimas semanas antes da Páscoa a tendência é de que haja uma movimentação mais intensa de clientes.

Da Redação
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