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Em crise, setor de metalurgia demite e fecha fábricas

O setor de metalurgia de Mogi Mirim é um dos que mais vem sofrendo com a crise econômica nacional. Apenas no primeiro semestre de 2016, foram 545 demissões, de acordo com um levantamento feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos da cidade.

Os dados se referem apenas a desligamentos homologados pelo sindicato, o que significa que o número de demitidos pode ser maior ainda.

O segmento que mais registrou demissões foi o de móveis de aço – foram 183 desligamentos – seguido pelo de transformadores – com outros 150 desligamentos – e pelo segmento de peças – com 137 demissões –, embora as fábricas de fundição, serralheria e materiais elétricos também tenha sofrido baixas.

Outro dado preocupante é o de empresas que se mudaram para outras cidades e as que encerram suas atividades. Ao menos três já saíram de Mogi Mirim, com seus 250 postos de trabalho, enquanto outras três já fecharam as portas
.
Além disso, o sindicato apurou outro dado alarmante. São sete as empresas do ramo de metalurgia de Mogi Mirim que passam por graves dificuldades e estão próximas de encerrarem suas atividades.

Em setembro do ano passado, A COMARCA revelou com exclusividade que o setor metalúrgico havia demitido aproximadamente mil pessoas até então. Já naquela época, o presidente do sindicato da categoria, Ozébio Donizete Réquia, já havia afirmado que o cenário para 2016 não seria animador.

COMÉRCIO
As demissões em série que ocorrem em Mogi Mirim e região afetam em cheio o setor de Comércio. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a ocupação que mais sofreu com demissões foi a de vendedor de comércio varejista. Foram 307 desligamentos de janeiro até maio.

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