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Prefeitura ainda não tem dinheiro para adiantar o 13º salário

A Prefeitura não conseguiu recursos suficientes para adiantar o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários públicos, até então planejado para julho. A secretária municipal de Finanças, Elisanita Aparecida de Moraes, foi convidada a comparecer na Câmara Municipal para explicar a situação.

O convite partiu do presidente da Casa, o vereador João Carteiro (PMDB), porque a Secretaria de Finanças solicitou ao Legislativo a devolução dos duodécimos justamente para pagar o 13º do funcionalismo. Como esse pagamento não ocorreu, surgiram diversos questionamentos entre os vereadores. Assim, a questão foi esclarecida por Elisanita na última segunda-feira, 08.

De acordo com a secretária, os quase R$ 3,2 milhões para os funcionários seriam pagos da seguinte forma: Ao menos R$ 700 mil eram esperados dos duodécimos da Câmara Municipal, enquanto outros R$ 1,7 milhão viriam do Fundo de Participação dos Municípios e mais R$ 560 mil do Fundeb. Os quase R$ 300 mil restantes seriam pagos com recursos próprios da Administração.

A secretária municipal de Finanças Elisanita Aparecida de Moraes

Os planos de Elisanita, porém, foram frustrados. A Câmara devolveu R$ 500 mil e do Fundo de Participação dos Municípios veio R$ 1 milhão. Assim, a conta não fechou e, para pagar a primeira parcela do 13º salário, o Governo Municipal deveria desembolsar quase R$ 1,2 milhão, um valor muito alto para ser bancado atualmente pela Prefeitura.

Assim, o dinheiro devolvido pela Câmara foi colocado em uma conta da Caixa Econômica Federal (CEF), já reservado para o pagamento do 13º. “Podemos pagar até 30 de novembro, somos celetistas”, lembrou Elisanita. “O dinheiro está separado, não foi utilizado para nada, está guardado para quando nós pagarmos a primeira parcela”, reforçou, entregando um extrato da conta aos vereadores.

Mesmo assim, Elisanita não escapou das críticas dos vereadores de oposição. “No meu ver, fica evidente a falta de planejamento”, avaliou Luiz Guarnieri (PSB). “Os servidores estavam contando com esse dinheiro”, lembrou sua colega, vereador Luzia Cristina (PSB). “Não há prioridade nesta Administração, por isso o povo não aguenta mais”, completou Maria Helena Scudeler de Barros (PSB).

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