A Comarca

Mogimiriana é personagem central na prisão de ex-ministro de Michel Temer

O assunto de maior repercussão na semana, dentro da sucessão de escândalos que vêm sacudindo o país, foi a prisão do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima, acusado de tentativa de obstrução da Justiça.

O principal argumento usado pelo juiz federal Vallisney de Oliveira para autorizar o pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal teria sido o assédio via aplicativo de telefone celular de Geddel Vieira Lima para a esposa do operador financeiro e lobista Lúcio Funaro, preso desde 01 de julho de 2016, acusado de ser o operador do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também preso. Funaro é casado com a mogimiriana Raquel Albejante Pitta.

Geddel Vieira Lima foi preso por obstrução da Justiça

Segundo entendimento da Procuradoria Geral da República, Geddel fazia insistentes contatos com a esposa de Funaro como forma de pressionar o lobista a não fazer uma delação premiada. Ao autorizar a prisão de Geddel, a Justiça considerou grave o fato e por isso determinou sua prisão, ocorrida na segunda-feira, 03, em Salvador (BA).

Na quinta-feira, 06, Geddel foi ouvido. Ele alegou que os contatos com Raquel Pitta foram apenas “informais”. Ainda conforme foi divulgado ontem em todos os grandes jornais do país, o juiz pretende ouvir Raquel no início da semana, para que esclareça melhor a questão.

Lúcio Funaro encontra-se detido na carceragem da Polícia Federal em Brasília, onde, segundo tem sido veiculado, prepara sua delação premiada. Foi o advogado do lobista quem teria apresentado à polícia reproduções de tentativas de diálogos entre Raquel e Geddel Vieria Lima. De acordo com essas informações, o ex-ministro é apresentado com o codinome “Carainho”, e estaria tentando descobrir por intermédio de Raquel se o marido demonstrava propensão em fazer uma delação. As correspondências pelo aplicativo WhatsApp foram registradas em oito oportunidades entre 17 de maio e 01 de junho deste ano.

Advogado de Funaro entregou provas das ligações; Codinome de Geddel era “Carainho”

Os procuradores suspeitam que Geddel, Cunha e Funaro, contando em alguns momentos com a participação do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Fábio Cleto, desviaram recursos públicos para benefício próprio e de grupos empresariais que teriam recebido vantagens ilícitas através da liberação de créditos e investimentos autorizados pelo banco estatal. Funaro e Cunha também são réus em processo que apura o pagamento de propina em decorrência da liberação de recursos do FI-FGTS para a construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O nome de Funaro aparece ainda nas delações feitas por executivos do grupo J&F como sendo operador do PMDB no desvio de recursos públicos.

SILÊNCIO
A COMARCA ouviu de um familiar de Raquel que ela tem procurado permanecer à margem de todo esse transtorno. Conforme informações dessa mesma fonte, Raquel tem uma criança recém-nascida e tenta a todo custo fugir do assédio de jornalistas.

Desde a prisão de Funaro, Raquel estaria sofrendo muito com a situação, principalmente com relatos veiculados na mídia, muitos dos quais, “sem qualquer ligação com a realidade”, segundo o familiar. “Ela precisa de tranquilidade neste momento para viver a vida dela”, solicitou.

Raquel Pitta, esposa de Funaro, recebeu insistentes ligações de Geddel
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