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‘O policial é treinado para proteger as pessoas e a si mesmo’, diz oficial

Repercutiu em todo país o caso ocorrido no último dia 12, em Suzano, quando a policial militar de folga, Kátia da Silva Sastre, baleou um suspeito em frente à escola onde a filha estuda. A policial tinha ido participar de uma comemoração de Dia das Mães no Colégio Ferreira Master. O suspeito, de 21 anos, estava com um revólver calibre 38 e já tinha abordado outras mães que aguardavam a abertura do portão, além de ter revistado o segurança da escola para ver se ele estava armado.

De acordo com a PM, a policial viu a movimentação e ouviu uma mulher dizendo que era assalto. Neste momento, Kátia foi se afastando, sacou a arma e disparou três vezes contra o suspeito. A polícia disse que o suspeito, que já tinha feito um disparo e que não acertou ninguém, fez um segundo disparo, que falhou. Foi quando a policial conseguiu se aproximar do suspeito. O suspeito foi socorrido para a Santa Casa de Suzano, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Um vídeo que circulou pelas redes sociais mostrou o momento em que o suspeito se aproxima de um grupo de mulheres e crianças e aponta o revólver para uma pessoa. Neste momento, ao lado dele, está a policial, que saca uma arma e dispara contra o suspeito. As pessoas que estavam em frente à escola correm. O suspeito cai no chão e a policial se afasta. Ela se aproxima novamente do suspeito, afasta a arma que ele usava e o rende.

Vídeo que circula na internet registra momento em que elemento é baleado pela PM

O que chamou a atenção foi a frieza e a coragem da policial em ir para o confronto com o assaltante. O método pelo qual a PM Kátia praticou e que a corporação é treinada, foi batizado de ‘Giraldi’, em homenagem ao criador dele, o coronel Nilson Giraldi, que prevê preservar a vida acima de tudo. Nele, está previsto o uso da arma apenas como último recurso.

“Mas se o disparo, como última alternativa, dentro dos limites da lei, tiver que ser efetuado, para preservar vidas inocentes, incluindo a do policial, assim também o será”, sustenta o texto do método no site da PM de São Paulo. A Corregedoria da PM de SP avaliou como correta a ação e, inclusive, quer o arquivamento de qualquer eventual investigação contra a policial.

Para o major Adriano Daniel, subcomandante do 26º Batalhão de Polícia Militar do Interior, com sede em Mogi Guaçu, a PM Kátia agiu como todo policial é treinado, que é o de proteger as pessoas e a si mesmo. “Numa situação dessa, o policial age para repelir uma injusta agressão, atual ou iminente. É agir em legítima defesa. O que a policial fez foi agir em legítima defesa dela e de terceiros”, apontou.

O oficial destacou ainda que a PM Kátia escolheu o momento certo para agir, quando a situação não oferecia riscos a integridade física dela e as demais pessoas que estavam próximas. Porém, fez questão de ressaltar que a escolha de um policial depende do que ele encontrar pela frente.

“Ele vai analisar os riscos, a conveniência e a oportunidade. Se estiver sozinho contra cinco armados, vale a pena atirar ou procurar abrigo e pedir apoio? O policial tem o discernimento quanto a melhor forma de agir, de acordo com o treinamento recebido”, argumentou.

Major Adriano Daniel, subcomandante do 26º Batalhão de Polícia Militar do Interior

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